O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, afirmou hoje que ainda não foi necessário acionar planos de contingência para garantir o abastecimento de água no estado. Ele negou que haja racionamento na região metropolitana, que enfrenta falta de água. Segundo o governador, existem vários planos de contingência e a questão tem sido discutida inclusive em Brasília, com a Agência Nacional de Águas (ANA) e com o Ministério do Ambiente. Pezão disse que houve reuniões até a com a presidenta Dilma Rousseff. "É um sistema que impacta três estados (...). São planos de contingência que, se precisar, serão feitos, mas até agora não são necessários”, disse o governador, durante o lançamento do Pacto pelas Águas, no Palácio Guanabara, sede do governo. No último dia 16, a Companhia Estadual de Água e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) informou ter reduzido o fornecimento por causa da diminuição da vazão de rios que abastecem a área metropolitana. Para evitar falhas, no futuro, o governador disse que está prevista a construção de uma barragem no Rio Guapiaçu, que vai atender a essa região. O projeto, criticado por produtores rurais e ambientalistas, aguarda licenciamento ambiental e esbarra em um assentamento com pequenos agricultores e produtores rurais, em uma área de reforma agrária às margens do rio. De acordo com o secretário do Ambiente, André Corrêa, a regularização fundiária do assentamento está sendo discutida com o Ministério do Desenvolvimento Agrário. Corrêa também negou que haja racionamento no Rio e atribuiu as falhas no abastecimento na região metropolitana a problemas operacionais. Ele disse que mudanças no sistema de operação estão garantindo o abastecimento no estado, mas reconheceu que a escassez hídrica é grave, a pior dos últimos 85 anos. Segundo Corrêa, o racionamento não está descartado para este verão.



