Doação de córneas marca quinta captação de órgãos do ano no HFM
- Atualizado em 15/06/2026 15:59
Foto: Divulgação


O Hospital Ferreira Machado (HFM), em Campos, realizou na manhã do último sábado (13) a quinta captação de órgãos de 2026. O procedimento foi conduzido pela equipe do NF Transplantes, responsável pela logística e captação dos órgãos na região. A doadora foi uma mulher de 42 anos, moradora do bairro Penha, que teve morte encefálica após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico. Após o diagnóstico e todo o processo de acolhimento realizado pela equipe hospitalar, o esposo, o filho e outros familiares autorizaram a doação das córneas.

De acordo com a médica responsável pela Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) do HFM, Patrícia Rangel, o acolhimento às famílias é uma das etapas mais importantes do processo de doação.

“Em momentos trágicos e inesperados, a família se sente perdida, sem direção. É justamente nesse momento, quando damos a notícia da morte encefálica, que realizamos todo um acolhimento, explicando com clareza o diagnóstico, mas, sobretudo, demonstrando compaixão pela perda que estão enfrentando”, destacou.

A médica ressaltou ainda que a doação beneficia não apenas quem aguarda por um transplante, mas também os familiares que autorizam o procedimento.

“Quando uma família doa órgãos, não somente o receptor é beneficiado, mas os próprios familiares que autorizam a doação se sentem amparados, acalentados e têm sua dor amenizada por esse gesto de amor e respeito ao próximo e também ao seu ente querido que partiu”, afirmou a médica.

QUARTA CAPTAÇÃO DO ANO - A captação anterior realizada no Hospital Ferreira Machado ocorreu em 27 de maio e resultou na doação de seis órgãos para a fila nacional de transplantes. Na ocasião, a doadora foi uma mulher de 30 anos, moradora de Miracema, no Noroeste Fluminense, vítima de um acidente motociclístico que provocou traumatismo crânio-encefálico grave. Foram captados dois rins, duas córneas, o fígado e o coração, possibilitando que pacientes que aguardavam por um transplante tivessem uma nova oportunidade de vida.
Fonte: Secom
 

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