A esquerda diz querer dialogar com os evangélicos.
Lula acha que isto significa falar o que eles querem ouvir. Conhecida retórica vazia do ex-presidente, que nunca teve compromisso ideológico.
Identitários acham que isto significa reinventar um Jesus "inclusivo", das quebradas, em estética psolista, fundamentada no discurso de líderes progressistas sem vinculação popular como Henrique Vieira. Ou seja, inventar um Jesus na Praça São Salvador e tentar vender o produto para os pobres, convencendo-os de que o produto da turminha descolada é mais autêntico que o Jesus tal como construído pelo pentecostalismo orgânico das periferias.
Duas estratégias arrogantes que não reconhecem o protagonismo religioso e político do grupo com quem se pretende dialogar. Na verdade, esta esquerda não quer dialogar, mas sim converter o outro. Para se aproximar dos evangélicos e dos pobres a esquerda precisa aceitar que sua visão de mundo é parte do problema.