Dom Giambattista Diquattro Núncio Apostólico no Brasil
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O Vaticano participa da COP30 com uma delegação de 10 membros guiada pelo cardeal Pietro Parolin. Ele será a autoridade máxima da Igreja, representando o Santo Padre, Papa Leão. O chefe adjunto da Delegação será o núncio apostólico no Brasil, dom Giambattista Diquattro. A Rádio Vaticano – Vatican News conversou com Giambattista Diquattro.
Chegamos à COP30 e mais do que nunca é necessário uma reflexão sobre a mudança de rota no que diz respeito ao clima...
Parece-me mais atual do que nunca a reflexão feita há dois anos pelo Santo Padre Francisco na Mensagem à COP 28: “É essencial uma mudança de ritmo que não seja uma modificação parcial da rota, mas um modo novo de avançar juntos. Se, no caminho da luta contra a mudança climática, iniciado no Rio de Janeiro em 1992, o Acordo de Paris marcou ‘um novo começo’, é agora necessário relançar a caminhada. É preciso dar um sinal concreto de esperança.
Que também esta COP seja um ponto de virada: manifeste uma vontade política clara e tangível, que conduza a uma decidida aceleração da transição ecológica, por meio de formas que tenham três características: sejam ‘eficientes, vinculantes e facilmente monitoráveis’.” E que encontrem realização em quatro campos: eficiência energética; fontes renováveis; eliminação dos combustíveis fósseis; educação para estilos de vida menos dependentes destes últimos.
A presença da Santa Sé nesta COP30, qual contribuição pode dar?
Em vista da COP30, a Santa Sé é chamada a concentrar a sua atenção em algumas questões. Em primeiro lugar, a educação para a ecologia integral aparece como um campo decisivo para enfrentar a crise climática. Este tema surge de forma crescente, pois muitos países estão incluindo a dimensão educativa em suas contribuições nacionalmente determinadas (NDCs) até 2035. Será, portanto, fundamental acompanhar atentamente esse processo. Um segundo aspecto refere-se à implementação do Global Stocktake (GST), adotado na COP28, e ao compromisso correspondente de reduzir a dependência dos combustíveis fósseis. A Santa Sé sublinha a necessidade de uma aplicação coerente deste instrumento, reafirmando que a educação representa um pilar essencial para alcançar os objetivos do Acordo de Paris na próxima fase de revisão. Outro ponto é a reforma da arquitetura financeira global e sua ligação com o financiamento climático. Uma reflexão internacional evidencia o vínculo entre dívida externa e dívida ecológica, já evocado na exortação Spes non confundit.
Outro tema é a Just Transition (transição justa), que deve incluir não apenas critérios econômicos, mas também sociais e ambientais. A Santa Sé insiste na importância de uma educação transformadora como chave desse processo. Por fim, o debate sobre o Gender Action Plan oferecerá a ocasião de reafirmar o peso desproporcional que a mudança climática exerce sobre as mulheres, convidando à promoção de sua participação ativa na implementação do Acordo de Paris.
Além dessas prioridades, para a Delegação são de grande interesse os dossiês relativos a Loss and Damage, Global Adaptation Goal, UAE Framework for Global Climate Resilience, o Artigo 6 do Acordo de Paris, e as questões ligadas à importância da proteção da floresta amazônica, da agricultura e da segurança alimentar.
Papa Leão XIV posta foto com imagem de Nossa Senhora Aparecida
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Reprodução
Jesus pode ter ouvido palavras de sabedoria de sua mãe Maria, mas ela não o ajudou a salvar o mundo da danação, disse o Vaticano nessa terça-feira (4).
Em um novo decreto aprovado pelo Papa Leão XIV, o principal órgão doutrinário do Vaticano instruiu os 1,4 bilhão de católicos do mundo a não se referirem a Maria como a "corredentora" do mundo.
Só Jesus salvou o mundo, diz a nova instrução, resolvendo um debate interno que intrigava figuras importantes da Igreja há décadas e que chegou a provocar raras divergências públicas entre papas recentes.
"Não seria apropriado usar o título 'corredentora'", dizia o texto. "Esse título... (pode) criar confusão e desequilíbrio na harmonia das verdades da fé cristã."
Os católicos acreditam que Jesus redimiu a humanidade por meio de sua crucificação e morte. Os estudiosos da Igreja debatem há séculos se Maria, a quem os católicos e muitos cristãos chamam de Mãe de Deus, ajudou Jesus a salvar o mundo.
O falecido Papa Francisco opôs-se veementemente à atribuição do título de "corredentora" a Maria, chegando a chamar a ideia de "loucura".
"Ela nunca quis tirar nada do filho para si", disse Francisco, que faleceu em abril de 2025.
O antecessor de Francisco, Bento XVI, também se opôs ao título. Seu antecessor, João Paulo II, o apoiou, mas deixou de usá-lo publicamente em meados da década de 1990, depois que o Escritório para a Doutrina da Fé começou a expressar ceticismo.
