Ficou mal na foto
julia 08/01/2015 16:57
Quando a imagem negativa do político atinge níveis estratosféricos, acima da alta média nacional de desgaste, sua assessoria mergulha no mundo complicado do marketing, atrás de cases e conselhos sobre formas de reverter o quadro junto à opinião pública, um desafio cada vez maior por conta principalmente da repercussão dos fatos nas redes sociais. Não é fácil e erros acontecem. Admiti-los, dar meia volta e interromper ou modificar a ação infeliz é o que se espera em episódios assim. Uma ação se sobrepõe a outra e tudo se conserta mais rápido do que se imagina. Mas assistir ao estrago e insistir em mantê-lo não é só uma teimosia burra. É uma covardia com o político que, tonto para conseguir acertar, remunera sua assessoria (por sinal, com o meu, o seu, o nosso dinheiro) a fim de agregar credibilidade ao seu trabalho. Ontem, durante todo o dia, elogios e chacotas (estas com muito mais repercussão, evidentemente) inundaram a timeline de todos nós, pobres ricos sanjoanenses, nos comentários acerca das fotos do prefeito Neco cuidando pessoalmente de tapar buracos em uma rua de Atafona. Bastaria para que tudo fosse esquecido. Mas hoje a coisa ainda rende. Um claro equívoco que pode parecer mais uma brincadeira despretensiosa para quem está dentro da situação, mas que para os de fora pegou muito mal. O poder cega e cria essas armadilhas. Algumas propositais, claro, porque tem assessor que pensa pequeno: acha que dizer a verdade vai admitir sua própria incompetência. Neste cenário de cegueira, seja ela consciente ou não, fica mais fácil enganar o assessorado e a si mesmo, colocando a culpa da reação negativa na oposição. Ora bolas, então a oposição é todo cidadão que não tem uma “beirada” do erário na sua conta corrente. Porque para o restante foi uma cena hilária, infantil e até cínica. Decerto nem foi. Mas Neco provavelmente não sabe que ficou tão feio assim. Quem teve a brilhante ideia, e nem interessa quem seja, finge não saber.

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