Planejamento de obras nos acessos à Ponte da Integração é reavaliado, diz DER-RJ
As obras nas rodovias de acesso à Ponte da Integração João Peixoto, as RJs 194 e 196, não tiveram a previsão de conclusão para o meio de 2026 cumprida. Segundo o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RJ), o planejamento está sendo reavaliado e um novo prazo será definido. A equipe de reportagem foi até as proximidades da cabeceira da ponte e encontrou o local sem sinal de obras.
As intervenções incluem melhorias na estrada entre a antiga Usina São João, em Campos, até o acesso à cabeceira da ponte, com cerca de 18 quilômetros. Já no outro trecho, pavimentação da cabeceira até o distrito de Gargaú, em São Francisco de Itabapoana, com cerca de 20 quilômetros.
O DER-RJ informou que as obras estão passando por reavaliação, mas não admitiu que estejam paradas. “Os procedimentos relacionados às obras dos acessos à Ponte da Integração, nas RJs 194 e 196, estão em alinhamento técnico e administrativo. O planejamento passa por reavaliação e, a partir dessa análise, será definido um novo prazo para a conclusão das obras. Os trechos seguem monitorados por equipes técnicas”, comunicou o órgão.
O produtor rural e diretor do Comitê de Bacia da Região Hidrográfica do Baixo Paraíba do Sul e Itabapoana, João Gomes Siqueira, passa com frequência pelo trecho em direção a Gargaú e acompanhou o andamento das obras. Segundo ele, elas foram paralisadas em junho e as máquinas utilizadas nos trechos das RJs 194 e 196 estão guardadas nos pátios. Mesmo com a interrupção, ele enxerga pontos positivos no que está sendo construído.
“É uma estrada que a gente espera há 40 anos. Gargaú, Santa Clara, Guaxindiba, aquela região ali. A ligação litorânea do Rio ao Espírito Santo foi muito prejudicada por esse atraso. Mas a gente fica feliz que saiu uma coisa bem feita. Um dique estrada impedindo as cheias e uma estrada bem larga, que é ponto positivo. Onde está asfaltado, já se pode ver que é bem larga. São quatro pistas praticamente, duas de mão dupla e dois acostamentos, um de cada lado”, falou.
Apesar dos atrasos, João Siqueira acredita que as intervenções vão trazer melhorias à população no entorno quando forem finalizadas. Ele, que acompanha também a situação do rio Paraíba do Sul, relata que os trechos estão sendo construídos acima do nível da última cheia.
“Eles fizeram uma cota um metro acima da última cheia do Paraíba, que foi em 2007. A gente sabe a altura que a água passa e está vendo que está bem acima. Certamente não vai haver mais cheia naquela região para a comunidade e muito menos para os proprietários rurais. Tenho acompanhado a questão do monitoramento de compactação e o engenheiro me informou que as análises são feitas a cada três meses, a cada 30 centímetros de compactação, e enviadas ao DER-RJ. É um serviço bem feito, mas uma pena estar parado”, contou.