Polêmica em "janela" para vereadores
Arnaldo Neto 12/03/2018 22:24 - Atualizado em 14/03/2018 16:38
Paulo Feijó
Paulo Feijó
Os deputados federais e estaduais que desejem se candidatar nas Eleições de 2018 podem mudar de partido sem correr risco de perder o mandato. O período, denominado “janela partidária”, teve início na última quinta-feira e se encerra à meia-noite do dia 6 de abril. Ele não beneficia vereadores, porque não haverá eleições este ano na esfera municipal. Porém, na semana passada, uma discussão na Câmara dos Deputados chegou a cogitar a ampliação da janela para os parlamentares municipais. O assunto pode voltar a ser discutido nesta semana, mas, de acordo com o deputado federal Paulo Feijó (PR), não deve prosperar.
— Esse assunto já foi barrado na última semana. Não acredito que volte para ser discutido. E se voltar, não passa — afirmou Feijó.
Na terça-feira da semana passada, o plenário da Câmara começou a analisar a proposta que permite a coleta de assinaturas eletrônicas de eleitores para a apresentação de projetos de lei de iniciativa popular. Atualmente, somente é permitida a coleta de assinaturas manuscritas.
Existe a expectativa, agora, pela volta da proposta da coleta de assinaturas ao plenário. Ela foi retirada da pauta devido à polêmica em torno de emenda apresentada pela deputada Renata Abreu (Pode-SP), que propõe a abertura de nova janela de troca partidária sem punição de perda do mandato para os vereadores. Não há certeza se a emenda voltará a ser discutida pelos parlamentares.

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