Mais do que reabertura de Ao Livro Verde, centro de Campos precisa da Lyra de Appolo
17/04/2024 | 08h45
O prefeito Wladimir Garotinho assumiu um compromisso com a Câmara de Dirigentes Lojistas de mudar a fisionomia e aspectos funcionais do chamado Centro Histórico de Campos. É via uma série de intervenções através do programa “Prefeitura em Ação”.
Não se sabe se está no pacote de obras. Mas um dos primeiros passos no plano de intervenção no Centro Histórico precisa envolver a Lyra de Appolo — cuja sede é um dos principais cartões postais da cidade.
A Lyra de Appolo foi atingida por um incêndio em 1990. Apesar da longevidade do sinistro, o prédio ainda não foi recuperado no seu todo. O que já se fez é resultado do trabalho do maestro Ricardo de Azevedo e da diretoria da instituição.
A fachada desfigurada da Lyra de Appolo, cenário que tem se mantido ao longo de tantos anos, mostra uma indiferença do poder público diante da necessidade de recuperação da centenária instituição.
A oportunidade, ao que parece, surge agora. Mais até do que a reabertura de Ao Livro Verde bancada pela Prefeitura, investir na recuperação da Lyra de Appolo merece prioridade. Afinal, as bandas de música fazem parte da cultura de Campos.
Situada ao lado da Catedral Diocesana, a Lyra de Appolo possui 154 anos e, diferentemente de Ao Livro Verde, não tem fins lucrativos. É uma instituição de muita tradição e não pode continuar sem atividade e com a sua sede mutilada.
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Divertida história dos tempos do Cine Goitacá
16/04/2024 | 15h58

Quem frequentou o Cine Goitacá certamente conheceu Jorge Cebola, o gerente. Sempre de terno preto, cumpria com rigor as funções de fiscalizar o bom comportamento da platéia.
Assim é que, em uma sessão, para a exibição do filme bíblico "Ben Hur", a luz se apagou. Até que o gerador do cinema fosse acionado, foi aquela algazarra.
Jorge Cebola entrou em ação. Procurava com uma lanterna identificar, por exemplo, quem, com a boca, emitia o som de pum, daqueles altos.
E assistindo o filme estava o vereador Manoel Gonçalves, político querido da Baixada Campista e que não tinha papas na língua.
Coincidentemente, quando Jorge Cebola jogou o foco de luz para a poltrona ocupada por Manoel Gonçalves, ele agachava-se para refazer o laço dos cordões do sapato.
— Foi você quem soltou o pum? — perguntou Cebola, sem identificar que se dirigia a Manoel Gonçalves.
O vereador retrucou, em voz alta:
— Que é isso, sua besta? Eu não sou homem disso e onde já se viu procurar peido com lanterna?
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Grussaí Praia Clube fecha as portas
15/04/2024 | 09h42

O site O Diário NF informa que o Grussaí Praia Clube encerrou as atividades. O clube teria dispensado, na última quinta-feira (11), três funcionários, inviabilizando assim o seu funcionamento.
Com 69 anos de história, o Grussaí Praia Clube amanheceu ontem (14) de portas fechadas. A instituição está afundada em dívidas. O montante ultrapassaria R$ 500 mil.
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Entre o Facebook e o Instagran
14/04/2024 | 09h30
O jornalista Roberto Assis, campista radicado em Vitória, foi indagado sobre o motivo pelo qual não tem Instagran. “É simples: eu não sou Instagramável. Tenho muito o que dizer, mas não muito o que mostrar”.

Roberto Assis considera que o Instagram é como a antiga revista Manchete, “em que as pessoas só abriam para olhar fotos”.

Assis prefere o Facebook, porque, explica, além das fotos, “é território livre para todos lerem e escreverem bobagens e até coisas importantes”.
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Garotinho desiste de prefeitura de S.J. da Barra e foca na eleição de vereador no Rio
13/04/2024 | 07h10

Anthony Garotinho parece mesmo decidido a participar da eleição de vereador no Rio de Janeiro. E já se dirige aos cariocas. No Instagran, posta mensagem criticando o reajuste da tarifa do Metrô para R$ 7.50. E diz: “Quem o usa o transporte público para trabalhar sofre no Rio”.

