Sub Jackson: Defesa por grupo político forte
Cláudio Nogueira, Hevertton Luna, Gabriel Torres e Dora Paula Paes 20/05/2026 09:07 - Atualizado em 20/05/2026 09:07
Vereador Sub Jackson
Vereador Sub Jackson / Foto: Reprodução rede social


“Wladimir é um fenômeno na rua e o Frederico Paes é de gestão, um empresário. É um cara de muita conta, muito papel, mas é mais de gabinete”, comentou o vereador Sub Jackson (PP) sobre as diferenças entre o ex-prefeito de Campos e o atual. O parlamentar também ressaltou que para ser um bom prefeito é preciso ter um grupo político. Ele foi o entrevistado do programa Folha no Ar, da rádio Folha FM 98,3, nesta terça-feira (19). Além de falar sobre sua atuação na Câmara de Vereadores, da questão da segurança, ele ainda analisou os governos do ex-prefeito Wladimir Garotinho (PL), do atual Frederico Paes (MDB), e projetou as eleições de outubro. Segundo ele, Campos consegue um deputado federal e três estaduais.
Governo Wladimir — “Wladimir é um cara que teve muita coragem lá em 2020, porque Campos passava por um momento muito ruim financeiramente e estrutural. A gente vinha de uma gestão de um prefeito que é sabido que foi uma grande catástrofe. Mas naquele momento Campos precisava de respirar novos ares e, na minha concepção, não se tinha um nome. Porque vários hoje tem um sonho de ser prefeito de Campos, mas, para ser prefeito, tem que ter um grupo, um grupo que trabalhe. Porque você vai ser o prefeito, mas tem que ter o cara bom na saúde, na assistência, na segurança. Então tudo isso é grupo. Em Campos, hoje, não tem um grupo igual ao grupo do Wladimir. Ele foi muito corajoso em assumir a prefeitura, mesmo sem caixa e sem obra em andamento.”
Frederico Paes — “É um novo prefeito e uma nova gestão. Tem outros pensamentos e outro modo de trabalhar, mas a ideia é a mesma. É de chegar até o final com uma cidade ainda melhor para a gente viver e morar. Frederico é um cara que realmente tem uma visão muito à frente do nosso tempo. Tenho certeza que Campos vai continuar avançando porque é a sequência de uma gestão e ele tem vários planos, não só para hoje, mas para o futuro também. Tenho certeza que ele vai conseguir dar sequência ao trabalho do Wladimir. A gente fala sempre se ele vai ser melhor ou não, mas eu, enquanto estivermos juntos, tenho certeza que ele vai dar o seu melhor para Campos continuar respirando ares positivos e sempre crescendo.”
Nota para Wladimir — “A primeira gestão eu dou 9,5 por causa da coragem e da determinação. Então, o cara em prol da cidade, deixou quatro anos muito bem trabalhados para trás. Então, eu avalio a primeira gestão como 9,5. E a segunda gestão, que foi curta, 7,5. Mas, mesmo em meio a vários problemas, ele sempre deu a cara, esteve presente e nunca se omitiu.”

Rua X gabinete — “Eu não conheço na região um cara igual ao Wladimir para estar na rua, político de rua. Não tem. Para mim, o Wladimir é um fenômeno na rua. Já o Frederico Paes é um cara de gestão, ele é um empresário. É um cara de muita conta, de muito papel, mas é um cara mais de gabinete. São pessoas diferentes, mas o foco do grupo é o mesmo. Nós temos o mesmo objetivo, que é poder entregar uma cidade melhor, sempre, a cada dia, mais estruturada, mais equilibrada economicamente. E o Frederico Paes veio com essa missão de dar sequência ao trabalho, com a atenção voltada para essa parte estrutural e fazer uma gestão ainda mais empresarial. Porque você tem funcionários, tem secretarias e tem que estar sempre de olho.”
Segurança — “Criei na Câmara uma comissão que debate Segurança Pública, que nunca teve na cidade. Estou lá como presidente da comissão, trabalhando a pauta da segurança pública, dando voz à Guarda Municipal, à Polícia Militar, à Polícia Civil, e todos os órgãos que estão nessa grande bolha chamada segurança pública. Campos é uma cidade que precisa muito de políticas públicas para essa área. Campos é uma cidade que precisa respirar um ambiente mais seguro. Na minha avaliação, Campos precisa realmente avançar o investimento na segurança pública.”
Tráfico e milícia — “O crime de tráfico de drogas, hoje, não é só tráfico de drogas. Hoje o traficante é miliciano. O traficante cobra para o cara vender uma água mineral no bairro dele. Cobra para o cara abrir o comércio dele. Por que? Porque é uma forma dele ganhar dinheiro que é o dia a dia. E isso é invisível aos olhos dos outros que estão lá fora. Quando você tem um assalto, tem a imagem do cara roubando. Agora, esse crime, não. O cara vai lá e fala: ‘irmão, tem que pagar aqui uma taxa para poder abrir seu comércio’. E o cara, com medo, paga. Com medo não denuncia, não fala com a Polícia Militar, com a Polícia Civil.”
Projeção a deputado — “Campos consegue eleger três estaduais e um federal, fácil. Se o eleitor se preocupar em visualizar o cara de Campos para a eleição. Mas acho que Campos tem potencial para eleger de dois a três estaduais e um federal bem. E, se Wladimir for eleito federal, vai ser um ganho. Não basta só eleger o Wladimir, tem que eleger bem. Porque realmente ele precisa ter esse peso político, esse peso eleitoral para chegar em Brasília com força, com peso, para estar nos representando, trazendo para nós emendas de fato, de verdade.”
Favoritismo de Paes — “Nessa caminhada que está, acredito sim (que pode acabar no primeiro turno). Porque ele ficou um bom tempo estagnado na pesquisa. Aí começaram a ventilar coisa do PL e do Cláudio Castro, agora do Bolsonaro. Tudo isso gera essa instabilidade. Então, acho que tem chance até de levar em primeiro turno, mas a política é um mar e ele não está parado. E surge nessa briga eleitoral o nosso conterrâneo Anthony Garotinho, que está brigando por fora.”

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