Samba na Praça do Liceu comemora seus 11 anos com roda festiva e solidária
Dora Paula Paes - Atualizado em 15/08/2026 07:21
Reprodução
Onze anos de samba, encontros e solidariedade. É assim que o Samba na Praça do Liceu chega a mais uma edição especial, neste domingo (16), celebrando uma história que já ultrapassa 100 rodas de música e que ajudou a transformar o encontro na praça em uma tradição afetiva de Campos. A festa será a partir das 10h e o convite está feito. A edição especial de aniversário contará com as participações de Jean Macaé e André Fiuza.

Integrante do grupo que fundou o Samba na Praça, Nilson Athayde comemora as  edições realizadas e as toneladas de alimentos arrecadadas ao longo dos anos, beneficiando centenas de famílias. Para a edição de aniversário, ele destaca a expectativa e a importância social do projeto.

“A nossa expectativa é a melhor possível para essa edição. São 11 anos de um projeto cultural, arrecadando alimento para as associações que precisam. O Samba na Praça do Liceu tem essa pegada, que a gente consegue ajudar dos ambulantes às instituições. Inclusive, esta edição estará beneficiando a Cooperativa de Materiais Recicláveis Nova Esperança”, conta Nilson, ressaltando que o público abraçou o Samba na Praça e que esse apoio é fundamental para a longevidade do projeto.

Ao longo dos anos, o evento também vem agregando apoiadores. Entre eles está o Sindipetro-NF, que mantém uma parceria de oito anos com o projeto. Nesta edição, a Escola Científica também participa, levando atividades para as crianças durante a manhã.

O Samba na Praça também coleciona homenagens. A mais recente ocorreu no ano passado, quando o projeto foi reconhecido pela Sociedade de Cultura Latina, na sessão Brasil, como melhor grupo.

Para o diretor do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra, o Samba na Praça do Liceu se consolidou como uma grande festa popular de Campos e, desde o início, demonstrou sua importância no calendário de lazer e cultura da cidade.

“É uma grande festa popular na cidade, que desde o começo mostra sua importância no calendário do lazer. E nós, como trabalhadores, e eu, que estive à frente do Sindipetro-NF durante os últimos anos, até o companheiro Serginho (Borges) assumir, fizemos essa parceria. Somente o Sindipetro-NF garantia que o Samba na Praça acontecesse. Então, tem uma importância enorme, uma questão sentimental. Vários petroleiros participam, vários trabalhadores de Campos participam. Então, sem dúvida, a gente tem que comemorar, celebrar esses 11 anos”, destaca Tezeu.

Realizado sempre no terceiro domingo de cada mês, o Samba na Praça mantém como tradição a arrecadação de 1 quilo de alimento por participante. A iniciativa pode, inclusive, se transformar em patrimônio cultural imaterial do Estado do Rio de Janeiro. O projeto de lei, de autoria da deputada estadual Elika Takimoto, tramita na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

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