A nova instrução do Vaticano destacou o papel de Maria como intermediária entre Deus e a humanidade. Ao dar à luz Jesus, ela "abriu as portas da Redenção que toda a humanidade aguardava", afirmou o texto.
Segundo a Bíblia, a resposta de Maria ao anjo que lhe disse que ela engravidaria foi: "Que assim seja".
O Papa Urbano II foi um dos líderes mais influentes da Igreja Católica no final do século XI. Ele convocou a Primeira Cruzada, uma expedição militar que tinha como objetivo libertar a Terra Santa do domínio muçulmano.
A origem das cruzadas está relacionada com a situação política e religiosa do Oriente Médio na época. Desde o séc. VII, os muçulmanos haviam conquistado vastas regiões que antes pertenciam ao Império Bizantino, um dos herdeiros do antigo Império Romano. Entre essas regiões, estava a Palestina, onde ficava Jerusalém, a cidade sagrada para os judeus, cristãos e muçulmanos.
No século XI, os turcos seljúcidas, um povo de origem nômade que havia se convertido ao islamismo, invadiram a Ásia Menor e ameaçaram Constantinopla, a capital do Império Bizantino. Além disso, eles impuseram restrições aos peregrinos cristãos que queriam visitar os lugares santos na Palestina.
Diante disso, o imperador bizantino Aleixo I Comneno pediu ajuda ao Papa Urbano II, que era seu parente distante. O papa viu nesse pedido uma oportunidade para fortalecer sua autoridade sobre a cristandade que, na época, estava dividida entre a Igreja Católica do Ocidente e a Igreja Ortodoxa do Oriente. Ele também ainda viu uma chance de resolver os conflitos internos que assolavam a Europa feudal, onde os senhores feudais viviam em constantes guerras privadas.
No ano de 1095, durante o Concílio de Clermont, na França, o papa Urbano II fez um discurso emocionante. Nele, apelou aos cristãos para que se unissem em uma guerra santa contra os mulçumanos, a fim de reconquistar Jerusalém e libertar os cristãos do Oriente. Ele prometeu aos que se juntassem à cruzada a remissão dos pecados, a proteção dos bens e a glória eterna. Ele também incentivou a busca pelas riquezas do Oriente, que eram muito cobiçadas pelos europeus da época.
O discurso do papa teve um grande impacto na Europa. Milhares de pessoas, de todas as classes sociais, se alistaram para participar da cruzada. Alguns eram muito motivados pela fé, outros pela aventura mesmo, já outros pelo lucro que isso poderia gerar. Eles costuraram uma cruz de tecido em suas roupas, como símbolo de seu compromisso e, por isso, eles ficaram conhecidos como cruzados.
A Primeira Cruzada partiu em 1096 e durou até 1099. Ela enfrentou muitas dificuldades pelo caminho, como a fome, a sede, as doenças, os ataques dos inimigos e as divisões internas. Ela também foi marcada por atos de violência e intolerância, como o massacre de judeus na Europa e de mulçumanos e cristãos ortodoxos no Oriente.
Apesar de tudo isso, os cruzados conseguiram chegar a Jerusalém e cercá-la. Após um duro combate, eles tomaram a cidade em 15 de julho de 1099. Eles mataram quase todos os habitantes, sem distinção de religião. Também saquearam os tesouros e as relíquias sagradas que encontraram. Eles estabeleceram o Reino Latino de Jerusalém, um dos quatro Estados Cruzados que foram criados na região.
A Primeira Cruzada foi considerada um sucesso pela Igreja Católica, que viu uma manifestação da vontade de Deus. Ela também abriu as portas para o contato entre o Ocidente e o Oriente, que trouxe novos conhecimentos, produtos e culturas para a Europa. No entanto, ela também gerou um ódio profundo entre cristãos e mulçumanos, que duraria séculos. Ela foi seguida por outras cruzadas, que tentaram manter ou ampliar o domínio cristão na Terra Santa, mas acabaram fracassando. A última cruzada foi em 1270, e em 1291, os mulçumanos recuperaram Jerusalém e expulsaram os cristãos da região.
O Papa Leão XIV vai presidir a celebração eucarística com o rito de canonização de 7 beatos em 19 de outubro, na Praça São Pedro, Dia Mundial das Missões. A missa com transmissão ao vivo dos canais do Vatican News e comentários em português começa às 10h30 do horário local, 5h30 no Horário de Brasília. A informação foi divulgada pelo Departamento de Celebrações Litúrgicas Pontifícias. Segundo comunicado assinado pelo mestre de Cerimônias Litúrgicas Pontifícias, Mons. Diego Ravelli, os novos santos serão: Inácio Maloyan, Pedro To Rot, Vincenza Maria Poloni, Carmen Rendiles Martínez, Maria Troncatti, José Gregorio Hernández Cisneros e Bartolo Longo.
