Após estudo, equipe da UFF vai propor soluções viáveis ao problema da erosão
/
Foto: Divulgação
O estudo da Universidade Federal Fluminense (UFF) sobre a erosão costeira na praia de Atafona, em São João da Barra, começou no início de junho. Com o objetivo de analisar tecnicamente o problema e propor soluções viáveis, o trabalho está sendo custeado com recursos de emendas parlamentares articuladas pela Associação SOS Atafona. O prazo estimado para conclusão é de 12 meses.
O professor e geógrafo marinho Eduardo Bulhões é o responsável pelo Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA), voltado à mitigação dos impactos da escassez de sedimentos e da erosão costeira na foz do rio Paraíba do Sul, que será conduzido integralmente por uma equipe UFF vinculada à Unidade de Estudos Costeiros. Ele explicou a primeira etapa do estudo.
"Iniciamos em 01/06 e estamos trabalhando com uma equipe integralmente da UFF. A etapa inicial visa levantar dados tanto para caracterizar a situação atual quanto para preparar simulações computacionais para comparar alternativas", disse Bulhões.
De acordo com o professor, o estudo será realizado a várias mãos, com os melhores especialistas nas áreas de geociências, engenharia e ciências do mar. A iniciativa reúne diagnóstico ambiental, simulações numéricas e avaliação de alternativas. A UFF foi recomendada pelo Ministério Público Federal (MPF) para o projeto devido à expertise histórica sobre o tema e suas consequências na região.
A diretora de relações institucionais da SOS Atafona, Camila Hissa, comemorou o início dos trabalhos. Para ela, resultado de mobilização e um importante passo.
"Como parte do SOS Atafona, vejo esse momento com muita esperança. É o resultado de anos de mobilização da sociedade civil e da comunidade científica. Ainda há um longo caminho pela frente, mas hoje podemos afirmar que demos um passo importante em direção ao futuro de Atafona", falou Camila.
De acordo com estimativa da SOS Atafona, o estudo sobre o avanço do mar custa em torno de R$ 1,8 milhão. Desse montante, a entidade articulou, em 2025, R$ 1 milhão proveniente de emendas parlamentares destinadas pelo deputado Marcelo Crivella (Republicanos) e o senador Carlos Portinho (PL). O valor foi suficiente para o pontapé inicial.