Ao se colocar em um novo cenário político, Garotinho afasta a hipótese, que chegou a projetar em fins de 2023, de disputar a Prefeitura de São João da Barra. Lá pelo mês de novembro chamou a atenção postagens dele fazendo acenos para uma possível candidatura no vizinho município.

O que teria motivado o balão de ensaio de Garotinho, pela busca da prefeitura sanjoanense, foi o anunciado interesse da ex-prefeita e atual deputada estadual, Carla Machado (PT), em disputar a Prefeitura de Campos.

Garotinho ensaiou dar o troco. Considerou que, sendo candidato, poderia desarrumar os planos de Carla em continuar representada na Prefeitura sanjoanense na reeleição de Carla Capputi.

O ex-governador chegou a publicar fotos em que aparece ao lado dos vereadores Alan de Grussaí e Kaká. Mas o projeto político não evoluiu. Daí que agora volta as suas baterias pela busca de um mandato no Rio.
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Camisa do Vasco do zagueiro campista Odvan vira peça cobiçada
11/04/2024 | 16h07
A camisa utilizada pelo Vasco na conquista do título Brasileiro de 2000, no Maracanã, diante do São Caetano, ostentou um patrocínio do SBT. Tornou-se, por isto mesmo, peça rara. É cobiçada por colecionadores.

Os bastidores dessa história são contados na série documental “A Mão do Eurico”, que a Globoplay exibe, em cinco episódios. Um deles mostra que a camisa usada pelo zagueiro Odvan veio parar em Campos.

Odvan conta que depois do jogo deu a camisa de presente para seu irmão Odvaldo. Uma outra foi dada para o apresentador Gugu Liberato, quando esteve no seu programa, na TV, após a partida.
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Reaproximação entre os Garotinho e os Vianna reflete novo desenho da política em Campos
10/04/2024 | 09h42
Ao justificar pelas redes sociais uma parceira com Wladimir Garotinho, Caio Vianna usa como motivação a busca da paz entre as duas famílias. Palavras dele: “A guerra destrói a família e sonhos, enquanto a paz traz tranquilidade para a cidade prosperar”.

Caio não mencionou. Mas tal racha ocorreu muito lá atrás, no ano de 2000. E ele, que contava então com 12 anos, tornou-se adulto com a sua família sofrendo pesados ataques desferidos, através do rádio, por parte de Anthony Garotinho.

Está certo que nunca é tarde para uma reconciliação. Mas a reaproximação entre as famílias Garotinho e Vianna, após 24 anos de sérias divergências, é reflexo de um novo desenho no cenário político de Campos.

Durante mais de duas décadas, o arnaldismo resistiu como principal opositor ao garotismo. Mas o crescimento, nos últimos anos, do grupo Bacellar, estava tirando de Caio Vianna o papel de maior oposição a Wladimir.
Pesquisas recentes, inclusive, demostram que Caio não tem o apelo mostrado na eleição para a Prefeitura em 2020. Restou, então, o caminho da reaproximação com os Garotinho. Mais do que paz, busca-se, na verdade, sobrevivência política.
ELEIÇÃO NO RIO

E por falar nos Garotinho, o prefeito Wladimir estará empenhado em sua reeleição, mas de olho na disputa no Rio. Ou seja, na performance do seu pai, que vai ser candidato a vereador na capital do estado.

Wladimir considera que as chances de Garotinho ser o mais votado são grandes. À Folha FM, lembrou que o pai, quando foi candidato a deputado federal, fez quase 190 mil votos nas urnas do Rio.
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A Avenida 28 de Março é recordista em acidentes
09/04/2024 | 07h38

Impressiona o número de acidentes na Av. 28 de Março. O problema maior é que é daqui para pior. Primeiro, pelo aumento da quantidade de carros. Segundo, porque não há como alargar a avenida.