Inácio Choukrallah Maloyan nasceu na Turquia em 1869, foi bispo de Mardin dos Armênios e morto durante ações violentas contra os cristãos perpetradas naquela região. Por se recusar a abraçar outra fé, foi fuzilado junto com muitos outros correligionários. Na prisão, chegou a consagrar o pão para o conforto espiritual dos companheiros. Ele foi beatificado em 2001 pelo Papa João Paulo II. Segundo o Dicastério das Causas dos Santos, em vista da canonização e reconhecendo a atualidade do seu exemplo, foi acolhida a súplica feita por Sua Beatitude Raphaël Bedros XXI Minassian, Catolicos, Patriarca da Cilícia dos Armênios Católicos, em fevereiro de 2024, dispensando o estudo de um suposto milagre, junto à documentação que ilustra os motivos que sustentam a canonização. A devoção a Maloyan é particularmente forte pela Igreja Católica Armênia e há provas da sua intercessão, manifestada pela obtenção de graças materiais e espirituais.
Pedro To Rot nasceu na Papua Nova Guiné em 1912. Mártir, pai de família e catequista, foi preso durante a Segunda Guerra Mundial por ter perseverado em seu ministério e sofreu o martírio com uma injeção de veneno letal. Ele foi beatificado por João Paulo II em 1995. Em 2024, os bispos do país e também das Ilhas Salomão fizeram um pedido para dispensar o primeiro beato de Papua do milagre para seguir com a canonização, o que foi acolhido junto a muitas provas que demonstraram a dificuldade de constatação do mesmo.
Vincenza Maria Poloni nasceu na Itália em 1802. Fundadora do Instituto das Irmãs da Misericórdia; o carisma do Instituto foi marcado pela sua experiência, que se dedicou constantemente a assistir doentes, idosos e órfãos até à morte após anos de tratamento de um câncer. A Venerável em 2006 foi beatificada por Papa Bento XVI em 2008.
Carmen Elena Rendíles Martínez nasceu na Venezuela em 1903. Religiosa, fundadora das Irmãs Servas de Jesus (Servas de Jesus da Venezuela); confiando em Deus, abria seu coração a todos, sobretudo aos pobres. Também os sacerdotes eram objeto de sua devoção e de seus cuidados e, para muitos, tornou-se conselheira sábia e maternal. Junto com suas irmãs, serviu com amor nas paróquias, nas escolas e ao lado dos mais necessitados. Ela foi beatificada pelo Papa Francisco em 2018.
Maria Troncatti nasceu na Itália em 1883. Religiosa, religiosa professa da Congregação das Filhas de Maria Auxiliadora e missionária: enfermeira durante a Primeira Guerra Mundial, partiu depois para o Equador, onde se dedicou inteiramente ao serviço das populações da selva, na evangelização e na promoção humana. Em uma viagem que a levaria a Quito, em 1969, ela morreu tragicamente após o avião cair logo depois da decolagem. Ela foi beatificada por Papa Bento XVI em 2012.
José Gregorio Hernández Cisneros nasceu na Venezuela. Leigo, bacharel em Filosofia e médico de profissão, dedicou-se a ajudar os mais necessitados, sendo chamado de “o médico dos pobres” e testemunho do amor eucarístico através do seu compromisso com os vulneráveis. Morreu vítima de um acidente de carro, em 1919, enquanto se deslocava para atender um doente. Ele foi beatificado por Papa Francisco em 2021.
Bartolo Longo nasceu na Itália em 1841. Leigo, dedicado ao culto mariano e à educação cristã dos agricultores e das crianças, fundou, com a ajuda da esposa, o Santuário do Rosário em Pompeia e a Congregação das Irmãs que leva o mesmo nome. Foi definido como o "apóstolo do Rosário" e "instrumento da Providência" na defesa da fé cristã. Ele foi beatificado em 1980 pelo Papa João Paulo II.
O Papa Leão XIV deixou o Vaticano na manhã desta quinta-feira (16) e dirigiu-se à sede central da FAO, em Roma, para participar da cerimônia do Dia Mundial da Alimentação, que neste ano coincide com o 80º aniversário da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). A data é celebrada com o tema “De mãos dadas por uma alimentação e um futuro melhores”.
O coração do Papa e o chamado à fraternidade universal
Em seu discurso, o Papa expressou profundo agradecimento pelo convite e recordou que seus predecessores sempre mantiveram uma relação de estima e proximidade com a FAO, e declarou que visita esta instituição como arauto e servo do Evangelho, levando uma mensagem de esperança a todos os povos:
“O coração do Papa, que não pertence a si mesmo, mas à Igreja e, em certo sentido, a toda a humanidade, mantém viva a confiança de que, se vencermos a fome, a paz será o solo fértil do qual nascerá o bem comum de todas as nações.”
