Frases nem tão soltas XVIII
candida 05/03/2015 11:37
Frases nem tão soltas XVIII A lua quis me contar um segredo. Pedi que não confiasse porque hoje meus segredos bastavam. Qualquer outro derramaria por minhas bordas. * Só o tempo conhece o tempo que é preciso. * Sabe para que servem os botões de flores? Para acreditar novamente. * Deixe-me só porque preciso brigar com meus pensamentos. Necessito ordená-los de forma que parem de bagunçar com minha vida. * Não sou boa em sentir dor. Não a dor física, mas a da mente e da alma, aquela que desnorteia e deixa sem chão. Ela assusta porque chega rasgando e me abrindo ao meio. Fico com as entranhas expostas e qualquer toque pode parecer com o devorar de um abutre. * Alguns têm a capacidade de buscar no vocabulário da vida as palavras que mais doem. * Se tenho o cuidado de espalhar flores na estrada por onde caminho é para que a cada tropeço em pedras e em cada buraco onde houver queda, possa me levantar e ainda assim olhar em volta com motivos para ter um sorriso no jeito de enxergar. * Costumo meter os pés pelas mãos quando a emoção chega. Quando algo mexe com o meu sentir eu deveria correr para bem longe, algum lugar que não me desse tempo de reagir. Só assim poderia me proteger de mim. * Fico perdida com o tanto que penso. O pensamento não é meu amigo, porque ele fala em excesso me deixando tonta. Se fosse, ele viria com calma, assunto por assunto para que eu tivesse como digerir cada um deles. * A vida exige, a gente entrega, ela exige, ela pega. Entre uma vírgula e outra a gente prega uma peça: ri da vida e ri com ela. * Artistas enxergam com olhos de alma. * Nunca se dê a alguém por menos do que por amor. * Quando se vê a chuva inundar a casa e levar o pouco que tem uma, duas, três vezes, não há escolha. Refazer vidas é o que sobra. * Há dias que a vida aperta. O jeito é respirar fundo e deixar que acabe. * Após alguns vendavais procurava agir como se não fosse com ela. Sentada numa confortável poltrona desenhada na mente, plantava um sorriso nos lábios e assistia a tudo como a um filme triste e irritante.                 04/03/2015

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    Sobre o autor

    Candida Albernaz

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    Candida Albernaz escreve contos desde 2005, e com a necessidade de publicá-los nasceu o blog "Em cada canto um conto". Em 2012, iniciou com as "Frases nem tão soltas", que possuem um conceito mais pessoal. "Percebo ser infinita enquanto me tornando uma, duas ou muitas me transformo em cada personagem criado. Escrever me liberta".

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