Corpo da advogada Bárbara Damião é sepultado em Campos
O corpo da advogada Bárbara Damião Costa, assassinada a tiros na noite desta terça-feira (21) no bairro da Penha, foi sepultado na tarde desta quarta-feira (22), no Cemitério Campo da Paz, em Campos. Familiares, amigos e colegas de trabalho na Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, onde ela trabalhava, prestaram as últimas homenagens à advogada, que tinha 41 anos. O crime segue sendo investigado pela Polícia Civil e tem como principal suspeito o ex-companheiro da vítima, Rogério Conceição da Costa, encontrado morto pouco tempo após a morte de Bárbara.
O corpo da advogada Bárbara Damião Costa, assassinada a tiros na noite desta terça-feira (21) no bairro da Penha, foi sepultado na tarde desta quarta-feira (22), no Cemitério Campo da Paz, em Campos. Familiares, amigos e colegas de trabalho na Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, onde ela trabalhava, prestaram as últimas homenagens à advogada, que tinha 41 anos. O crime segue sendo investigado pela Polícia Civil e tem como principal suspeito o ex-companheiro da vítima, Rogério Conceição da Costa, encontrado morto pouco tempo após a morte de Bárbara.
Maria da Conceição, que conhecia Bárbara desde pequena, conta que demorou a acreditar quando soube de sua morte. "Conhecia ela desde quando nasceu. É difícil de acreditar porque nunca imaginei que ele fosse fazer uma coisa dessa. Quando eu ouvi, não acreditei. Tinha visto a notícia, mas não acreditei. Fiquei com aquela esperança de não ter sido ela", falou.
Já Juarez Sardinha, amigo de infância, contou que foi criado junto de Bárbara e espera que o crime seja esclarecido pela polícia. "Conheço ela desde pequeno porque a gente foi criado junto. Sinceramente, pelo que eu conheci dela e dele, é difícil de entender. Foi uma coisa que tem que ser investigada o que realmente foi", disse.
Benedito José de Souza, padrinho de um dos filhos da vítima, relatou que conhecia o casal há bastante tempo e soube da agressão sofrida por ela no final de semana. "Ela me chamou para ser padrinho do filho dela, que hoje se encontra com 10 anos. Mas eram um casal apaixonado um pelo outro. Eles tinham carinho por mim e me chamavam de tio. Houve uma agressão no sábado e ela registrou ocorrência. Mas isso aí não justifica", falou.
Bárbara Damião Costa era servidora da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro. Ela se formou em direito pelo Centro Universitário Fluminense (Uniflu), possuía pós-graduação em Direito Penal pela Facuminas e cursava Letras e Literatura no Instituto Federal Fluminense (IFF), que suspendeu as atividades nesta quarta-feira.
Nesta quarta-feira, a Defensoria Pública divulgou uma nota de pesar pela morte de Bárbara.
Nesta quarta-feira, a Defensoria Pública divulgou uma nota de pesar pela morte de Bárbara.
"Que a dor que hoje compartilhamos fortaleça nosso compromisso de agir, acolher, orientar e transformar essa realidade que ainda marca a sociedade brasileira. Cada atendimento, cada orientação, cada medida protetiva requerida e cada vida preservada reafirmam o propósito que nos une. Nenhuma ausência será esquecida. E nenhuma forma de violência será tratada com indiferença. Seguiremos trabalhando para que mais mulheres encontrem proteção, tenham acesso à justiça e possam romper o ciclo da violência antes que seja tarde", diz a nota.
De acordo com a Polícia Civil, a apuração aponta para feminicídio seguido de suicídio e algumas diligências estão em andamento para esclarecer o crime. O ex-companheiro da vítima, contra o qual havia medida protetiva de afastamento, foi encontrado morto no bairro Jóquei, onde foram localizados um revólver de calibre 38, com duas munições de calibre 38 intactas e três munições de calibre 38 deflagradas.