Bacia de Campos registra maior produção em cinco anos
- Atualizado em 22/09/2026 17:43
Bacia de Campos
Bacia de Campos / Foto: Petrobras


A Bacia de Campos alcançou, no segundo trimestre de 2026, sua maior média de produção de petróleo e gás desde o primeiro trimestre de 2021. Foram 953,4 mil barris de óleo equivalente por dia, volume 19,45% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando a produção ficou em 798,16 mil boe/d. Os dados foram divulgados na terceira edição do Boletim do Setor de Óleo e Gás do Norte Fluminense, produzido pelo Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep).
Segundo a entidade, o resultado reforça o processo de recuperação da Bacia de Campos. Somente a produção de petróleo chegou a 843,27 mil boe/d, alta de 18,06% em um ano. No gás natural, o avanço foi ainda maior, 31,3%, chegando a 110,13 mil boe/d. A Bacia de Campos respondeu por 16,8% de toda a produção brasileira de petróleo e gás no segundo trimestre.
Outro dado relevante da nova edição é a manutenção da forte presença da Petrobras na região. Como operadora, a companhia respondeu por 67,9% da produção da Bacia de Campos, com 647,5 mil boe/d. A importância das unidades do tipo FPSO também aparece nos dados. Das 41 plataformas em operação na Bacia de Campos no período, 19 eram FPSOs. Essas unidades responderam por 69,2% da produção da bacia, com média de 639,02 mil boe/d.
Apesar do crescimento da produção, o boletim chama atenção para um indicador que segue estagnado. Pelo segundo trimestre consecutivo, não houve registro do início da perfuração de novos poços exploratórios na Bacia de Campos.
Setor mantém cerca de 36,9 mil empregos
No mercado de trabalho, o setor de óleo e gás contabilizou aproximadamente 36,9 mil postos de trabalho formais diretos e indiretos nos municípios analisados: Macaé, Rio das Ostras, São João da Barra, Campos e Cabo Frio.
O número representa retração de 0,14% em relação a 2025 mas também mostra a expansão da atividade. Em comparação com 2020, o contingente de trabalhadores do setor cresceu 43,3%. Atualmente, óleo e gás respondem por 9,2% dos postos de trabalho nos municípios considerados pelo levantamento.
Porto do Açu
Porto do Açu / Divulgação
A terceira edição do boletim traz ainda uma análise sobre o Porto do Açu e seu papel na economia do petróleo. Segundo o Ineep, mais de um terço das exportações brasileiras de petróleo passa pelo complexo instalado em São João da Barra, consolidando o Açu como o principal ponto de exportação de petróleo do país. No primeiro trimestre de 2026, 32% das exportações brasileiras de petróleo cru foram embarcadas pela Unidade da Receita Federal de Campos, correspondente às operações do Porto do Açu. A China é o principal destino desse petróleo, respondeu por 68,3% das exportações realizadas pela região, seguida por Estados Unidos, com 7,2%, e Chile, com 5,8%.
Macaé lidera arrecadação na região
A força econômica da atividade também aparece na arrecadação. Os municípios fluminenses confrontantes com a Bacia de Campos receberam juntos R$ 1,61 bilhão em royalties e participações especiais no segundo trimestre de 2026.
Macaé liderou a arrecadação, com R$ 496,31 milhões, seguida por Arraial do Cabo (R$ 296,19 milhões), Campos (R$ 215,92 milhões) e Armação dos Búzios (R$ 151,99 milhões).
Os dados da nova edição do boletim do INEEP para o Norte Fluminense mostram uma Bacia de Campos novamente em trajetória de crescimento, com aumento expressivo da produção e forte presença da Petrobras, ao mesmo tempo em que colocam no centro do debate os desafios para transformar essa expansão da atividade petrolífera em mais empregos, desenvolvimento industrial, tecnologia e geração de valor no Norte Fluminense e no país.

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