Saulo Pessanha
18/08/2026 08:49 - Atualizado em 18/08/2026 08:49
Anos 60. Proprietário da Rádio Cultura de Campos, o médico e professor Mário Ferraz Sampaio estava em sua sala, na sede da emissora, no início da noite, esperando a apresentação da oração da Ave-Maria.
Neste dia, quem faria a leitura era o locutor Wilson Geraldo, o Tico-Tico, em substituição a um congregado mariano impossibilitado de cumprir a missão.
E Tico-Tico, às 18h horas, muito compenetrado, faz a oração. — Ave Maria, cheia de graça, o senhor é convosco, bendita sois vós, entre as mulheres...
Quando fala mulheres, o brincalhão Tico-Tico, dono de um vozeirão, dá uma pausa. Não resiste e manda: — Mulheres?! Oba-oba, salve, salve!
Ao ouvir a observação, desesperado, Mário Ferraz Sampaio corre ao estúdio e, fora do ar, pergunta a Tico o que tinha acontecido. — Como é que numa oração sagrada, você começa a falar em oba-oba, salve, salve?
Tico-Tico se explica, dando uma divertida versão: — É que a oração tava muito monótona. Eu só quis dar um molho, doutor Mário! Só dar um molhozinho...