Ferreira Machado faz cinco anos sem pacientes nos corredores
09/08/2026 15:34 - Atualizado em 09/08/2026 15:37
Divulgação Secom-Campos


Referência em emergência, o Hospital Ferreira Machado (HFM), em Campos, completou cinco anos sem pacientes internados nos corredores, um marco que resulta de uma ampla reestruturação dos fluxos de atendimento. A reorganização de setores estratégicos foi uma medida adotada pelo governo municipal em adesão ao projeto “Lean nas Emergências”, desenvolvido pelo Ministério da Saúde com apoio técnico do Hospital Sírio-Libanês.

Durante muitos anos, a superlotação levou à permanência de pacientes nos corredores da unidade, cenário que comprometia a dinâmica dos atendimentos e impactava tanto os profissionais quanto os usuários do hospital.
A implantação de novos processos e ferramentas de gestão permitiu melhorar a organização interna, otimizar os espaços e garantir mais agilidade e dignidade à assistência. O resultado também reflete os investimentos e as ações desenvolvidas pelo governo do prefeito Frederico Paes, que tem priorizado a modernização e a ampliação da rede municipal de saúde.

“Para nós, isso é um marco extremamente importante. Durante muitos anos, tivemos corredores lotados de pacientes, o que comprometia o atendimento e era ruim tanto para quem trabalhava como para os usuários do hospital. Por isso, para nós, profissionais que atuamos na unidade, e para o cidadão de Campos, poder contar com um hospital sem pacientes internados em maçãs nos corredores é uma grande vitória”, destacou o diretor do pronto-socorro e médico ortopedista, Fábio Macedo.

Projeto Lean nas Emergências

A participação do HFM no projeto “Lean nas Emergências” foi um divisor de águas para a unidade. A iniciativa buscou reduzir a superlotação nos serviços de urgência e emergência por meio da metodologia Lean, voltada à eliminação de desperdícios, à melhoria dos processos e ao uso mais eficiente dos recursos disponíveis. A metodologia contribuiu para a otimização dos espaços físicos, a reorganização dos fluxos e o aumento da agilidade nos processos hospitalares. Entre as ferramentas utilizadas está o NEDOCS, indicador que mede o nível de sobrecarga das unidades de emergência com base em critérios como a taxa de ocupação e o tempo médio de permanência dos pacientes.

Um dos principais resultados da implantação do Lean foi a reformulação estrutural e funcional de setores estratégicos do hospital. A antiga enfermaria do politrauma foi transformada na Unidade de Curta Permanência (UCP), onde o paciente pode permanecer por até 72 horas para uma avaliação médica mais aprofundada. A antiga enfermaria masculina passou a abrigar a Unidade de Decisão Médica (UDM), ambiente destinado à análise criteriosa dos casos, auxiliando na definição entre alta ou internação. Já a enfermaria feminina foi transformada no “Boarding”, espaço destinado aos pacientes que aguardam a disponibilidade de leito após a decisão médica pela internação.

A reorganização dos setores proporcionou mais fluidez ao atendimento, permitindo que os casos sejam avaliados com maior rapidez e segurança, com definição adequada entre internação, alta ou transferência. Com isso, houve redução do tempo de espera e a eliminação do improviso nos corredores, situação que era comum há alguns anos.

Todo o novo layout foi planejado a partir da ferramenta “espaguete”, utilizada para mapear o trajeto completo do paciente dentro da unidade. A análise permitiu reorganizar os ambientes de acordo com o fluxo real de atendimento, considerando a entrada do paciente, os setores pelos quais ele precisa passar e as possibilidades de saída do hospital de forma mais rápida e eficiente.

Referência

Referência em trauma para a região Norte Fluminense e para os atendimentos em acidentes ocorridos na BR-101, em um trecho que se estende da divisa com o Espírito Santo até o limite da região de Macaé, o HFM recebe diariamente um fluxo elevado de pacientes, o que exige planejamento e monitoramento constantes dos processos assistenciais.

“O hospital recebe um fluxo muito alto de pacientes, porque é referência em trauma para a região Norte Fluminense e para a BR-101. Muitas vezes, enfrentamos uma sobrecarga de atendimentos, mas, mesmo assim, com a otimização dos fluxos, conseguimos manter nossos corredores livres de pacientes e, dessa forma, garantir mais dignidade no atendimento. São mais de 70 anos de história e cinco anos sem pacientes nos corredores. Com certeza, continuaremos lutando e trabalhando diariamente para que essa realidade seja mantida”, afirmou o superintendente do HFM, Guilherme Rangel.
Com informações Secom-Campos. 

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