Deu no que deu ou prenúncio de um fim
27/10/2015 | 05h11
É com tristeza que hoje leio o relatório final da Associação de Imprensa Campista (AIC) sobre a transferência, ou melhor, a não transferência do acervo do Monitor Campista para o Arquivo Público Municipal, órgão vinculado a Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, situado no Solar do Colégio, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
Com 14 anos completos de existência, o Arquivo Público Municipal por anos a fio vem dando pra trás, mais uma vez por obra do descaso do poder público municipal - leia-se Prefeitura de Campos - que deixou a instituição sem nenhum tipo de investimento à altura do minucioso, contínuo, silencioso e insubstituível trabalho de restauração, conservação e catalogação do acervo documental municipal.
É como afirmamos anteriormente: a descontinuidade é marca nefasta atual na esfera pública da Cultura local. Em passada lenta, mas, firme, toda uma construção que envolveu mentes, braços e recursos municipais vai sendo desperdiçada.
É aquela velha história: documentos perdidos não voltam, nem conservados votam. Fomos, rebaixados.
Leia a íntegra do relatório da AIC abaixo.
Comentar
Compartilhe
Trégua: bora voar?
23/10/2015 | 04h32
Depois de meses com o nó na garganta - suspensos por um fio do noticiário nacional, sensação de queda iminente - a semana se encerra com o campista atento ao desenrolar da mais recente patacoada da Prefeitura de Campos. Eis que o rock vem nos tocar o astral.
Levanta o som!
https://youtu.be/JozAmXo2bDE
"Engenhosidade"
22/09/2015 | 07h38
Abaixo, o pequenino testemunho do escritor Luis Fernando Veríssimo. Quando se quer, as coisas acontecem na Cultura, ainda que com falta de recursos abundantes e das condições ideais.
[caption id="attachment_27534" align="alignnone" width="315"]
Verissimo no estande da Biblioteca Pública Municipal Nereu Ramos |Foto Tiago Amado[/caption]
"Rio do Sul é uma simpática cidadezinha no nordeste de Santa Catarina, e Rio do Sul tem uma feira do livro, à qual fui convidado. Todos os eventos da feira acontecem num espaço montado embaixo de uma ponte. O que só serve para mostrar como a engenhosidade supera tudo, inclusive a falta de verbas e a negligencia oficial com a cultura. Estávamos embaixo de uma ponte, e estávamos, durante a feira, no lugar mais nobre da cidade."
Verissimo no estande da Biblioteca Pública Municipal Nereu Ramos |Foto Tiago Amado[/caption]
"Rio do Sul é uma simpática cidadezinha no nordeste de Santa Catarina, e Rio do Sul tem uma feira do livro, à qual fui convidado. Todos os eventos da feira acontecem num espaço montado embaixo de uma ponte. O que só serve para mostrar como a engenhosidade supera tudo, inclusive a falta de verbas e a negligencia oficial com a cultura. Estávamos embaixo de uma ponte, e estávamos, durante a feira, no lugar mais nobre da cidade."
Cultura pede socorro
18/08/2015 | 08h52
Que situação! Mais uma vez recebo apelo pela sobrevivência da ONG Orquestrando a Vida. É um pedido para o qual é impossível silenciar. Conhecemos o trabalho sociocultural com os jovens campistas pela e na música erudita. É esforço gigantesco da ONG. É quase que uma miragem na árida paisagem da política cultural de Campos.
Transcrevo o e-mail recebido, sem saber ao certo como ajudar, mas, calar seria um desserviço.
Caso o leitor, vislumbre ao menos um sopro, sugiro que estenda sua mão.

DESESPERO !!
" QUERIDOS AMIGOS, BOA TARDE!
A ORQUESTRANDO A VIDA SE ENCONTRA EM UMA SITUAÇÃO DESESPERADORA. ESTAMOS PARA FECHAR NOSSAS PORTAS E INTERROMPER NOSSO ATENDIMENTO A CENTENAS DE CRIANÇAS E JOVENS QUE ATRAVÉS DA MUSICA RECEBEM A ESPERANÇA DE VER SEU FUTURO TRANSFORMADO.
PARA MIM É TRÁGICO !! PARA MIM É MUITO DIFÍCIL,POIS TRABALHAMOS A CERCA DE 19 ANOS NESTE PROJETO.
