Prefeitura exime-se de culpa no cancelamento da Fepe. Há controvérsia
Saulo Pessanha 10/10/2025 08:35 - Atualizado em 10/10/2025 09:10

Em nota divulgada para a imprensa, a Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima repudiou a decisão da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de cancelar a 33ª Feira de Preços Especiais (Fepe), que estaria sendo realizada até o dia 12, na Praça do Santíssimo Salvador.

O que chama a atenção, na nota emitida pela Fundação Cultural, é a versão de que o cancelamento da Fepe é decisão única e exclusiva da CDL. A Prefeitura não teria qualquer culpa. Há controvérsia.

A Prefeitura, na versão oficial, divulgada na sexta-feira (03), revela que não cancelou o evento e que apenas solicitou a desmontagem da estrutura que estava danificando o pavimento, "com a sua correção imediata".

Presidente da CDL, Fábio Paes diz que foi assinado um termo de responsabilidade, "nos comprometendo a restaurar tudo o que foi danificado, entregar uma praça até mais bonita e a Prefeitura não aceitou".
ÍNDICE DE VENDAS ALTO

Pelo sim, pelo não, o comércio deixa de realizar um evento que caiu na aceitação do consumidor. A realização na Praça São Salvador aumentaria inclusive o índice de vendas observado nos últimos anos.

No cancelamento da Fepe, a responsabilidade da Prefeitura passa por não ter aceitado a proposta da CDL. Preferiu sugerir o Cais da Lapa e o Cepop como opção para a realização da feira.

Os dois locais, sobretudo o Cepop, colocaria em risco o sucesso da Fepe. Sim, porque nada que é promovido no centro popular que leva o nome do saudoso jornalista Osório Peixoto atrai o público.

No imbróglio, registre-se que a Prefeitura, enquanto radicalizou em dificultar a realização da Fepe, mostra-se omissa, incompetente mesmo em recuperar o centro da cidade.
É verdade que, de vez em quando, reparos são feitos. Mas nada capaz de alterar o visual da Praça São Salvador. O próprio piso, tão valorizado agora, não exibe o brilho original.
SEM RECUPERAÇÃO DA LYRA DE APPOLO
Vale lembrar que a revitalização do centro histórico foi anunciada no primeiro governo de Wladimir Garotinho. Uma visita técnica para recuperar a área, envolvendo diversos órgãos, foi realizada. Mas o saldo limitou-se a pequenos consertos.

Até o cenário da Lyra de Apollo, degradante porque a corporação foi devastada por um incêndio em 1990, continua ignorado — mesmo com a importância do prédio para o contexto cultural da cidade.

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