Anos 70. Fiel escudeiro de Zezé Barbosa, Amaro Brigadeiro colhe no quintal de sua casa baita raiz de aipim. Não é preciso adivinhar que o primeiro pensamento dele é o de levar a mandioca para o prefeito.
Cedinho, Brigadeiro atravessa a ponte Barcelos Martins, a pé, carregando o aipim no ombro. Coincidentemente Zezé passa pela ponte, vindo de Guarus para a cidade.
Ao avistar o correligionário, o prefeito manda parar o carro oficial. — Brigadeiro! Tão cedo por aqui! Está criando porco em Guarus? Esse aipim é muito bom para uma cevada. Até logo, porque estou com pressa...
Constrangido em dizer que o aipim seria para ele, Zezé, depois de ouvi-lo dizer que aquilo era comida para porco, Amaro Brigadeiro despede-se do prefeito e mais na frente arremessa a macaxeira nas águas do Paraíba.
Mais tarde, é obrigado a aturar gozações na Prefeitura, uma vez que Jorge Camarão, também seguidor de Zezé, e um tremendo língua solta, assiste tudo.