Com espaço ocupado por barracas, van passa com dificuldade pela rua Barão de Amazonas
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Foto: Rodrigo Silveira
O comércio ambulante tem ocupado há anos calçadas e ruas na região central de Campos. Na Barão de Amazonas, no trecho próximo à rodoviária Roberto Silveira, a presença dos vendedores reduz o espaço de circulação e dificulta a passagem de pedestres e motoristas. Segundo a Prefeitura de Campos, há um estudo técnico em andamento para avaliar a adequação e o ordenamento dos ambulantes que atuam no local.
O trecho entre as ruas Tenente Coronel Cardoso e Siqueira Campos possui mão única e tem parte do espaço ocupado por barracas com diferentes tipos de mercadorias. Com o fluxo intenso, carros e caminhões passam com dificuldade e há congestionamento nos momentos de carga e descarga de produtos.
Em alguns pontos, as calçadas bastante estreitas são parcialmente ocupadas pelos ambulantes, fazendo com que pedestres tenham que caminhar na rua e dividir espaço com veículos. É o que relatou a dona de casa Cristina Pacheco ao passar no local.
“Atrapalha a passar e a entrar nas lojas. Temos que andar pela rua e esperar os carros e motos passarem. Eles precisam trabalhar, mas deveriam ter outro lugar. Tem que ter um lugar para eles venderem”, disse.
A dificuldade em transitar no trecho também afeta os trabalhadores do comércio. Raiane Alves, funcionária de uma loja na Barão de Amazonas, relatou o transtorno com os engarrafamentos ocasionados pela falta de espaço. Quando se aproximam as datas comemorativas, o movimento no comércio aumenta e o problema é agravado com o maior número de barracas e de pedestres.
“É uma rua muito estreita onde passam muitos pedestres e fica muito ruim para andar, às vezes até mesmo pela calçada, que ficam com carrinhos (de ambulantes). Acho que a melhor opção é não passar carro. Só carro passando ou só gente. Também tem o tumulto do engarrafamento quando algum carro para e os outros começam a buzinar. É horroroso quando acontece”, contou.
A Associação Comercial e Industrial de Campos (Acic) se posicionou a favor da fiscalização da área para que o comércio ambulante atue de forma organizada e sem comprometer a mobilidade, a segurança e o direito de circulação da população. Para o presidente da entidade, o empresário Maurício Cabral, as atividades formal e informal podem coexistir com respeito ao espaço público e ao consumidor.
“A Acic defende uma solução que combine fiscalização, organização e inclusão. É importante identificar quem está regularizado, oferecer alternativas para aqueles que precisam se formalizar e estabelecer locais adequados para o comércio ambulante, mas também fazer cumprir as regras de ocupação do espaço público. Nossa posição não é contra o ambulante. Somos a favor de uma cidade organizada, de um ambiente de negócios equilibrado e de oportunidades para todos”, afirmou a Acic.
Vendedores ambulantes que trabalham na Barão de Amazonas foram procurados pela reportagem, mas não quiseram se pronunciar. De acordo com a Prefeitura, o estudo técnico sobre a adequação e o ordenamento dos ambulantes está sendo feito pelo novo secretário de Segurança e Ordem Pública, coronel Maxwell de Araújo, e o diretor de Posturas, Paulo Roberto Siqueira.