POR FAVOR,NOS APOIE!! EU NÃO SEI MAIS O QUE FAZER AMIGOS!! ME SINTO IMPOTENTE!!
SE PODE NOS AJUDAR ,POR FAVOR FAÇA CONTATO COMIGO .
QUE DEUS NOS AJUDE."
JONY WILLIAM
Flip, território da liberdade do pensamento
04/07/2015 | 12h27
Talvez uma das mais interessantes características da Flip seja a de propor linhas de pensamento diferentes para um mesmo tema. Em princípio, não existem tabus que não possam publicamente ser debatidos, alias se assim não fosse o evento não completaria, sem deixar a peteca cair, a sua 13ª edição e, também convocaria as nuvens, não seres humanos que pensam e escrevem o que pensam.
[caption id="attachment_9120" align="alignleft" width="338"]
foto O Globo[/caption]
A mesa “A cidade e o território”, abriu o segundo dia da Festa Literária Internacional de Paraty 2015. Reuniu o antropólogo baiano Antonio Risério e o poeta carioca Eucanaã Ferraz. Dois enfoques. Risério apontou a necessidade de encarar a situação catastrófica das metrópoles brasileiras: “não temos mais tempo para pensar uma cidade ideal, como fizeram os modernistas, hoje, a cidade ideal é a necessária, nos falta tempo”. Ferraz argumentou que a poesia traz consigo um urbanismo, pois age num terceiro espaço entre o real e a imagem do real.
Na sua fala, o antropólogo começou analisando o duplo sentido das grandes cidades brasileiras com seus centros históricos: “duas cidades funcionando dentro de uma”, o que leva a um terceiro modelo que é “o que queremos construir: nem a cidade barroca escravista, tampouco a cidade capitalista que geram as periferias de excluídos”. Para ele, o centro antigo é o elemento central de uma identidade cívica que se deseja preservar, “é uma missão de todos num contexto em que avança a segregação sócio territorial”.
— Temos que enfrentar a realidade e construir um chão compartilhável, uma narrativa comum. Mas como compartilhar um discurso, uma meta, se habitamos lugares tão diferentes e distantes. Sob o signo da segregação sócio territorial e das suas fraturas não é possível se manter saudável. Caso não nos organizemos, podemos nos encrencar de vez — afirmou Risério. — Não há nenhuma catástrofe a caminho, a merda já aconteceu. Só nos resta tentar remendar a idiotice planetária que já aconteceu.
Ao responder a uma pergunta da plateia, pediam sua opinião sobre as ciclovias de São Paulo, o antropólogo afirmou que o debate não deve se centrar na construção ou não das pistas exclusivas para bicicletas, mas no fenômeno urbano onde elas estão inseridas. Ele elogiou o prefeito paulista Fernando Haddad (PT).
— São Paulo é um fenômeno sócio territorial especifico com seus viadutos, como o Minhocão, frutos da engenharia da ditadura e do Paulo Maluf. Com Haddad, pela primeira vez vejo alguém tentando discutir a cidade enquanto questão urbanística. A ciclovia não é o problema. Acontece que esse cara está encarando o automóvel – disse Risério, provocando aplausos do público.
[caption id="attachment_9122" align="alignleft" width="331"]
foto. O Globo[/caption]
Ferraz iniciou sua participação recitando os versos de “Lira paulistana”, poema de Mário de Andrade, autor homenageado da Flip: “Quando eu morrer quero ficar / Não contem aos meus inimigos / Sepultado em minha cidade / Saudade”. Seu objetivo foi ilustrar a inflexão praticada pelos modernistas ao abraçar a metrópole na década de 1920, enquanto toda linhagem anterior, Olavo Bilac à frente, a recusava.
Para o poeta, a poesia é um fato social, “ela nos fala, é uma materialidade entre outras materialidades, é uma matéria que se instala entre outras matérias, daí seu valor urbanístico”. Menos do que um discurso excepcional e sacralizado e também não restrito ao sentimento do sujeito. Trata-se de uma matéria que entra em relação com outras matérias na cidade.