Ampliar as laterais da Av. 28 de Março é até possível. Mas aí a Prefeitura teria que estreitar a ciclovia. A ideia não vinga pelo que representa o espaço para os ciclistas. É muito usado.

A propósito, sobre o trânsito de bicicletas na cidade, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), em nota oficial, expressou sua posição a respeito das ciclofaixas implantadas pelo Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMTT).

A CDL, revela o presidente José Francisco Rodrigues, trata o assunto com a sensibilidade que requer, “reconhecendo a importância de medidas que incentivem o uso de bicicletas e garantam a segurança dos ciclistas”.
OBS: A foto é do site Parahybano
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Wladimir Garotinho fecharia com Caio Vianna na eleição de 2026?
07/04/2024 | 07h14
Para quem considera que Caio Vianna pagou um preço alto ao decidir apoiar a reeleição do prefeito Wladimir Garotinho, sob pena de perder o mandato que vinha exercendo na Câmara dos Deputados, o que acabou acontecendo, corre uma interpretação que poderia explicar tal gesto.

Caio não voltou para Campos pelos belos olhos de Wladimir. Nos corredores do antigo Cesec, sede da Prefeitura, vaza a versão de que Wladimir teria assumido com Caio o compromisso de fechar com o seu nome na eleição para a Câmara dos Deputados em 2026.

A avaliação é que Caio, para sobreviver na política, preferiu não se expor a uma nova derrota nas urnas ao disputar mais um mandato de prefeito. Daí que apoiará Wladimir agora, recebendo, em troca, o apoio na eleição de deputado daqui a dois anos. É o que teria sido combinado.

O problema, que Caio pode não estar inteirado, mas que é do conhecimento de pessoas de estreita relação com Wladimir, é que o prefeito tem outros nomes na fila na eleição para a Câmara dos Deputados. O seu atual chefe de Gabinete, Thiago Ferrugem, é o preferido.

Na política, o combinado hoje nem sempre é cumprido amanhã. O próprio Caio Vianna roeu as cordas no trato feito com o prefeito do Rio, Eduardo Paes, de que disputaria pelo PSD a Prefeitura de Campos nas eleições de outubro.
SEM SURPRESA

Daí que não haverá surpresa se Wladimir Garotinho deixar Caio Vianna chupando dedo em 2026 em suas pretensões de se eleger deputado federal e fechar com a candidatura de Thiago Ferrugem, de quem é amigo.

A interpretação é a que Caio Vianna é um agregado circunstancial na relação política de Wladimir. Por isto mesmo, dá para descartar que o prefeito apostaria as suas fichas em um nome que sequer pertence ao seu grupo.
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História do rádio de Campos. O jogo acaba e o narrador não percebe
05/04/2024 | 07h34
Anos 90. Edson França, pela Rádio Educadora Goitacá, transmite Rio Branco e Portuguesa, válido pelo Campeonato Estadual da 3ª Divisão. O jogo, já chegando ao fim, transcorre normalmente, sem qualquer incidente.

Eis que, de repente, Edson França vira para o repórter Luiz Augusto Barcelos, que faz o trabalho de ponta na transmissão e o chama.

O narrador quer uma intervenção do seu repórter.
— Luiz Augusto, meu filho! O que está acontecendo aí embaixo, com tanta gente no gramado e os jogadores correndo? Que confusão é esta? Por favor, informe para os nossos ouvintes...

Luiz Augusto, irritado com o desligamento do seu narrador, manda o recado:
— Não está havendo absolutamente nada, Edson França! É que o jogo acabou e os jogadores estão correndo para os vestiários, enquanto que nós, repórteres, estamos entrando em campo para fazer as entrevistas.
FONTE: A Imprensa de Campos pelo avesso - 400 gafes e pérola, livro que lancei em 2003.
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Sobre o autor

Saulo Pessanha

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