Polícia localiza fábrica clandestina de bebidas ligadas à morte de duas pessoas por intoxicação com metanol em SP
10/10/2025 09:57 - Atualizado em 10/10/2025 09:59
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A Polícia Civil de São Paulo localizou nesta sexta-feira (10), em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, uma fábrica clandestina de onde teriam saído as garrafas de bebida alcoólica que causaram a morte de duas pessoas por intoxicação com metanol no estado. Na ocasião, uma mulher foi presa. 

Segundo a polícia, a fábrica pirata atuava possivelmente por meio da aquisição de combustível etanol em postos de gasolina.

O etanol comprado pelos fabricantes estaria adulterado com metanol, substância tóxica que teria provocado os casos de intoxicação amplamente noticiados. Esse combustível era misturado às bebidas como vodka.
A descoberta aconteceu durante a investigação que foi instaurada para apurar casos de adulteração de bebidas alcoólicas, especificamente os dois primeiros óbitos registrados na capital paulista, em que as vítimas ingeriram “vodka” no mesmo estabelecimento comercial da Zona Leste de São Paulo.
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Durante diligências, os investigadores identificaram os fabricantes da bebida e, com mandados de busca e apreensão, desmantelaram a fábrica clandestina.

Segundo a polícia, a proprietária do local alvo da investigação foi presa em flagrante por crime de adulteração de bebidas. Ela será autuada em flagrante por falsificação, corrupção ou adulteração de substâncias ou produtos alimentícios, tornando-os nocivos à saúde ou diminuindo seu valor nutritivo.
A pena para esses crimes é de reclusão de 4 a 8 anos e multa.
Vítimas da adulteração
Uma das vítimas que teria consumido bebida falsificada produzida na fábrica é o empresário Ricardo Lopes Mira, de 54 anos. No bar onde Ricardo ingeriu a bebida, localizado na Mooca, Zona Leste de São Paulo, os investigadores apreenderam nove garrafas, sendo uma de gin e oito de vodka, abertas e fechadas.

Os peritos detectaram a presença de metanol em oito dessas garrafas, com percentuais elevados que variavam entre 14,6% e 45,1%.
Com informações do G1

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