Ponto Final: Pedido de desculpas de um Garotinho bem comportado
19/04/2018 11:00 - Atualizado em 19/04/2018 11:26
Comportado e...
Um Garotinho bem comportado entrou ontem na sala de audiências, onde aconteceria o interrogatório dos réus da Caixa d’Água. Aconteceria. A doença inesperada do advogado de defesa de Garotinho e a destituição de outro, da ex-prefeita Rosinha, impediu que o ato processual fosse cumprido. O casal foi chamado à sala para ser questionado, por sugestão do Ministério Público, se gostaria de constituir um advogado, entre os tantos presentes, apenas para acompanhar o depoimento do empresário Thiago Castro, testemunha do Juízo.
...Obediente
Pedindo desculpas, Garotinho disse que até gostaria, mas, quando seu advogado Carlos Azeredo passou mal, na noite anterior, com a glicose em “mais de 300”, pediu para que seu cliente não participasse de nenhum ato processual sem a sua presença: “Tenho que obedecer”, desculpou-se o réu. Nem de longe parecia o Garotinho, que em outro interrogatório, em junho do ano passado, mas na esfera da Ação Penal da Chequinho, chegou a despedir seu então advogado Fernando Fernandes, em plena audiência e na frente de todo mundo. Apenas e tão somente porque não queria fazer o que orientava o jurista: que ele ficasse quieto.
Até os próximos capítulos
Por diversas vezes, o juiz Ralph Manhães teve embate com os advogados de defesa, que peticionavam e questionavam tudo. O magistrado lembrou, em vários momentos, que na outra Ação Penal, da Chequinho, nesta fase processual começaram o que ele classificou como atos procrastinatórios, entre eles, destituição de advogados. Sobre o protesto da defesa, Ralph Manhães determinou que, a partir de agora, os réus compareçam a todos os atos, sendo dispensados apenas após sua autorização. Sobre a doença do advogado não havia muito a fazer, a não ser torcer pela sua recuperação antes dos próximos atos deste teatro da vida real.
Retratação
Depois de dizer que a vereadora Marielle Franco, assassinada no Rio, “estava engajada com bandidos”, a desembargadora Marília Castro Neves pediu desculpas à memória da parlamentar, em carta enviada para a professora Débora Seabra que chegou a endereçar um texto à desembargadora, após a magistrada questionar como professores com Síndrome de Down poderiam ensinar em sala de aula. Na carta, Marília diz que aprendeu muito com Débora e que tem sofrido muitos ataques.
“Antes tarde do que nunca”
Em relação à vereadora, a magistrada admitiu que reproduziu as informações da Internet sem checar antes a veracidade. “No afã de rebater insinuações, também sem provas, na rede social de um colega aposentado, de que os autores seriam policiais militares ou soldados do Exército, perdi a oportunidade de permanecer calada. Nesses tempos de fake news temos que ser cuidadosos”, completou. A retratação da desembargadora poderia se tornar pública mais cedo, mas como diz o ditado popular “antes tarde do que nunca”.
Mato aparado
Na edição da Folha de ontem, esta coluna trouxe uma nota de alerta sobre o mato alto no trevo de acesso à BR 356 (Campos-São João da Barra) que prejudicava a visibilidade de motoristas. O mato estava grande até a última terça-feira. Ontem, quem passou por lá já pôde perceber a diferença no visual após o trabalho de capina realizado por equipe da limpeza pública de Campos. A expectativa é que o trabalho seja feito com mais frequência, a ponto de não deixar o mato crescer tanto.
Impasse
Após ser aprovada pela mesa diretora da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), a devolução de todos os policiais militares que atuavam no Parlamento para os seus respectivos batalhões teve sua decisão final adiada no plenário. O impasse se deu depois de deputados contrários à medida questionarem se, além dos PMs, os policiais civis, bombeiros e agentes penitenciários que atuam na Alerj seriam devolvidos. A votação deve acontecer na próxima terça-feira, para quando foi remarcada a discussão.
José Renato

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    Suzy Monteiro

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