PT e ministros defendem saída de Dilma e eleição junto com a dos municípios
rodrigo 17/04/2016 23:51
Mesmo com o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), fazendo o discurso de que a derrota do governo na Casa pela abertura do impeachment é “momentânea” — insinuando uma possível reviravolta no Senado —, líderes do PT e ministros já defendem uma nova eleição junto com a dos municípios. O diretório do PT deve discutir na terça-feira (19) que Dilma Rousseff envie ao Congresso Nacional proposta de redução de seu próprio mandato e de convocação de eleições presidenciais ainda neste ano, junto das eleições municipais do país, o que desconsidera a declaração dada pelo deputado José Guimarães, em entrevista coletiva no noite deste domingo, 17. — Perdemos porque os golpistas foram mais fortes, comandados por Cunha—, em referência ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), responsável por aceitar o pedido em dezembro passado. “A luta está apenas começando. A derrota é momentânea, as ruas estão conosco e temos condições de virar o jogo no Senado. Essa é uma agressão à legalidade democrática”, disse Guimarães. Contrária ao líder do governo na Câmara é a ideia de que a presidente Dilma anuncie que abre mão de dois anos de mandato mesmo que chegue a ser inocentada de crimes de responsabilidade pelo Senado, que julgará se a petista é ou não inocente e se deve ser afastada em definitivo do cargo, consumando o impeachment. No mesmo projeto, Dilma estabeleceria que, assim como ela ficou seis anos na Presidência, o sucessor, escolhido pelo voto direto, teria mandato de seis anos, sem reeleição. Há pequenas variações em torno do tema. Alguns dirigentes do PT, por exemplo, acreditam que Dilma não deve incluir na proposta de eleições a sugestão de novo período para o mandato presidencial nem o fim da reeleição. Outros têm dúvidas sobre a conveniência de a própria presidente figurar oficialmente como autora da proposta ou se o melhor seria ela apenas encaminhar a sugestão do partido, que seria assinada também por outras legendas. A ideia de redução do mandato de Dilma e da convocação de “diretas já”, se aprovada no PT, pode ser levada oficialmente à presidente nos próximos dias. A proposta conta com apoio entusiasmado de parlamentares do partido e até mesmo de ministros. Outras legendas já foram informadas e podem aderir a ela. O discurso será o de que Dilma busca uma solução para a grave crise política que o Brasil atravessa, mas que não será resolvida por um presidente, Michel Temer A proposta também já é discutida na Câmara. O deputado Wadih Damous (PT-RJ) afirma que "as 'diretas já' são única solução para a crise que será agravada se vingar esse golpe contra a presidente". O deputado Alessandro Molon, da Rede, afirma que seguramente o partido "estaria aberto a discutir a conveniência da proposta, pois já vinha defendendo a realização de eleições". Fontes: Folha de São Paulo e Estadão.  

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    Rodrigo Gonçalves

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