Fluminense convida torcedora campista em tratamento contra o câncer para ação especial no jogo contra o Juventude
Maria Laura Gomes 15/10/2025 11:54 - Atualizado em 15/10/2025 11:57
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O Fluminense promoverá uma ação especial em homenagem ao Outubro Rosa durante o jogo contra o Juventude, nesta quinta-feira (16), às 21h30, no Maracanã. Entre as convidadas está a campista Anna Carolina Fernandes, torcedora tricolor que há mais de uma década enfrenta o câncer de mama metastático com a mesma determinação de quem luta até o apito final.

Diagnosticada em fevereiro de 2014, Anna transformou o tratamento em um propósito: melhorar para voltar ao estádio e acompanhar de perto o time do coração. “Eu não consigo lembrar de mim sem falar de futebol. Desde muito pequenininha eu vou aos jogos com meu pai e com a minha irmã”, contou.
Ela relembra como recebeu o diagnóstico do câncer. "Receber o diagnóstico foi como levar um cartão vermelho no meio do jogo da vida, sabe? Eu estava no meu ritmo, com minha rotina, e de repente tudo parou. Tive que me afastar das arquibancadas, dos amigos, do trabalho. Foi difícil aceitar que eu precisava parar pra cuidar de mim mas com o tempo eu entendi que essa pausa não era o fim do jogo mas um intervalo e que iria passar", disse.

Por influência do pai, o arquiteto Victor Aquino, Anna cresceu nas arquibancadas do Maracanã e viu de perto as conquistas do Fluminense nos Campeonatos Brasileiros de 2010 e 2012. O diagnóstico a afastou do estádio, mas não do amor pelo clube. “No primeiro momento do meu tratamento, não poder ir ao estádio justamente por conta da imunidade foi uma coisa que doeu muito, porque é algo que faz parte de mim”, relembra.
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Para ela, o início do tratamento se assemelha à entrada em campo antes de uma partida decisiva. “O primeiro tempo, ali onde a gente entra com toda vontade e coragem, apesar do medo do adversário… acho que a gente inicia um tratamento oncológico mais ou menos dessa forma”, disse.
Anna conta que o espírito do futebol a ajuda enfrentar o tratamento com mais leveza e esperança. "Percebi que o futebol e o tratamento têm algo em comum: resistência. A gente precisa de preparo físico, mas também de cabeça e coração. O futebol me lembra que ninguém vence sozinho, existe sempre um time por trás (e o meu era gigante!). Essa energia coletiva, essa paixão, foi o que transformou meu tratamento em algo mais leve, com propósito e esperança", relata.
Durante o processo, ela revela como tem tentado lidar com a situação, exaltando a confiança em Deus e o apoio da família como os principais pilares.
“A fé em Deus, minha rede de apoio (família, amigos, meu marido) e minha sobrinha/afilhada que estava na barriga da minha irmã. Nos dias mais pesados, eu lembrava que ainda queria viver tanta coisa e que cada dia vencido já era uma vitória. Aprendi a comemorar os gols pequenos: acordar bem, ter energia para as pequenas coisas do dia, receber bons resultados de exames. Isso me manteve em pé e com vontade de continuar", explica Anna.
Na ação organizada pelo Fluminense, Anna participará de uma programação que inclui visita ao museu, foto oficial, palestra, coffee break e uma experiência de Matchday, encerrando o dia no camarote do Maracanã para acompanhar o jogo.

A iniciativa marca o reencontro de Anna com o estádio que sempre simbolizou emoção e esperança — e celebra uma história de força, fé e amor pelo futebol.
Com informações do GE

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