Obras do Complexo Farol-Barra do Furado previstas para o início de 2027
- Atualizado em 24/09/2026 17:48
Projeto do Complexo Logístico Industrial Farol-Barra do Furado
Projeto do Complexo Logístico Industrial Farol-Barra do Furado / Foto: Divulgação


O Complexo Logístico Industrial Farol-Barra do Furado começa a ganhar corpo com o avanço do projeto da BR Offshore para implantação de um hub industrial voltado ao acostamento, descomissionamento e reciclagem sustentável de grandes embarcações e plataformas marítimas. A empresa aguarda a averbação da licença de implantação junto ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e a expectativa é iniciar a mobilização das obras no início de 2027.
O empreendimento, reconhecido como de caráter prioritário pelo Governo do Estado, já teve seu projeto executivo concluído. A licença também deverá incluir a incorporação de novas áreas e a inclusão de uma rampa especializada para o corte de cascos. O projeto integra a lista de investimentos prioritários da Prefeitura de Campos para alavancar o desenvolvimento do município.
Após quase duas décadas de interrupção, o Complexo Logístico Industrial Farol-Barra do Furado teve a pedra fundamental de sua nova etapa lançada no dia 21 de março deste ano pelo então prefeito Wladimir Garotinho, pelo prefeito de Quissamã, Marcelo Batista, e pelo empresário Ricardo Vianna, presidente da BR Offshore — empresa que realizará as obras. Na fase de construção, está prevista a geração de 700 empregos diretos e 1.400 indiretos.
Em entrevista ao site Brasil Energia durante a ROG.e, nesta quinta-feira (24), Ricardo Vianna informou que as obras deverão durar entre 24 e 26 meses. A empresa, entretanto, trabalha para antecipar a disponibilização de berços de atracação, permitindo o acostamento temporário de unidades antes da conclusão de todas as estruturas marítimas.
A antecipação atende a uma demanda crescente da indústria de óleo e gás, já que plataformas e embarcações que chegam ao fim de sua vida útil precisam permanecer em condições adequadas enquanto aguardam o descomissionamento.
Com aproximadamente 6 milhões de metros quadrados, o Complexo Logístico Industrial Farol-Barra do Furado foi concebido para oferecer apoio logístico e estruturar uma cadeia especializada em reciclagem de partes, equipamentos e estruturas de embarcações e plataformas. A localização, próxima à Bacia de Campos e a importantes polos industriais, de serviços e de formação profissional, é apontada pela empresa como uma das vantagens para a implantação do empreendimento.
“Sempre acreditamos no Complexo Logístico Industrial Farol-Barra do Furado como um importante vetor de desenvolvimento econômico para o município, capaz de projetar Campos também a partir do seu litoral e criar novas oportunidades de negócios, empregos e investimentos”, diz o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Energia e Inovação, Felipe Knust. “O poder público, através do prefeito Frederico Paes, dá total apoio a esse empreendimento”, complementou.
Segundo a pasta de Desenvolvimento, um dos principais diferenciais do projeto está na possibilidade de transformar o descomissionamento em uma nova cadeia econômica. O aço retirado das embarcações poderá retornar à indústria siderúrgica como matéria-prima, enquanto equipamentos e componentes com condições de uso poderão ser reaproveitados em outras atividades.
A reciclagem de embarcações de óleo e gás movimentou cerca de 9 milhões de toneladas de materiais na última década. Para os próximos dez anos, a projeção apresentada pela empresa é de que a reciclagem de embarcações e estruturas de óleo e gás no Brasil possa representar 1,5 milhão de toneladas de aço reciclado e gerar receita estimada em R$ 5 bilhões com a comercialização do material.
O empreendimento também pode abrir espaço para empresas fornecedoras de equipamentos, serviços, manutenção, logística, metalurgia e outras atividades relacionadas à cadeia offshore. Em agosto, com apoio institucional da Prefeitura de Campos, a BR Offshore apresentou o projeto a empresários de Campos e região durante uma rodada de negócios no Instituto Federal Fluminense (IFF), reforçando a perspectiva de formação de uma rede regional de fornecedores.

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