Ponto Final — Complô: governo usa o discurso de sempre
rodrigo 03/11/2016 15:15
Ponto-final1 (1)Discurso de sempre Depois da prisão de aliados, a prefeita Rosinha Garotinho (PR) está disposta a convencer a tropa rosácea a sair em defesa da sua gestão. Como seu marido já não convence mais ninguém com discursos de perseguição e muitos absurdos, Rosinha quer tentar provar, o que não conseguiu com seu candidato nas urnas, a eficácia da sua gestão. Aponta um complô para inviabilizar o fim do seu governo e, ainda, que tudo isso é porque ela cuida daqueles que mais precisam. Algo está errado A prefeita vem tentando justificar o aumento do número de inscritos no Cheque Cidadão com o fato de ter equilibrado as contas de seu governo ao ponto de poder aceitar mais famílias. Esquece-se de duas coisas: uma, se tantas famílias, ao final de oito anos de mandato, ainda estão em vulnerabilidade social ao ponto de necessitarem de auxílio do governo, algo correu muito errado. Outra: não foi apenas por uma, duas ou mil pessoas. Foram, de acordo com investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Eleitoral (MPE), mais de 18 mil em três meses, às vésperas da eleição. Um número que, se não fosse de alarmar, pelo menos tem que ser de envergonhar. Não pode esquecer Quem ouve Rosinha falar que equilibrou as contas do seu governo, de forma alguma deve ignorar as três “vendas do futuro” feitas por ela. A última, há cerca de 100 dias do pleito de outubro, foi de R$ 367 milhões com a Caixa Econômica Federal (CEF) a ser pago até 2026, pelos três próximos governos. A primeira ocorreu em novembro de 2014, quando foi de R$ 304.060.246,84 milhões e pagou R$ 54 milhões de juros, entrando no caixa de Prefeitura R$ 250 milhões. O segundo empréstimo foi em dezembro do ano passado, no valor de R$ 308.791.113,78, ficando para Campos R$ 200,8 milhões. Não convence mais Desde as vendas do futuro, o grupo rosáceo vem tentando convencer os campistas que tem feito de tudo para manter a cidade no rumo certo. Agora, o desafio é usar a tática da “livre espontânea pressão”, que não funcionou na eleição, para defender o governo diante das prisões de integrantes do grupo rosáceos investigados no “escandaloso esquema” do Cheque Cidadão. A estratégia começa a rachar o grupo rosáceo. Está difícil Nomes ligados ao líder cobram que os rosáceos compartilhem em suas redes sociais a tática agressiva da defesa, que ataca delegado, promotor e juiz. Porém, nessa altura do campeonato, tem muita gente que nem quer pensar em entrar nessa briga. Para completar, muitos nomes que hoje caminham com o grupo nunca gostaram de algumas figuras que estão na mira. Multa por trote (I) O Governo do Estado do Rio já sancionou a lei que determina multa para quem aplicar trotes telefônicos em serviços de emergência, como polícia e Corpo de Bombeiros. O valor pode variar de R$ 150 a R$ 2.000. A medida foi publicada no Diário Oficial dessa terça-feira. Os órgãos responsáveis pelos serviços de emergência poderão solicitar às operadoras de telefonia os dados cadastrais referentes às linhas telefônicas utilizadas para os trotes. Caso o número seja residencial, os serviços de telefonia poderão ser bloqueados. Multa por trote (II) Além da aplicação de multas, caso haja reincidência do autor do trote, poderá ser realizada uma visita educativa de orientação ao responsável, ou ele mesmo ser obrigado a comparecer a palestras educativas promovidas pelos órgãos do serviço de emergência. A instituição também vai receber os recursos provenientes das multas. Os estados e municípios podem ainda promover ação civil contra o responsável pelo acionamento indevido para receber ressarcimento integral dos recursos despendidos. (Colaboraram Suzy Monteiro e Alexandre Bastos) Publicado na edição da Folha deste sábado (16).

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    Rodrigo Gonçalves

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