Leão XIV afirmou que, oitenta anos após a fundação da FAO, a consciência da humanidade deve novamente se deixar interpelar pelo drama da fome e da desnutrição, lembrando que esse problema não é responsabilidade exclusiva de governos, empresários ou líderes políticos. “Quem padece de fome não é um estranho. É meu irmão, e devo ajudá-lo sem demora”, declarou. Segundo o Papa, “vencer a fome é uma condição essencial para a paz e o desenvolvimento integral das nações”.
Fome: um escândalo que clama ao céu
Com voz firme e diante de uma grande assembleia composta de líderes políticos e agentes sociais, o Pontífice denunciou o escândalo de milhões de pessoas que ainda sofrem de fome em meio ao progresso tecnológico e científico. “Permitir que milhões de seres humanos vivam e morram vítimas da fome é um fracasso coletivo, uma aberração ética, uma culpa histórica.” Leão recordou que 673 milhões de pessoas no mundo vão dormir sem comer e que outras 2,3 bilhões não têm acesso a uma alimentação adequada: “Por trás de cada número há uma vida despedaçada, uma comunidade vulnerável; há mães que não podem alimentar seus filhos”, ressaltou.
O Papa também denunciou o uso do alimento como arma de guerra, condenando a prática que impede comunidades inteiras de terem acesso ao sustento. “A fome imposta é um crime contra a humanidade. O silêncio dos que morrem de fome grita à consciência de todos, mesmo que muitas vezes seja ignorado ou distorcido.” E com vigor profético, afirmou:
“A fome não é o destino do homem, mas a sua ruína. É um grito que sobe ao céu e exige resposta rápida de todas as nações, de todos os organismos, de cada pessoa.”
Papa Leão recebe os aplausos da assembleia da FAO
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Leão XIV convidou a humanidade a romper a indiferença e a agir de forma concreta. “Ninguém pode permanecer à margem dessa luta: é uma batalha de todos.” Segundo ele, o desperdício de alimentos é um insulto à dignidade humana. “Como podemos tolerar que toneladas de alimentos sejam jogadas fora, enquanto multidões buscam nos lixos algo para comer?”, questionou o Pontífice. “O mundo não pode continuar assistindo a espetáculos tão macabros”, destacou o Santo Padre, é preciso pôr fim a isso o quanto antes:
“Os responsáveis políticos e sociais podem continuar polarizados, gastando tempo e recursos em discussões inúteis e virulentas, enquanto aqueles a quem deveriam servir continuam esquecidos e usados em nome de interesses partidários? Não podemos nos limitar a proclamar valores. Devemos incorporá-los. Os slogans não tiram ninguém da miséria. É urgente superar um paradigma político tão acirrado, baseando-nos em uma visão ética que prevaleça sobre o pragmatismo vigente, que substitui a pessoa pelo lucro. Não basta invocar a solidariedade: devemos garantir a segurança alimentar, o acesso aos recursos e o desenvolvimento rural sustentável.”
Do slogan à ação: solidariedade que se torna compromisso
Ao comentar o tema do Dia Mundial da Alimentação: “De mãos dadas por uma alimentação e um futuro melhores”, o Papa sublinhou que não basta promover ideais ou slogans: é preciso transformar palavras em gestos concretos. “Somente unindo as nossas mãos poderemos construir um futuro digno, onde a segurança alimentar seja reafirmada como um direito e não um privilégio.”
O Pontífice destacou também o papel essencial da mulher na luta contra a fome. “As mulheres são as primeiras a velar pelo pão que falta, a semear esperança nos sulcos da terra e a amassar o futuro com as mãos calejadas pelo trabalho.” Reconhecer e valorizar esse papel, disse ele, “não é apenas uma questão de justiça, mas uma garantia de um modo de vida mais humano e sustentável.”
Papa durante sua visita
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A omissão nos torna cúmplices
Por fim, o Papa defendeu o fortalecimento do multilateralismo e da cooperação entre as nações, especialmente em favor dos mais pobres. “Os países mais vulneráveis esperam ser ouvidos sem filtros, ter suas carências compreendidas e receber oportunidades reais, não soluções impostas de escritórios distantes.” Leão XIV lembrou que as consequências das injustiças recaem sobre toda a humanidade, e citou os povos que sofrem em regiões marcadas por guerra e pobreza, como Ucrânia, Gaza, Haiti, Afeganistão, Mali, República Centro-Africana, Iêmen e Sudão do Sul. “A comunidade internacional não pode virar o rosto. Devemos assumir a dor deles como nossa.” O Papa exortou a todos a não se acostumarem à fome como um “ruído de fundo” do mundo contemporâneo: “Com nossa omissão, tornamo-nos cúmplices da injustiça.”