— O urbanista Giulio Carlo Argan diz que faz urbanismo quem produz valor e o coloca em circulação. A poesia tem um alto valor de imaginação e se põe como valor, junto de outros valores, na cidade. Ela tem uma função, mesmo que não seja normativa – disse Ferraz, autor de uma tese de doutorado sobre a relação entre poesia e arquitetura. — É o terceiro espaço que a poesia põe em questão com o seu urbanismo, um espaço que não é nem a realidade nem a imagem dessa realidade. A poesia é uma ameaça, disse Eucanaã Ferrraz.
No fim da mesa, quando comentava sobre três mulheres importantes da arquitetura moderna nacional – Carmen Portinho, Lota Macedo Soares e Lina Bo Bardi -, Risério criticou nomes badalados internacionalmente, como Santiago Calatrava e Frank Gehry. Segundo o antropólogo, cada arquiteto fazendo a sua escultura e “foda-se o resto”, não pensam no entorno e deu como exemplo a Cidade das Artes, no Rio de Janeiro.
A mediação da mesa foi do poeta e curador João Bandeira.
foto O Globo[/caption]
A mesa “A cidade e o território”, abriu o segundo dia da Festa Literária Internacional de Paraty 2015. Reuniu o antropólogo baiano Antonio Risério e o poeta carioca Eucanaã Ferraz. Dois enfoques. Risério apontou a necessidade de encarar a situação catastrófica das metrópoles brasileiras: “não temos mais tempo para pensar uma cidade ideal, como fizeram os modernistas, hoje, a cidade ideal é a necessária, nos falta tempo”. Ferraz argumentou que a poesia traz consigo um urbanismo, pois age num terceiro espaço entre o real e a imagem do real.
Na sua fala, o antropólogo começou analisando o duplo sentido das grandes cidades brasileiras com seus centros históricos: “duas cidades funcionando dentro de uma”, o que leva a um terceiro modelo que é “o que queremos construir: nem a cidade barroca escravista, tampouco a cidade capitalista que geram as periferias de excluídos”. Para ele, o centro antigo é o elemento central de uma identidade cívica que se deseja preservar, “é uma missão de todos num contexto em que avança a segregação sócio territorial”.
— Temos que enfrentar a realidade e construir um chão compartilhável, uma narrativa comum. Mas como compartilhar um discurso, uma meta, se habitamos lugares tão diferentes e distantes. Sob o signo da segregação sócio territorial e das suas fraturas não é possível se manter saudável. Caso não nos organizemos, podemos nos encrencar de vez — afirmou Risério. — Não há nenhuma catástrofe a caminho, a merda já aconteceu. Só nos resta tentar remendar a idiotice planetária que já aconteceu.
Ao responder a uma pergunta da plateia, pediam sua opinião sobre as ciclovias de São Paulo, o antropólogo afirmou que o debate não deve se centrar na construção ou não das pistas exclusivas para bicicletas, mas no fenômeno urbano onde elas estão inseridas. Ele elogiou o prefeito paulista Fernando Haddad (PT).
— São Paulo é um fenômeno sócio territorial especifico com seus viadutos, como o Minhocão, frutos da engenharia da ditadura e do Paulo Maluf. Com Haddad, pela primeira vez vejo alguém tentando discutir a cidade enquanto questão urbanística. A ciclovia não é o problema. Acontece que esse cara está encarando o automóvel – disse Risério, provocando aplausos do público.
[caption id="attachment_9122" align="alignleft" width="331"]
foto. O Globo[/caption]
Ferraz iniciou sua participação recitando os versos de “Lira paulistana”, poema de Mário de Andrade, autor homenageado da Flip: “Quando eu morrer quero ficar / Não contem aos meus inimigos / Sepultado em minha cidade / Saudade”. Seu objetivo foi ilustrar a inflexão praticada pelos modernistas ao abraçar a metrópole na década de 1920, enquanto toda linhagem anterior, Olavo Bilac à frente, a recusava.
Para o poeta, a poesia é um fato social, “ela nos fala, é uma materialidade entre outras materialidades, é uma matéria que se instala entre outras matérias, daí seu valor urbanístico”. Menos do que um discurso excepcional e sacralizado e também não restrito ao sentimento do sujeito. Trata-se de uma matéria que entra em relação com outras matérias na cidade.
