Eraldo Leite - Em busca da maturidade
Eraldo Leite - Atualizado em 20/06/2026 07:06
Foto: Caean Couto
Nova Jersei – Ao ser “escalado” para conceder entrevista coletiva para mais de duzentos jornalistas, na concentração do Hotel Ridge, em Morristown, Danilo, jogador do Flamengo e lateral da seleção, entendeu que era o momento propício para se manifestar com clareza ao público torcedor brasileiro. Em coletivas assim – essa durou cerca de 40 minutos – o jogador pode ser mais abrangente, ao contrário das entrevistas curtas na zona mista, após os jogos. Danilo tinha dito que na seleção não há titulares e reservas, mas um grupo que se reveza para começar cada jogo. Agora, com mais espaço, fez questão de dizer que se expressou mal. O que existe em todo time é o que chama de núcleo duro, composto por sete a oito jogadores que são sempre escalados pelo técnico, ficando uma reserva de três ou quatro para fazer uma rotação com base na característica do próximo adversário. Danilo entende que é o procedimento dos esquemas táticos modernos. Em razão de Ancelotti ainda estar em busca da escalação ideal é que Danilo entende que o Brasil não tem, ainda, a maturidade das seleções da França e da Argentina, que mantém, basicamente, a mesma formação há quatro anos, com os mesmos treinadores, que apenas aperfeiçoam seus esquemas táticos e estratégias a cada ano. Mas isso não significa que não seja possível batê-los. Muitas vezes ceder a posse de bola para contra-atacar em velocidade surte mais efeito do que pressionar o tempo todo. Ancelotti parece decidido a continuar adotando o esquema 4-2-4, ao invés de utilizar o terceiro homem de meio-campo como elemento de construção. Por isso mesmo trouxe para a Copa cinco meias e nove atacantes, mesclando experiência e juventude. Diante de tamanha lucidez e gente entende por que Ancelotti convocou Danilo, seu capitão sem braçadeira.
Escrevendo este artigo antes do jogo Brasil x Haiti, cabe, entretanto, uma análise sobre o que pensa Danilo: classificar-se em primeiro ou segundo lugar, tanto faz. Porque quando chega a fase de mata-mata – nesta copa temos uma fase a mais – não adianta escolher adversário, pois o que conta é a sua própria capacidade de não falhar na hora de decidir. E nosso principal jogador ainda não estreou. Está se preparando para ser um grande reforço na reta final.
Histórias de Copa
Aqui nos Estados Unidos a lei é dura para com os consumidores de bebidas alcoólicas. As grandes redes de supermercados não vendem bebidas alcoólicas, nem mesmo a cervejinha tradicional, muito menos destilados. Esses produtos só são encontrados em lojas especializadas. E ser parado por um policial depois de beber e dirigir dá cadeia. Com julgamento na Corte e suspensão do visto de imigrante.

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