O papa Leão 14 anunciou no domingo (10), que será submetido a uma cirurgia para retirar um nódulo no pulmão, identificado durante exames médicos. Segundo o pontífice, a formação foi encontrada em estágio inicial e está bem localizada.
A descoberta, porém, não significa necessariamente um diagnóstico de câncer: a maioria dos nódulos pulmonares é benigna, e a conduta médica depende de fatores como tamanho, características da lesão e histórico do paciente.
De toda forma, nódulos pulmonares são extremamente comuns. Segundo a Cleveland Clinic, eles costumam ser achados em, aproximadamente, 1 em 500 radiografias e em 80% a 90% das tomografias feitas.
“Recentemente, durante alguns exames, os médicos encontraram um nódulo circunscrito no pulmão, identificado em uma fase muito inicial e bem localizado. Os médicos consideram oportuno intervir e, seguindo os conselhos deles, decidi de me submeter a uma operação para removê-lo”, disse o papa, ao final do Angelus, oração dominical que o pontífice faz, da janela do Palácio Apostólico, aos fiéis presentes na praça São Pedro.
Informações da assessoria de imprensa da Santa Sé apontam que o tempo previsto para a internação pós-operatória é de uma semana.
A operação será no hospital Agostino Gemelli, em Roma, onde há um apartamento no décimo andar é preparado para receber os papas.
Outras agendas do papa, até o momento, não foram afetadas pelo procedimento cirúrgico. De 6 a 17 de novembro, o pontífice tem viagem agendada para Uruguai, Argentina e Peru e ainda aparecem confirmadas