O protagonismo negro feminino a partir da trajetória da bailarina campista Mercedes Batista reuniu cinco mulheres em uma conversa para lá de conciente do papel dessa mulher na sociedade. O bate papo aconteceu no Museu Histórico de Campos e teve a presença da comunicadora Sarah Zara (influencer), da arte-educadora Jane Rangel, da escritora Diane Lizste da ilustradora, Isabella Ismile. A mediação ficou por conta da jornalista Cláudia Eleonora. Nesta quarta-feira (20), Mercedes Baptista completaria 105 anos.
A influenciadora Sarah Zara, que veio de São Paulo para o evento em Campos, defende o empoderamento negro quando fala da beleza, da capacidade, da potência e, principalmente, salienta: “conte com pessoas, não fique sozinhas, porque é mais pesada. Tudo fica mais leve quando se divide a carga e o sonho. Fale com pessoas que compartilham da mesma história, sonho e vontade. E siga, porque é possível”.
A noite de sexta-feira (15) marcou o lançamento do audiobook e do livro infantojuvenil “Mercedes, a bailarina negra”, uma parceria de Lizst e Ismile. A obra apresenta às novas gerações a trajetória da campista que é uma das maiores referências da dança afro-brasileira.
Rodrigo Silveira
O debate ainda marcou a abertura da Exposição em homenagem a Mercedes, a primeira bailarina negra a se apresentar no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
Com a curadoria da diretora do Museu, Graziela Escocard, a exposição exibe peças ligadas à trajetória de Mercedes Baptista.
O acervo, preservado por Dona Ruth, amiga próxima da artista e guardiã de sua memória, ficará exposto por um mês no Museu Histórico de Campos, reunindo elementos que ajudam a reconstruir a trajetória da bailarina, ainda pouco conhecida por muitos campistas.