O encontro entre a cantora e compositora Thati Dias, o guitarrista e compositor Diogo Spadaro e o coletivo instrumental Freetação pode ser conferido neste sábado (16), no Teatro Sesi, em Campos. O show será às 20h. Sob o espetáculo, ele dá origem a uma narrativa que transita entre a canção e a improvisação, unindo poesia, liberdade criativa e a força das múltiplas matrizes da música brasileira. Com a duração de 70 minutos, a classificaçõe é livre.
Thati Dias constrói, com voz, corpo e palavra, um território sensível onde MPB, jazz e samba se entrelaçam. Nascida em Macaé (RJ), a artista vem consolidando sua presença na cena musical com uma interpretação potente e delicada, marcada por forte expressividade poética no palco.
Diogo Spadaro desenvolve uma linguagem musical guiada pela experimentação, pelo improviso e pelo diálogo entre diferentes universos sonoros. Guitarrista, compositor e produtor, conduz seu trabalho a partir de uma abordagem aberta, em que canção e música instrumental coexistem com liberdade, explorando texturas, grooves e paisagens que atravessam o jazz, o afrobeat, o samba e o funk.
Ao lado de Thati e Diogo, o Freetação reúne músicos que constroem uma sonoridade pulsante, baseada na escuta coletiva e na mistura de linguagens. Formado por Thati Dias (voz e percussão), Diogo Spadaro (guitarra, voz e samples), Denisson Caminha (bateria e SPD) e Negão Jazz Bass (baixo), o grupo apresenta um repertório que combina composições autorais e momentos de criação instrumental.
Mais do que um encontro musical, o projeto também se afirma como uma ponte artística entre Campos dos Goytacazes e Rio das Ostras, fruto de uma parceria construída ao longo dos anos entre os músicos envolvidos. Essa troca entre cidades, experiências e trajetórias fortalece a identidade do espetáculo e amplia suas possibilidades criativas.
Concepção - O show se desenvolve como uma experiência narrativa que conduz o público por uma viagem no tempo — um percurso afetivo e musical que revisita a trajetória de Thati Dias e Diogo Spadaro na cena cultural de Campos dos Goytacazes.
Com uma condução leve, espontânea e próxima do público, o espetáculo alterna momentos de fala e música, revelando histórias, bastidores e encontros que marcaram a formação dos artistas. A narrativa parte dos primeiros movimentos na cidade, em espaços como o antigo Altos, e atravessa projetos fundamentais como o Amendoeira Trio e a banda Abufela, além da efervescência criativa vivida no Soma+Lab, ponto de encontro de artistas e catalisador de diversas parcerias.
Ao longo da apresentação, essas memórias se transformam em música. O repertório acompanha essa linha do tempo, transitando entre referências que marcaram o início do percurso, criações coletivas, experimentações instrumentais e trabalhos autorais mais recentes — incluindo o desenvolvimento do primeiro disco de Thati Dias e os lançamentos de Diogo Spadaro.
A dramaturgia do espetáculo também evidencia o caráter coletivo do projeto. A própria formação da banda — com integrantes divididos entre Campos dos Goytacazes e Rio das Ostras — reforça a ideia de continuidade e pertencimento, revelando uma cena que se mantém viva através das conexões construídas ao longo dos anos.
Entre relatos, improvisos e canções, o público é convidado não apenas a assistir, mas a compartilhar esse percurso. O resultado é um espetáculo dinâmico, sensível e pulsante, que transforma memória em experiência e reafirma a música como espaço de encontro, troca e construção coletiva.