Dai-lhes vós mesmos de comer
Encerrando sua visita, Leão XIV invocou a bênção de Deus sobre os funcionários da FAO e sobre todos os que trabalham em favor da segurança alimentar e da justiça social. “A fome tem muitos nomes e pesa sobre toda a família humana. Todo ser humano tem fome não apenas de pão, mas também de fé, de esperança e de amor.” E recordando o Evangelho, concluiu:
“O que Jesus disse aos seus discípulos diante da multidão faminta permanece um desafio atual para o mundo: ‘Dai-lhes vós mesmos de comer’. Não se cansem de pedir a Deus coragem e energia para continuar trabalhando por uma justiça que produza frutos duradouros e benéficos. Ao prosseguirem seus esforços, vocês sempre poderão contar com a solidariedade e o empenho da Santa Sé e das instituições da Igreja Católica, que estão prontas para sair e servir os mais pobres e desfavorecidos em todo o mundo."
O Papa Leão XIV recebeu em visita privada, na manhã desta segunda-feira (13), no Vaticano, o presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado da primeira-dama, Janja Lula da Silva.
Diálogo sobre fé, justiça social e desafios globais
Em mensagem publicada na rede social X, o presidente brasileiro descreveu o encontro como “excelente” e destacou o diálogo com o Santo Padre sobre religião, fé, a realidade social do Brasil e os desafios contemporâneos do mundo.
Lula manifestou ao Pontífice seu reconhecimento pela Exortação Apostólica Dilexi Te, ressaltando a mensagem central do documento sobre a inseparabilidade entre fé e compromisso com os mais pobres. “Disse a ele que precisamos criar um amplo movimento de indignação contra a desigualdade e considero o documento uma referência, que precisa ser lido e praticado por todos”, escreveu.
Papa Leão XIV durante a visita privada do presidente Lula
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Compromisso no combate à fome
A visita do presidente à Itália integra sua agenda no Fórum Mundial da Alimentação 2025, promovido pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), que celebra este ano seu 80º aniversário. O evento está diretamente ligado à iniciativa Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, lançada com apoio do Brasil.
Lula informou ter partilhado com o Papa as ações de seu governo na superação da insegurança alimentar: “Falei ao Papa sobre minha participação hoje no encontro da FAO e como, em dois anos e meio, tiramos pela segunda vez o Brasil do Mapa da Fome. E, agora, estamos levando este debate para o mundo por meio da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.”
Convite à COP30 e expectativa de visita ao Brasil
Durante a audiência, o presidente convidou o Papa Leão XIV a participar da COP30, que será realizada em Belém, no Pará. O Pontífice explicou que, por conta das celebrações do Jubileu, não poderá comparecer pessoalmente, mas assegurou a presença de uma representação do Vaticano no evento.
O presidente brasileiro destacou, ainda, a alegria em saber da intenção do Santo Padre de visitar o Brasil em momento oportuno. “Será muito bem recebido, com o carinho, o acolhimento e a fé do povo brasileiro”, afirmou. Lula recordou também as expressões de fé vividas recentemente no país, como o Círio de Nazaré e as celebrações do Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.
Como ver o Papa Leão XIV durante uma viagem para Roma? Tem um ditado que diz: “É como ir a Roma e não ver o Papa!”, porém, para ver o Papa, não é tão simples, embora não seja algo impossível. Cheio de compromissos, o Papa sempre está no Vaticano e, por esse motivo, algumas vezes, você pode não o encontrar. No entanto, se organizando de forma eficiente, é possível, sim, participar de uma Audiência Papal, celebrações litúrgicas e outros eventos que têm a presença dele.
A primeira coisa que deve ser feita é consultar a agenda do Papa para saber se ele vai estar em Roma no período que você for viajar para o Vaticano. Com diversos compromissos ao redor do mundo, o Papa também pode estar ocupado, mas é possível acessar a agenda do pontífice pela internet.
Dila Póvoa, 46 anos e campista, teve a graça de encontrar-se com o Papa Leão e vê-lo passar de papamóvel bem perto dela. Ela conta um pouco da experiência:
“A história da minha vida é muito preciosa e marcada pela fé. Sou esposa do Gustavo e mãe da Letícia e da Carol. Exatamente há cinco anos, meu marido foi atropelado enquanto praticava corrida de rua. Ele é atleta e treinava para um IRONMAN. Um carro invadiu o acostamento com as quatro rodas e o atingiu violentamente. Contra todos os diagnósticos e expectativas médicas, ele sobreviveu. Hoje, Gustavo continua atleta na modalidade handbike. No último domingo, levei comigo um cartaz com a frase: 'A força da fé está na família'. Quando o Papa Móvel passou, eu gritei com toda a minha alma. Para minha surpresa e emoção, o Santo Padre leu meu cartaz. Um momento abençoado que jamais esquecerei”, compartilhou Dila.
