Municípios produtores da região recebem royalties com queda pelo 2º mês seguido
Mário Sérgio Junior 26/08/2026 15:40 - Atualizado em 26/08/2026 16:35
Plataforma de petróleo
Plataforma de petróleo / Divulgação
Os municípios produtores de petróleo e gás do Norte Fluminense recebem, nesta quinta-feira (29), o repasse de royalties pelo regime de concessão e partilha do mês de agosto com queda. Nos cofres da Prefeitura de Campos, serão depositados R$ 62.944.544,81, valor 19,9% inferior aos R$ 78.574.282,00 de julho. Em comparação com agosto de 2025, quando foram depositados R$ 42.304.728,69, o repasse deste ano foi 48,7% maior.
Para o município de São João da Barra, serão pagos neste mês R$ 26.819.320,22, enquanto em julho o repasse foi de R$ 32.684.815,00, mostrando uma queda de 17,9% neste mês. Em agosto de 2025, o repasse foi de R$ 15.578.505,63.
Já para Quissamã, o repasse apresenta queda de 18,2%, com o valor de R$ 16.695.890,42. Em agosto de 2025, o repasse foi de R$ 12.613.066,64.
Detentor da maior parcela de royalties entre os municípios da região, Macaé registra queda de 17,8% no depósito deste mês (R$ 148.350.578,09) sobre o pagamento de julho (R$ 180.548.436,00). Em agosto de 2025, o município recebeu R$ 73.367.935,89.
Ainda no Norte Fluminense, Carapebus recebe R$ 14.183.436,32, uma queda de 21,1% em relação a julho (R$17.984.868,00). Já São Francisco de Itabapoana registra queda de 17,9% neste mês (R$ 10.638.940,24), em comparação com julho (R$ 12.799.782,00).
Para São Fidélis, o repasse de agosto terá queda de 18,3% em comparação com maio. Neste mês serão depositados R$ 3.373.474,96 e no mês passado foram R$ 4.127.571,00.
Segundo o superintendente de Petróleo e Gás da Prefeitura de São João da Barra, Wellington Abreu, a redução dos repasses de royalties em agosto decorre, principalmente, da forte queda do preço internacional do petróleo em junho, mês de produção utilizado como referência para o crédito atual. "O Brent teve média próxima de US$ 85 por barril em junho, cerca de US$ 22 abaixo de maio, após o mercado reduzir parte do prêmio de risco incorporado durante a fase mais aguda do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e o Estreito de Ormuz", comentou.
Abreu também ressalta que a geopolítica teve papel central nessa oscilação: "Durante maio, o mercado ainda carregava forte preocupação com interrupções de oferta e restrições à navegação pelo Estreito de Ormuz. Em junho, porém, sinais de negociação entre Washington e Teerã e a expectativa de aumento gradual do fluxo de petróleo pela canal provocaram uma reprecificação do risco, pressionando as cotações para baixo. O problema geopolítico, contudo, não foi solucionado: Ormuz continua sendo um fator de elevada volatilidade e o mercado reage rapidamente tanto a avanços diplomáticos quanto a novas ameaças ou escaladas militares", disse ao acresentar que no Campo de Roncador houve adicionalmente queda de 5,63% na produção de petróleo e de 7,56% na produção total em óleo equivalente em junho, além do fato de a P-52 permanecer inoperante desde o incidente de outubro de 2025, restringindo a capacidade produtiva de Roncador.
— Para os quatro últimos meses do ano, a orientação aos gestores deve ser de prudência. A volatilidade do petróleo permanece elevada e os royalties podem continuar oscilando. O momento recomenda planejamento conservador, controle das despesas e preservação do caixa, sem comprometer serviços essenciais e investimentos prioritários — concluiu o superintendente.
 

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