Gabriel Torres
28/07/2026 16:49 - Atualizado em 28/07/2026 17:02
Guilherme de Moreira Silva morreu ao tomar choque em grade de escolinha de futebol em 2024
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Foto: Reprodução
O processo que apura a morte do jovem Guilherme de Moreira Silva, de 11 anos, por conta de choque em grade de uma escolinha de futebol em 2024, em São Fidélis, entrou em nova fase. A audiência de instrução do caso foi marcada para 5 de agosto, na Comarca de São Fidélis. Os réus são os donos do campo de futebol, Cláudio de Souza Godinho e Vanusia Serra Cabreira Godinho, e o eletricista que realizou um reparo na rede elétrica do local, José da Silva Godinho, que respondem por homicídio culposo.
Nesta data, o juíz responsável pelo processo, Otavio Mauro Nobre, vai ouvir os três réus e as testemunhas, além de analisar as provas reunidas durante a investigação antes de definir os próximos passos da ação. De acordo com a denúncia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), após o serviço de reparo, um dos proprietários do campo de futebol entrou em contato com o professor da escolinha para informar que o problema elétrico havia sido resolvido e que as aulas poderiam ser retomadas.
Para o Ministério Público, Vanúsia e Cláudio agiram com negligência porque tinham ciência que as grades do campo estavam causando choques e, enquanto responsáveis pelo local, não tomaram as medidas necessárias para cessar as descargas elétricas. Já o eletricista José agiu com imperícia por desconhecimento das atuais normas de segurança, não instalando os equipamentos de segurança necessários, além de não ter realizado os reparos necessários para cessar as descargas elétricas.
O advogado da família de Guilherme, Lucas Ferreira Vital, comentou esta fase do processo em que muitas testemunhas serão ouvidas. "O processo é complexo, são 20 testemunhas e mais três réus que serão ouvidos na audiência. Certamente será feita somente a instrução processual, sem julgamento. No processo consta audiência de instrução e julgamento, pela complexidade do feito o juiz não vai sentenciar na hora", disse o advogado.
A morte de Guilherme foi confirmada no Hospital Armando Vidal, onde ele chegou sem pulso e sem respirar
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Foto: Reprodução
A mãe de Guilherme, Luciana de Carvalho, falou que espera punição aos responsáveis para que outras mães não tenham que passar pelo mesmo sofrimento.
"O que eu peço neste dia 5 é que a justiça seja feita, que os responsáveis sejam punidos no maior rigor que a lei possa fazer. Porque, além do meu filho, poderiam ter ido mais de 20 crianças naquele local. Nada vai suprir a falta que eu sinto dele, a dor no meu coração, de acordar todo dia e não ver meu filho", disse Luciana.
A equipe de reportagem entrou em contato com a defesa dos réus e aguarda retorno.
Relembre o caso
Guilherme de Moreira Silva morreu no dia 9 de julho de 2024. Segundo a investigação da Polícia Civil, ele participava de uma aula de futebol quando sofreu a descarga elétrica ao encostar no alambrado do local, que estava energizado. A morte foi confirmada no Hospital Armando Vidal, onde ele chegou sem pulso e sem respirar.
Investigação apontou que o alambrado do campo de futebol estava energizado
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Foto: Reprodução
A investigação apontou que o alambrado do campo estava energizado e que outra criança também sofreu descarga elétrica no local momentos antes de Guilherme, mas não precisou ser levada ao hospital. O campo onde funcionava a escolinha ficava localizado no bairro Ipuca, atrás de um salão de festas, e era alugado pelo professor para as aulas.