— O urbanista Giulio Carlo Argan diz que faz urbanismo quem produz valor e o coloca em circulação. A poesia tem um alto valor de imaginação e se põe como valor, junto de outros valores, na cidade. Ela tem uma função, mesmo que não seja normativa – disse Ferraz, autor de uma tese de doutorado sobre a relação entre poesia e arquitetura. — É o terceiro espaço que a poesia põe em questão com o seu urbanismo, um espaço que não é nem a realidade nem a imagem dessa realidade. A poesia é uma ameaça, disse Eucanaã Ferrraz.
No fim da mesa, quando comentava sobre três mulheres importantes da arquitetura moderna nacional – Carmen Portinho, Lota Macedo Soares e Lina Bo Bardi -, Risério criticou nomes badalados internacionalmente, como Santiago Calatrava e Frank Gehry. Segundo o antropólogo, cada arquiteto fazendo a sua escultura e “foda-se o resto”, não pensam no entorno e deu como exemplo a Cidade das Artes, no Rio de Janeiro.
A mediação da mesa foi do poeta e curador João Bandeira.
Da Flip 2015, primeiras impressões
02/07/2015 | 11h16
Com 43 autores - 11 são poetas - e o escritor brasileiro modernista Mario de Andrade (1893 - 1945) como homenageado, ontem (01) teve início a 13ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). A cidade histórica durante os cinco dias do evento, será aos poucos tomada por uma gente misturada que veio assistir aos debates, encontros e mostras. Ainda que a recessão econômica do presente afete toda e qualquer iniciativa no país, a Flip, logo na abertura, deu mostra da seriedade e qualidade com que é elaborada desde a primeira edição há mais de uma década.
O evento cultural, segundo os organizadores (Associação Casa Azul) não é mais um evento “de fora” ao paratiense; está fincado nos quatro cantos do Centro Histórico, movimenta a economia do turismo local, já faz parte do território, mesmo que tenha tido seu orçamento diminuído. Se em 2014 a Flip contou com R$ 8.5 milhões este ano recebeu R$ 7,5 milhões. Não é nada, não é nada – outros talvez cancelassem a festa em total descompromisso com o cativo público -, pois aqui se observa que o fundamental do movimento cultural está assegurado, o supérfluo sofreu cortes e a Flip 2015 acontece firme apesar de.
Intitulada “As margens de Mário” foi a mesa da sessão de abertura da Flip 2015. Dela, participaram a crítica literária argentina Beatriz Sarlo, a ensaísta paulista Eliane Robert Moraes e o carioca estudioso do modernismo brasileiro, Eduardo Jardim. Antes, um vídeo com o artista e músico pernambucano Antonio Nóbrega. A proposta é alargar o olhar como o fez Mario de Andrade em suas incursões inquietas pelo Brasil; nas palavras de Nóbrega “O dia que descobrirmos esse olhar seremos um país melhor”, ou como disse Beatriz Sarlo ao fazer paralelo entre os dois países sul-americanos - Argentina e Brasil – trata-se de pensar “carência e conflito” deste país não apenas multicultural, mas, “ricamente multicultural”.
"Eu sou trezentos, sou trezentos- e-cinquenta,
Mas um dia afinal me encontrarei comigo..."
Mário de Andrade
Mário de Andrade dá o tom do show de abertura da Flip
[caption id="" align="alignleft" width="296"]
Luís Perequê (foto de André Conti)[/caption]
Intitulado “Música na Praça”, o show de abertura da Flip 2015 reúne Luís Perequê, o grupo cirandeiro Os Caiçaras e a cantora Dani Lasalvia, voltados para a arte popular -- tema recorrente na obra do homenageado Mário de Andrade (1893-1945). O autor e musicólogo foi um desbravador da música popular de raiz do Brasil, apontando suas pesquisas para ritmos indígenas, músicas africanas, acalantos, ranchos, modinhas, cirandas. O show, gratuito, acontece ao lado da Igreja Matriz, na quarta-feira (1º de julho), às 21h30, após a sessão de abertura da festa literária.
Apresentando canções de sua autoria, Luís Perequê abre a noite. Na sequência, uma convidada do artista caiçara ganha a Tenda da Flipinha, a cantora Dani Lasalvia – que interpreta algumas das canções coletadas por Mário. A ciranda, que o escritor modernista chamou de “dança dramática”, estará representada pelo grupo Os Caiçaras.
