Frases nem tão soltas XVII
candida 18/12/2014 14:30
conto 47Frases nem tão soltas XVII Cândida Albernaz Colori meu corpo de verde porque me disseram que era a cor da esperança. Preciso saber qual a cor do acreditar. * Escrevendo vivo vidas que não são minhas. Vidas que não teria coragem. * Cheia de luz ela sorriu na escuridão. Tinha certeza de que assim iluminaria o mundo. * Não gosto quando o choro entope o nariz, incha a cara e desfaz a maquiagem interna transformando o sentimento em um enorme borrão escuro. * Gota a gota bebo esperança. E quando menos espero estou transbordando dela a tal ponto que me vejo repleta do que foi esperança, agora realidade. Então volto gota a gota a me permitir novas e novas. * Abri u a caixa onde pensou que ele estava guardado e a descobriu vazia. O sorriso de liberdade esboçado misturou-se a sensação de jamais. * Com olhos arregalados tento enxergar o que não quero ver. Se não quero ver, para que enxergar? Porque é necessário. É? * Não me queira o apagar de luzes porque ainda assim pisarei colorido. * Um dia carregou para sempre o momento em que a saliva misturou-se ao sal das lágrimas que escorriam. * Tentava contar carneirinhos, mas estes corriam de um lado para o outro fazendo com que ficasse tonta. Desistiu e virando-se dormiu. * Não é da altura do salto que usa a queda que poderá te assustar. * Por que no meio de uma noite deixo de ser borboleta e viro lagarta outra vez? * Não conseguia ver sua sombra refletida na parede. Desesperou-se e voltou atrás para procurá-la. Encontrou-a agachada sob uma mesa. Não queria fazer parte do quão pequena se sentia naquele momento. * Se encontrarmos motivo para sorrir, pode ser por um nadica de nada, o brilho do sorriso é tão contagiante que nos carrega para um dia inteiro de paz. * E quando ficar bem velhinha que eu me encontre assim: murchinha, assanhada e sempre querendo mais da vida. * Pensou poder carregá-lo na alma. Estúpida ela era. Não imaginou que não aguentaria o peso de um corpo sem coração. 17/12/2014    

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    Sobre o autor

    Candida Albernaz

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    Candida Albernaz escreve contos desde 2005, e com a necessidade de publicá-los nasceu o blog "Em cada canto um conto". Em 2012, iniciou com as "Frases nem tão soltas", que possuem um conceito mais pessoal. "Percebo ser infinita enquanto me tornando uma, duas ou muitas me transformo em cada personagem criado. Escrever me liberta".

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