Mas como ver o Papa? Veja abaixo algumas possibilidades.
1) na Audiência Papal;
Milhares de pessoas fazem o pedido para participar da audiência, por isso é bom fazer a reserva sempre com antecedência, 2 ou 3 meses no mínimo. O evento começa às 9h (horário local) e fica lotado.
Uma Audiência com o Papa não é uma missa, como alguns pensam. É simplesmente um encontro, uma espécie de reunião entre o chefe máximo da Igreja Católica com seus peregrinos e membros da Igreja. Há, portanto, leitura de diversas mensagens de fé, todas traduzidas em diversas línguas e, por fim, a tão esperada bênção.
No dia da Audiência, há duas filas: para quem tem convite e quem não tem. Caso você tenha o convite em mãos, é mais fácil de entrar. O convite é entregue em mãos!
Onde pegar os bilhetes?
Os bilhetes para as Audiências (que são totalmente gratuitos) deverão ser retirados no escritório que fica localizado no Portão de Bronze (Praça de São Pedro, colunata do lado direito), a partir da terça-feira anterior à Audiência escolhida, das 15:00 até às 19:00 horas, ou então no próprio dia do evento, pela manhã, a partir das 07:30.
2) assistindo ao Angelus;
Essa é a maneira mais fácil e segura, menos complicada. Praticamente todos os domingos, por volta das 12h (horário local), o papa aparece na janela da Basílica São Pedro e dá a bênção dominical, que dura em torno de 20 minutos.
Se preferir uma alternativa, você pode ir até a Praça São Pedro de quarta, às 09h00. Toda semana acontece a Udienza Generale e, antes disso, não é difícil o papa passar entre os fiéis pouco antes da audiência, ou seja, por volta das 08h30. É importante lembrar que há controle de segurança para o acesso à praça e, por isso, chegue cedo, antes das 07h00. A Audiência termina, geralmente, por volta das 11h30.
3) nas celebrações litúrgicas;
Em dias importantes como o Natal, Páscoa, Corpus Christi, acontecem as missas ou celebrações na Basílica de São Pedro, na Piazza de São Pedro ou em outras igrejas de Roma. Para poder participar, deve seguir exatamente o mesmo procedimento que é para participar da audiência papal.
Os bilhetes para as celebrações (totalmente gratuitos) deverão ser retirados no posto da Guarda Suíça Pontifícia, localizado no Portão de Bronze (Praça de São Pedro, colunata do lado direito), a partir do dia anterior à celebração, das 09:00 até às 19:00 horas.
Visita ao Vaticano
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Visita ao Vaticano
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Papa Leão
Viagem da Dila
"Quando nós chegamos, estava tendo missa. Chegamos em torno das 10h da manhã em Roma, e aí foi surpreendente para a gente, a praça lotada. Depois da missa, ele passou no papamóvel. Então, eu levei o cartaz e levei para que, quando ele aparecesse na janelinha, eu levantasse. Nunca imaginei, nem eu, nem minha família, que ele iria passar no papamóvel, porque essa audiência que ele passa no carro é às quartas-feiras. E a gente, como estávamos em sete, não íamos ficar ali. Foi realmente uma ótima surpresa para nós", concluiu Dila.
O Papa Leão XIV durante uma das Audiências Gerais na Praça São Pedro
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ANSA
Uma promessa e um sonho. Turquia, terra do Concílio de Niceia, cujo aniversário de 1.700 anos está sendo comemorado. Líbano, o País dos Cedros, o país "mensagem", segundo João Paulo II, o país atormentado por guerras e crises. O Papa Leão XIV retoma o legado do Papa Francisco e realiza sua primeira viagem apostólica à Turquia e ao Líbano, de 27 de novembro a 2 de dezembro. O Pontífice agostiniano realiza assim o desejo de seu predecessor de celebrar o aniversário importante do primeiro Concílio da história junto com bispos e patriarcas no mesmo local da assembleia, agora chamado znik, a 130 km da capital Istambul, e realiza o que Francisco sempre chamou de "sonho", isto é, levar o carinho do Sucessor de Pedro ao povo libanês, atingido em muitas frentes, mas sempre firme, sempre pronto para seguir em frente.
Comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé
O anúncio da viagem foi feito nesta terça-feira, 7 de outubro, pela Sala de Imprensa da Santa Sé. O comunicado diz: "Aceitando o convite do Chefe de Estado e das autoridades eclesiásticas do país, o Santo Padre Leão XIV realizará uma Viagem Apostólica à Turquia de 27 a 30 de novembro próximo, indo em peregrinação a znik por ocasião do aniversário de 1.700 anos do Primeiro Concílio de Niceia. Sucessivamente, atendendo ao convite do Chefe de Estado e das autoridades eclesiásticas do Líbano, o Santo Padre realizará uma Viagem Apostólica ao país de 30 de novembro a 2 de dezembro."
