Maria Laura Gomes
08/01/2026 16:36 - Atualizado em 08/01/2026 16:41
Divulgação
Um vendedor ambulante natural de Campos morreu após ser agredido enquanto trabalhava em uma praia de Guarapari, no Espírito Santo. O caso aconteceu no dia 31 de dezembro de 2025, véspera da virada de ano, mas a morte de Wesley Alves dos Anjos foi confirmada apenas na última terça-feira (6), após ele permanecer alguns dias internado no município.
Segundo relato da mãe da vítima à equipe do Gazeta Meio Dia, telejornal da TV Gazeta (afiliada Globo), Wesley teria tentado separar uma briga quando acabou sendo atacado por várias pessoas. Ele foi socorrido e levado ao hospital no mesmo dia, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos.
De acordo com a mãe, que não quis se identificar na entrevista ao telejornal, a informação sobre a agressão partiu de funcionários do próprio hospital, que relataram que Wesley foi hospitalizado após ser espancado enquanto trabalhava na praia. Na reportagem, ela afirmou não saber exatamente em qual praia o filho foi atacado, apenas que ele estava vendendo balas e aproveitando o movimento de turistas na região.
A mulher contou ainda que Wesley havia se mudado para o Espírito Santo há cerca de três meses, com o objetivo de buscar tratamento contra a dependência química. Ele chegou a ingressar em uma clínica de reabilitação, mas deixou o local no mês passado. Mesmo assim, permaneceu morando em Guarapari e continuou trabalhando como ambulante.
Abalada, a mãe pediu justiça. “Eu fiquei sabendo que ele foi separar uma briga, não gostaram, se juntaram e bateram nele. Uma tristeza, agora eu não tenho meu filho mais. Eu quero justiça na morte do meu filho, não pode ficar impune”, declarou ao programa.
A Folha entrou em contato com a Polícia Civil do Espírito Santo, que informou que o caso segue sob investigação da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Guarapari. Até o momento, nenhum suspeito foi detido e detalhes da investigação não estão sendo divulgados.
O corpo de Wesley Alves dos Anjos foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), da Polícia Científica, onde passou por necropsia e, posteriormente, liberado para os familiares.