Programação da FlipMais é totalmente gratuita
A programação da Flip transborda os limites da Tenda dos Autores e se espalha pela cidade. Marcadas pela diversidade, as atividades da FlipMais combinam literatura, cinema, teatro, arquitetura, artes plásticas e políticas públicas, que ocupam a Casa da Cultura de Paraty e, pela primeira vez, a Capela Nossa Senhora das Dores, a Capelinha – tudo com entrada gratuita.
Debates sobre preço fixo do livro e produção de poesia, além de espetáculos que trazem para cena o feminismo e a linguagem contemporânea do circo, compõem a grade da FlipMais. Confira a programação completa aqui.
24/06/2015 | 11h53
[caption id="" align="alignleft" width="296"]
Luís Perequê (foto de André Conti)[/caption]
Intitulado “Música na Praça”, o show de abertura da Flip 2015 reúne Luís Perequê, o grupo cirandeiro Os Caiçaras e a cantora Dani Lasalvia, voltados para a arte popular -- tema recorrente na obra do homenageado Mário de Andrade (1893-1945). O autor e musicólogo foi um desbravador da música popular de raiz do Brasil, apontando suas pesquisas para ritmos indígenas, músicas africanas, acalantos, ranchos, modinhas, cirandas. O show, gratuito, acontece ao lado da Igreja Matriz, na quarta-feira (1º de julho), às 21h30, após a sessão de abertura da festa literária.
Apresentando canções de sua autoria, Luís Perequê abre a noite. Na sequência, uma convidada do artista caiçara ganha a Tenda da Flipinha, a cantora Dani Lasalvia – que interpreta algumas das canções coletadas por Mário. A ciranda, que o escritor modernista chamou de “dança dramática”, estará representada pelo grupo Os Caiçaras.
Programação da FlipMais é totalmente gratuita
A programação da Flip transborda os limites da Tenda dos Autores e se espalha pela cidade. Marcadas pela diversidade, as atividades da FlipMais combinam literatura, cinema, teatro, arquitetura, artes plásticas e políticas públicas, que ocupam a Casa da Cultura de Paraty e, pela primeira vez, a Capela Nossa Senhora das Dores, a Capelinha – tudo com entrada gratuita.
Debates sobre preço fixo do livro e produção de poesia, além de espetáculos que trazem para cena o feminismo e a linguagem contemporânea do circo, compõem a grade da FlipMais. Confira a programação completa aqui.
ascom([email protected])
CIRCUITO HISTÓRICO DE CONCERTOS
21/05/2015 | 11h01
A ÚLTIMA ESTAÇÃO
19/05/2015 | 02h03
No momento em que se discute acaloradamente o estabelecimento, ou não, de "cotas" de refugiados por países da União Europeia (tal a quantidade deles que mesmo com riscos e mortes se lançam, em condições precárias, no Mar Mediterrâneo em busca de uma nova chance de vida), o Cineclube Goitacá promove a 1ª Mostra Líbano-Goytaca de Cinema. O evento é em parceira com a Associação Cultural Líbano Goitacá e o Centro de Memória do Campus Campos - Guarus IFF.
Será amanhã, quarta-feira (20), às 19h, no auditório do IFF Guarus com o filme "A Última Estação". Trata da vinda dos emigrantes Libaneses para o Brasil.
A entrada é franca, aberta a todos interessados pelo assunto. Após a exibição haverá debate.
Um bom programa!
Ossos do (gigante) ofício
15/05/2015 | 10h56
Estive no mês passado na Galeria Scenarium, Rio de Janeiro. Fica em um sobrado, daqueles antigos de um Rio passado: provavelmente erguido em 1874. Faz parte, com orgulho, dos bens protegidos da cidade. Este prédio encantador com fachada azul de ladrilhos esmaltados foi restaurado e fica na Rua do Lavradio.
Queria ver a exposição " TRAÇO LIVRE do Limite do Humor à Liberdade de Expressão". Lindo espaço, impecável no cuidado e apresentação dos trabalhos. Exposição concisa, finamente disposta por todo o piso térreo. Dá gosto ver a arte tratada de forma profissional. No final, nós da assistência nos sentimos respeitados e valorizados.
Bom, trago uma primeira seleção do que vi para vocês. É do genial humorista brasileiro Miguel Paiva. Nos desenhos, a dificuldade histórica que o humor enfrenta para existir e cumprir o seu quinhão na criação, ao não se curvar aos poderes e poderosos, sejam eles quais foram. São corajosos os que desafiam o status quo. Em mim, despertam profunda admiração. Nos ensinam.