Niceia, bússola para a unidade de todos os cristãos
Há, portanto, duas etapas na primeira viagem internacional de Robert Francis Prevost, cujos detalhes serão anunciados posteriormente. A primeira é na Turquia, para o aniversário de Nicéia, a assembleia na qual os Padres aprovaram o Credo rezado todos os domingos por muitos cristãos. Como sabemos, o Papa Francisco expressou em diversas ocasiões públicas o desejo de ir à Turquia em maio e participar das celebrações, ao lado de seu "querido" irmão Bartolomeu, Patriarca Ecumênico de Constantinopla. Após sair de sua longa recuperação no Hospital Gemelli, o Papa argentino pediu a seus colaboradores para partir para aquela que provavelmente seria sua última viagem, independentemente de sua condição física. É muito importante estar presente na comemoração deste capítulo fundamental da história da Igreja, que "não é apenas um acontecimento do passado, mas uma bússola que deve continuar nos guiando em direção à plena unidade visível de todos os cristãos". Essas palavras foram proferidas pelo Leão XIV durante a audiência aos participantes do simpósio organizado, em junho, no Angelicum, “Niceia e a Igreja do Terceiro Milênio: rumo à unidade católica e ortodoxa”.
Essas palavras sobre a unidade dos cristãos também foram reiteradas por Bartolomeu, que, tendo vindo a Roma em meados de maio para encontrar o novo Papa e prestar homenagem ao seu antecessor, disse aos jornalistas que Leão XIV "manifestou-lhe seu profundo desejo de visitar a Turquia ainda neste ano e em data a ser estabelecida". Em outra ocasião, o patriarca tinha antecipado a possibilidade de 30 de novembro, dia em que a Igreja Ortodoxa e a Igreja Católica celebram Santo André, irmão de Pedro e um dos primeiros discípulos de Jesus, que marca a visita de uma delegação da Santa Sé à Turquia. Uma delegação ortodoxa retribuiu a visita em 29 de junho, festa dos Santos Pedro e Paulo.
Numa entrevista à mídia vaticana em agosto, durante o Encontro de Rimini, o patriarca, falando sobre Leão XIV, disse: "Estamos particularmente felizes que sua primeira viagem ao exterior será ao Patriarcado Ecumênico, na Turquia, a nós e a Niceia, onde juntos testemunharemos nossa firme convicção de continuar o diálogo ecumênico e o compromisso de nossas Igrejas diante dos desafios globais. Aguardamos por ele com grande expectativa."
Uma carícia no Líbano
Segunda etapa, Líbano. No voo de retorno do Iraque, naquela inesquecível peregrinação em março de 2021, realizada não obstante os temores em relação à Covid-19 e à segurança, o Papa Francisco respondeu à pergunta de um jornalista sobre uma possível visita, dizendo que tinha escrito ao patriarca Béchara Raï, que lhe pedira para fazer uma parada em Beirute: "Escrevi uma carta para ele, prometi fazer uma viagem."
Essa promessa não foi cumprida por Francisco, assim como aconteceu com o Iraque durante o pontificado de João Paulo II. Foi seu sucessor na Sé de Pedro quem a cumpriu, pois, para usar uma frase do Pontífice argentino, nas viagens, "Pedro está sempre presente". Não o homem, mas o Papa.
E o Papa irá abraçar este povo cujo sofrimento é comparável à sua resiliência diante da crise econômica, da explosão do porto de Beirute em 2020 e suas consequências, do impasse político que parece ter sido superado desde janeiro com a eleição do presidente Joseph Aoun, e das esperanças que a presença de um novo líder político traz consigo. O povo libanês é resiliente, mesmo diante da guerra de Israel contra o Hezbollah nos últimos meses, que devastou o sul do país.
Em fevereiro passado, o prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, cardeal Michael Czerny, sob mandato do Papa, realizou uma missão no Líbano para transmitir a proximidade do Bispo de Roma aos representantes das Igrejas, às organizações caritativas, aos fiéis e refugiados. Ao final de cada encontro, todos manifestaram a esperança de que essa proximidade se tornasse presença e que o Líbano voltasse a ver a presença de um Papa, após a visita de Bento XVI em 2012 — uma das últimas de seu pontificado. Essa esperança se tornou realidade com a chegada do Papa Leão XIV.
A Igreja Católica celebra hoje (4) o dia de são Francisco de Assis, que é reconhecido como padroeiro dos animais, ainda é conhecido como padroeiro dos pobres e do ecologismo. São Francisco nasceu em Assis, Itália, no ano de 1182, em uma família abastada. Tinha muito dinheiro e o gastava com ostentação. Só se interessava por aproveitar a vida de maneira extravagante.
Em sua juventude, foi à guerra e acabou sendo feito prisioneiro. Logo depois de ser libertado, ficou doente até que escutou uma voz que lhe questionou: “Francisco, a quem é melhor servir, ao amo ou ao criado?”. Retornou para casa e com a oração foi entendendo que Deus queria algo a mais dele.
