Luiz Carlos Barreto, um dos precursores do Cinema Novo, morre aos 98 anos
Dora Paula Paes 22/07/2026 15:52 - Atualizado em 22/07/2026 15:54
Reprodução
O cinema brasileiro perdeu nesta quarta-feira (22) um de seus maiores nomes. Morreu, aos 98 anos, o cineasta e produtor Luiz Carlos Barreto, o "Barretão", responsável por uma trajetória que transformou a produção audiovisual no país e marcou gerações com filmes de grande repercussão nacional e internacional. 

Internado desde segunda-feira (20) no Hospital Copa Star, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, Barreto tratava uma infecção pulmonar decorrente de uma pneumonia. A informação foi confirmada pela família.

Com mais de seis décadas dedicadas ao cinema, Barretão iniciou sua carreira no movimento Cinema Novo, participando da produção de clássicos como "Vidas Secas" e "Terra em Transe". Ao longo da carreira, dirigiu e produziu mais de 100 obras, entre elas sucessos de público como "Dona Flor e Seus Dois Maridos", além dos indicados ao Oscar "O Quatrilho" e "O Que É Isso, Companheiro?", que levaram o Brasil à disputa da principal premiação do cinema mundial.

Defensor do papel social da sétima arte, costumava afirmar: "O cinema é uma coisa útil, e não uma coisa fútil", frase que sintetizava sua visão sobre a importância da produção cultural.

O velório será realizado nesta quinta-feira (23), às 11h, no Palácio da Cidade, em Botafogo. Em seguida, o corpo será cremado no Memorial do Caju.

Luiz Carlos Barreto era casado havia 71 anos com a produtora Lucy Barreto, parceira de vida e de trabalho. Deixa os filhos Bruno, Paula e o legado de Fábio Barreto, cineasta que morreu em 2019, após permanecer dez anos em coma em consequência de um acidente de trânsito ocorrido em 2009. O produtor também deixa nove netos e oito bisnetos.

Segundo a filha Paula Barreto, a saúde do cineasta vinha se fragilizando desde 2024, quando sofreu uma queda durante uma viagem ao Ceará.
Com informações do G1.

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