Operação mais letal da história do Rio de Janeiro
Rafael Khenaifes - Atualizado em 31/12/2025 10:44
Uma batalha entre policiais e bandidos do Comando Vermelho voltou a mostrar a dimensão do desafio que o crime organizado impõe às autoridades e à sociedade no Rio de Janeiro. A operação policial foi a mais letal da história da cidade, com mais de 60 mortos confirmados e quatro eram policiais. Os traficantes fecharam ruas e vias expressas, e chegaram a usar drones para lançar bombas. Oitenta e um foram presos.
O objetivo era cumprir 94 mandados de prisão contra chefes do Comando Vermelho do Rio e de outros estados, escondidos na região onde, segundo a Secretaria de Segurança Pública, vivem 280 mil pessoas.
Rajadas de tiros. O medo nas ruas. Moradores sob fogo cruzado. O Rio de Janeiro amanheceu sob muita tensão com uma grande operação das polícias Civil e Militar nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio. A operação mobilizou 2,5 mil agentes. Traficantes reagiram à chegada da polícia com barricadas incendiadas e muitos tiros.
A maior parte das mortes aconteceu ali, onde também os quatro policiais mortos na operação foram baleados. Dois eram policiais civis. Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, de 51 anos, tinha acabado de ser promovido a chefe de investigação. Rodrigo Velloso Cabral, de 34 anos, estava há apenas 40 dias na polícia. Os outros dois eram do Batalhão de Operações Especiais, o BOPE: Cleiton Serafim Gonçalves e Heber Carvalho da Fonseca.
Com 64 mortos, segundo o governo do estado, essa foi a operação policial mais letal da história do Rio de Janeiro.
Com informações do G1

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