Começou a visitar e servir aos doentes, até dar de presente suas roupas e dinheiro. Desta maneira desenvolvia seu espírito de pobreza, humildade e compaixão.
Certo dia, enquanto rezava na igreja de São Damião, pareceu-lhe que o crucifixo repetia três vezes: “Francisco, vai e repara a minha Igreja que, como vês, está toda em ruínas”. Então, acreditando que lhe pedia que reparasse o templo físico, foi, vendeu os vestidos da loja de seu pai, levou o dinheiro ao sacerdote do templo e pediu para viver ali.
O presbítero aceitou que ficasse, mas não o dinheiro. Seu pai o buscou, golpeou-o furiosamente e, ao ver que seu filho não queria retornar para casa, exigiu o dinheiro. Francisco, ante o conselho do Bispo, devolveu-lhe até a roupa que levava no corpo.
Mais adiante, ajudou a reconstruir a igreja de são Damião e de são Pedro. Com o tempo, transferiu-se para uma capela chamada Porciúncula, a qual reparou e onde viveu. Pelos caminhos, costumava saudar dizendo: “A paz do Senhor esteja contigo”, isso lembra muito o discurso de alguns papas logo após o Conclave, na sacada da Basílica de São Pedro.
Sua radicalidade de vida foi atraindo algumas pessoas que queriam ser seus discípulos. Foi assim que, em 1210, Francisco redigiu uma breve regra e junto a seus amigos foi a Roma, onde obteve a aprovação.
O santo fez da pobreza o fundamento de sua ordem e o amor à pobreza se manifestava na maneira de se vestir, nos utensílios que usavam e nos atos. Apesar de tudo, sempre eram vistos alegres e contentes. Sua humildade não era um desprezo sentimental de si mesmo, a não ser na convicção de que “ante os olhos de Deus o homem vale pelo que é e não mais”.
Considerando-se indigno, chegou a receber só o diaconato e deu à sua Ordem o nome de frades menores porque queria que seus irmãos fossem os servos de todos e buscassem sempre os lugares mais humildes.
Dom Ilson de Jesus Montanari, de Sertãozinho (SP)
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G1
O Papa Leão XIV nomeou na última sexta-feira (26) o brasileiro dom Ilson de Jesus Montanari, de 66 anos de idade, para o cargo de secretário do Dicastério dos Bispos. Ele é nascido em Sertãozinho, interior de São Paulo (SP); ele ficará por mais cinco anos à frente deste secretariado do Vaticano, posição que já exerceu nos dois últimos quinquênios.
Leão ainda instituiu o italiano Dom Filippo Iannone como prefeito do organismo da Cúria Romana. A função anteriormente ocupada pelo ex-Cardeal Robert Francis Prevost é responsável por auxiliar o pontífice na escolha de bispos. Dessa forma, o indicado deve coletar e checar informações, assim como sugerir os nomes.
Montanari foi vice-camerlengo da Igreja, ou seja, o segundo na hierarquia de religiosos que assumiram funções administrativas após a morte do Papa Francisco, ficando abaixo apenas do cardeal irlandês Kevin Joseph Farrell, nomeado camerlengo pelo próprio Francisco no ano de 2019.
Dom Ilson de Jesus Montanari, de Sertãozinho (SP), no canto inferior à esquerda da foto
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Reuters
Ele contribuiu diretamente na organização do velório e no sepultamento de Francisco, que morreu em abril deste ano (2025).
O padre paulista foi ordenado no ano de 1989, na cidade de Ribeirão Preto, cidade onde estudou Direito, Economia e Filosofia. Cursou, também, Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma.
Depois de exercer várias funções na Arquidiocese de Ribeirão Preto, como professor de Teologia e coordenador de pastoral, dom Ilson retornou a Roma em 2002 para cursar Teologia Dogmática, também na Pontifícia Universidade Gregoriana.
Em 2008, tornou-se oficial na Congregação para os Bispos e, três anos depois, foi nomeado pelo papa Bento XVI Capelão de Sua Santidade, um reconhecimento aos serviços prestados por um sacerdote à Igreja.
Já sob o papado de Francisco, foi nomeado secretário do Dicastério para os Bispos em 2013 e, no mesmo ano, recebeu do arcebispo da Arquidiocese de Ribeirão Preto, dom Moacir Silva, a ordenação episcopal, tornando-se, portanto, bispo.
A nomeação como secretário do colégio dos cardeais pelo Papa Francisco ocorreu no ano seguinte, em 2014.
Ele ainda desempenhou um papel importante durante o Conclave, colaborando para manter a estrutura operacional do Vaticano. Agora, o brasileiro retorna, pela terceira vez, ao subcomando do Dicastério para os Bispos.