Mar agitado e ressaca chamam atenção no litoral após chuvas no Norte Fluminense
Júlia Alves 27/08/2026 10:23 - Atualizado em 27/08/2026 11:45
Situação em Farol de São Tomé
Situação em Farol de São Tomé / Reprodução Redes Sociais | Montagem Folha da Manhã
A ressaca do mar provocou o avanço das águas sobre a faixa de areia e chegou às ruas, assustando moradores das praias do Norte Fluminense nessa quarta-feira (26). Imagens divulgadas nas redes sociais mostram a força e a agitação das ondas em praias de Campos, Macaé e Quissamã. O alerta da Marinha do Brasil foi prorrogado até as 9h desta quinta-feira (27), com previsão de ondas entre 2,5 e 3 metros. Inicialmente, o aviso era válido até as 15h de quarta-feira.
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A previsão para esta quinta-feira é de ventos predominantemente moderados, com possibilidade de rajadas moderadas a pontualmente fortes para a região Norte Fluminense. O céu deverá ficar nublado passando a parcialmente nublado, com previsão de chuva fraca a ocasionalmente moderada, de forma isolada; temperatura máxima 25º e mínima de 18º. O comunicado é do Centro de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden-RJ).
Em Campos, na estrada que liga Farol de São Tomé a Barra do Furado, o tráfego ficou impossibilitado e houve registro de veículos atolados devido à presença de areia na pista. No entanto, a Defesa Civil do município informou que não houve registro de ocorrências relacionadas à ressaca no litoral da praia e disse ainda que a previsão de ressaca permanece até esta quinta-feira (27). O Centro de Monitoramento de Desastres (Cemaden) permanece acompanhando as condições do mar e a situação no trecho das Gaivotas.
Situação na estrada que liga Farol de São Tomé a Barra do Furado
Situação na estrada que liga Farol de São Tomé a Barra do Furado / Reprodução Redes Sociais | Montagem Folha da Manhã
Ainda na praia campista, a atividade da pesca sofre durante o período de forte ressaca, principalmente para retirar os barcos da água. O pescador e presidente da associação dos pescadores, Rodolfo José Ribeiro, comentou sobre como foi a ressaca nessa quarta e como está a situação nesta quinta.

“A ressaca foi muitíssimo forte. As embarcações que estavam no mar e chegaram ontem graças a Deus saíram bem, todos em segurança. O mar permanece ainda bastante agitado, previsão de início de melhoras para o final da tarde. O principal impacto foi a destruição da estrada que liga Farol a Barra do Furado, que é de suma importância para os pescadores que trabalham no terminal pesqueiro, produtores rurais e também moradores da comunidade do terminal que ficam sem acesso para Farol, que é onde tem atendimento nas Unidades de Saúde, escola, comércio, mas, principalmente, no que diz respeito a atendimento médico em caso de emergência”, relatou.
O fenômeno tem provocado um processo erosivo cada vez maior nessa estrada, principalmente no trecho conhecido como Gaivotas. A prefeitura, por meio da Secretaria de Obras e Infraestrutura e da Secretaria de Agricultura, informou que já vem tomando medidas para viabilizar provisoriamente desvios, a fim de garantir o restabelecimento do tráfego na localidade.

Rodolfo explica ainda de que forma a ressaca afeta os pescadores. “A ressaca que por si só nesse período do ano já causa muitos prejuízos aos pescadores e trabalhadores pelo longo período sem poder exercer a atividade, comprometendo assim a nossa economia, agora vem a nossa maior preocupação com o fato da destruição da estrada por completo”, disse.
Já em Macaé, segundo o G1, o avanço do mar preocupou moradores do bairro Fronteira, que sofre com a erosão costeira já há alguns anos, nas proximidades da região central do município. Já na Praia Campista, as ondas avançaram sobre a orla e chegaram à calçada e à ciclovia.
Água invade ruas devido ressaca do mar e assusta moradores em Macaé
Água invade ruas devido ressaca do mar e assusta moradores em Macaé / Reprodução redes sociais


Devido ao problema, o município anunciou nos últimos meses a tomada de medidas para atender famílias que vivem nas áreas mais atingidas no bairro da Fronteira, como retirada de famílias de áreas consideradas de risco, o pagamento de aluguel emergencial e a compra assistida de imóveis.

Ainda de acordo com o G1, Macaé também estudava a construção de unidades habitacionais para o reassentamento definitivo dessas famílias. No mês de junho foram realizadas novas demolições de imóveis localizados em áreas de risco. A prefeitura explicou que os moradores dessas casas já haviam sido atendidos por meio de aluguel emergencial ou compra assistida. As ações, ainda de acordo com o município, seguem estudos realizados pela UFRJ.

Em Quissamã, a Praia de João Francisco também registrou forte ondas durante a ressaca. Nas imagens é possível ver o mar avançando sobre a faixa de areia, tombando um sombreiro e chegando ao asfalto da Avenida Atlântica. A Folha entrou em contato com a prefeitura do município, mas ainda aguarda retorno. 
Em São João da Barra, a Defesa Civil se mantém em estado de atenção e reforça as orientações à população em caso de ventos fortes: evitar a circulação em lugares descampados; não procurar abrigo embaixo de árvores; veículos não devem estacionar nas proximidades de torres de transmissão e placas de propaganda. A Secretaria Municipal de Segurança Pública coloca à disposição para emergência os seguintes números da Defesa Civil: (22) 2741-1190, (22) 2741-8370, 199 e (22) 99915-3153 (ligações e whatsApp).
Durante esse período, a recomendação é que moradores e turistas evitem o banho de mar e a prática de esportes na praia; mantenham distância da arrebentação; sigam as orientações das equipes do Corpo de Bombeiros; evitem o tráfego de bicicleta na orla caso as ondas estejam atingindo as calçadas. Já os pescadores devem evitar a navegação durante a ressaca e ninguém deve entrar no mar para resgatar vítimas de acidentes.
Em caso de emergência, a população pode acionar a Defesa Civil pelo 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.

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