A esperteza dos vereadores na Câmara Municipal de Campos
Saulo Pessanha - Atualizado em 19/10/2026 07:50
Anos 60. A Câmara Municipal de Campos faz uma sessão extraordinária, à noite, para votar o Orçamento do ano seguinte.

O prazo está no limite, o que força a vota início da votação da proposta orçamentária a qualquer custo, sob pena de não sendo votada haver e repetição do Orçamento para o ano seguinte, como determina a Lei Orgânica do Município.

A sessão vai ser arrastando, por conta de muitas discussões. Quando os vereadores se dão conta de que já se aproxima da meia-noite, alguém, conhecedor do Regimento Interno, faz um alerta.

O que diz o vereador preocupado com o horário:
— Se o Orçamento não for votado logo terá que ser repetido, porque a sessão não pode invadir nem os primeiros minutos do dia seguinte.

Como, na verdade, os vereadores tinham interesse na aprovação, acolhem uma proposta de Nelson Martins. Daí que o relógio do plenário é atrasado em uma hora, tempo que serve para arrematar as discussões e votar o Orçamento.

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