Sobre o autor
Luciana Portinho
[email protected]
Arquivos
- Fevereiro 2026
- Janeiro 2026
- Dezembro 2025
- Novembro 2025
- Outubro 2025
- Setembro 2025
- Agosto 2025
- Julho 2025
- Junho 2025
- Maio 2025
- Abril 2025
- Março 2025
- Fevereiro 2025
- Janeiro 2025
- Dezembro 2024
- Novembro 2024
- Outubro 2024
- Setembro 2024
- Agosto 2024
- Julho 2024
- Junho 2024
- Maio 2024
- Abril 2024
- Março 2024
- Fevereiro 2024
- Janeiro 2024
- Dezembro 2023
- Novembro 2023
- Outubro 2023
- Setembro 2023
- Agosto 2023
- Julho 2023
- Junho 2023
- Maio 2023
- Abril 2023
- Março 2023
- Fevereiro 2023
- Janeiro 2023
- Dezembro 2022
- Novembro 2022
- Outubro 2022
- Setembro 2022
- Agosto 2022
- Julho 2022
- Junho 2022
- Maio 2022
- Abril 2022
- Março 2022
- Fevereiro 2022
- Janeiro 2022
- Dezembro 2021
- Novembro 2021
- Outubro 2021
- Setembro 2021
- Agosto 2021
- Julho 2021
- Junho 2021
- Maio 2021
- Abril 2021
- Março 2021
- Fevereiro 2021
- Janeiro 2021
- Dezembro 2020
- Novembro 2020
- Outubro 2020
- Setembro 2020
- Agosto 2020
- Julho 2020
- Junho 2020
- Maio 2020
- Abril 2020
- Março 2020
- Fevereiro 2020
- Janeiro 2020
- Dezembro 2019
- Novembro 2019
- Outubro 2019
- Setembro 2019
- Agosto 2019
- Julho 2019
- Junho 2019
- Maio 2019
- Abril 2019
- Março 2019
- Fevereiro 2019
- Janeiro 2019
- Dezembro 2018
- Novembro 2018
- Outubro 2018
- Setembro 2018
- Agosto 2018
- Julho 2018
- Junho 2018
- Maio 2018
- Abril 2018
- Março 2018
- Fevereiro 2018
- Janeiro 2018
- Dezembro 2017
- Novembro 2017
- Outubro 2017
- Setembro 2017
- Agosto 2017
- Julho 2017
- Junho 2017
- Maio 2017
- Abril 2017
- Março 2017
- Fevereiro 2017
- Janeiro 2017
- Dezembro 2016
- Novembro 2016
- Outubro 2016
- Setembro 2016
- Agosto 2016
- Julho 2016
- Junho 2016
- Maio 2016
- Abril 2016
- Março 2016
- Fevereiro 2016
- Janeiro 2016
- Dezembro 2015
- Novembro 2015
- Outubro 2015
- Setembro 2015
- Agosto 2015
- Julho 2015
- Junho 2015
- Maio 2015
- Abril 2015
- Março 2015
- Fevereiro 2015
- Janeiro 2015
- Dezembro 2014
- Novembro 2014
- Outubro 2014
- Setembro 2014
- Agosto 2014
- Julho 2014
- Junho 2014
- Maio 2014
- Abril 2014
- Março 2014
- Fevereiro 2014
- Janeiro 2014
- Dezembro 2013
- Novembro 2013
- Outubro 2013
- Setembro 2013
- Agosto 2013
- Julho 2013
- Junho 2013
- Maio 2013
- Abril 2013
- Março 2013
- Fevereiro 2013
- Janeiro 2013
- Dezembro 2012
- Novembro 2012
- Outubro 2012
- Setembro 2012
- Agosto 2012
- Julho 2012
- Junho 2012
- Maio 2012
- Abril 2012
- Março 2012
- Fevereiro 2012
- Janeiro 2012
- Dezembro 2011
- Novembro 2011
- Outubro 2011
- Setembro 2011
- Agosto 2011
- Julho 2011
- Junho 2011
- Maio 2011
- Abril 2011
- Março 2011
- Fevereiro 2011
- Janeiro 2011
- Dezembro 2010
- Novembro 2010
- Outubro 2010

