Pela primeira vez na história, Dólar fecha acima de R$ 4,50
04/03/2020 17:21 - Atualizado em 10/03/2020 15:10
Dólar
Dólar / Divulgação
Em meio ao receio de uma recessão global pelo novo coronavírus, o dólar subiu e voltou a bater recorde nominal desde a criação do real. Nem o corte emergencial dos juros pelo Federal Reserve (Fed), Banco Central norte-americano, conteve as turbulências no mercado.
Em alta pela décima sessão seguida, o dólar comercial encerrou esta terça-feira (3) vendido a R$ 4,511, com alta de R$ 0,024 (+0,53%). A cotação oscilou bastante ao longo da sessão. Por volta das 13h, caiu para R$ 4,45, logo após o Fed anunciar o corte de juros. No entanto, voltou a subir à tarde, até fechar perto da máxima do dia.
Desde o começo do ano, o dólar acumula valorização de 12,41%. O euro também bateu recorde nominal e fechou em R$ 5,038, alta de 1,1%. Ontem (2), o euro tinha superado a barreira de R$ 5 durante as negociações, mas tinha fechado em R$ 4,996.
O Banco Central amenizou as intervenções no câmbio. Diferentemente dos últimos dias, a autoridade monetária não leiloou novos contratos de swap cambial, que equivalem à venda de dólares no mercado futuro. O BC apenas rolou (renovou) R$ 650 milhões de contratos de swap que venceriam em abril.
O mercado de ações também teve um dia turbulento. Depois de dois dias de alta, o índice Ibovespa, da B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo), encerrou a terça-feira aos 105.537 pontos, com queda de 1,02%. O indicador alternou altas e baixas ao longo da sessão, mas passou a recuar fortemente nas duas horas finais de negociação.

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