3 a 1 para Pezão
Esta coluna já alertava, ontem, sobre as disparidades apresentadas em duas pesquisas ao Governo do Estado: Gerp, que deu dez pontos de vantagem a Marcelo Crivella (PRB), e GPP, que deu nove a favor de Luiz Fernando Pezão (PMDB). Com tamanha diferença, a certeza que uma estava mentindo grosseiramente se confirmou com os números divulgados pelo Datafolha e Ibope. Os dois institutos apontam a vantagem de Pezão, um, em 12 pontos, e outro, em oito. Ao que tudo indica o Gerp estaria errado.
Ver pra crer?
Mas para Crivella é o Datafolha que está errado. O senador pôs em xeque a credibilidade e os resultados do instituto, antes mesmo que os números do Ibope também fossem divulgados com a ampla vantagem para Pezão. Crivella tentou impedir a divulgação destas pesquisas, que não o incluíam na disputa do segundo turno. Ontem, ele fez questão de ressaltar isso e disparou: “Preocupação seria o Datafolha colocar a gente na frente. Aí seria o problema, porque eles sempre erram”.
Bispo rejeitado
Mais do que a grande vantagem de 12 pontos de Pezão apontada pelo Datafolha, talvez o que tenha incomodado o candidato do PRB foi a divulgação da rejeição. Pela primeira vez, ao considerar também as pesquisas do primeiro turno, a rejeição a Crivella é superior a Pezão. O senador registrou 43%, enquanto o governador está com 36%.Justamente o bispo que era o menos rejeitado entre os principais candidatos no primeiro turno.
Edir Macedo, Garotinho e Lindberg
Não há como negar que a ligação direta com a Universal e a propagação de seu parentesco — sobrinho — com o dono da igreja, Edir Macedo, interferiram diretamente nessa mudança de cenário. Isso sem contar do reforço dado pelos aliados Anthony Garotinho (PR) e Lindberg Farias (PT), os dois mais rejeitados no primeiro turno.
Pressão em debate I
A eleição presidencial deste ano, sem dúvida, é uma das mais agressivas e tensas. Quem não se lembra, ainda no primeiro turno, do choro da candidata Marina Silva após ataques de adversários petistas, inclusive de Lula? Certamente lembrará também da declaração da presidente e candidata Dilma Rousseff (PT): “Se a pessoa não quer ser pressionada, não quer ser criticada, não quer que falem dela, não dá para ser presidente da República”. Mas, ontem, a mesma pressão que fez Marina chorar, fez a própria Dilma fraquejar ao passar mal.
Pressão em debate II
Minutos depois de participar de um debate tenso com o adversário Aécio Neves (PSDB), na noite de ontem, no SBT, Dilma Rousseff (PT) se sentiu mal no meio de uma entrevista, ao vivo, e precisou se sentar. A entrevista foi interrompida, e a imagem foi cortada para outro ponto do estúdio. Em seguida, a petista se recuperou e, segundo o jornal Folha de S.Paulo, agradeceu aos eleitores. Ela disse que teve uma queda de pressão, ressaltando que o debate sempre exige muito dela. E olha que ainda faltam dez dias de pressão alta.
Chumbo grosso
Com voto do ministro Dias Toffoli, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deferiu, na noite de ontem, liminar pleiteada pela Coligação Muda Brasil para suspender propaganda eleitoral veiculada pela candidata Dilma Rousseff que acusa o candidato Aécio Neves de perseguir jornalistas. O TSE entendeu que a propaganda é abusiva e determinou sua imediata suspensão.
Preço da terra
Para se ter uma ideia do valor do metro quadrado em Campos, quando cobiçado pelo mercado imobiliário, um médico dono em um alqueire, rejeitou uma proposta de R$ 3 milhões para vendar a área, onde se pretendia montar um condomínio. Pelas contas do médico o terreno vale bem mais do que isso.
Publicado hoje na Folha.
3 a 1 para Pezão
Esta coluna já alertava, ontem, sobre as disparidades apresentadas em duas pesquisas ao Governo do Estado: Gerp, que deu dez pontos de vantagem a Marcelo Crivella (PRB), e GPP, que deu nove a favor de Luiz Fernando Pezão (PMDB). Com tamanha diferença, a certeza que uma estava mentindo grosseiramente se confirmou com os números divulgados pelo Datafolha e Ibope. Os dois institutos apontam a vantagem de Pezão, um, em 12 pontos, e outro, em oito. Ao que tudo indica o Gerp estaria errado.
Ver pra crer?
Mas para Crivella é o Datafolha que está errado. O senador pôs em xeque a credibilidade e os resultados do instituto, antes mesmo que os números do Ibope também fossem divulgados com a ampla vantagem para Pezão. Crivella tentou impedir a divulgação destas pesquisas, que não o incluíam na disputa do segundo turno. Ontem, ele fez questão de ressaltar isso e disparou: “Preocupação seria o Datafolha colocar a gente na frente. Aí seria o problema, porque eles sempre erram”.
Bispo rejeitado
Mais do que a grande vantagem de 12 pontos de Pezão apontada pelo Datafolha, talvez o que tenha incomodado o candidato do PRB foi a divulgação da rejeição. Pela primeira vez, ao considerar também as pesquisas do primeiro turno, a rejeição a Crivella é superior a Pezão. O senador registrou 43%, enquanto o governador está com 36%.Justamente o bispo que era o menos rejeitado entre os principais candidatos no primeiro turno.
Edir Macedo, Garotinho e Lindberg
Não há como negar que a ligação direta com a Universal e a propagação de seu parentesco — sobrinho — com o dono da igreja, Edir Macedo, interferiram diretamente nessa mudança de cenário. Isso sem contar do reforço dado pelos aliados Anthony Garotinho (PR) e Lindberg Farias (PT), os dois mais rejeitados no primeiro turno.
Pressão em debate I
A eleição presidencial deste ano, sem dúvida, é uma das mais agressivas e tensas. Quem não se lembra, ainda no primeiro turno, do choro da candidata Marina Silva após ataques de adversários petistas, inclusive de Lula? Certamente lembrará também da declaração da presidente e candidata Dilma Rousseff (PT): “Se a pessoa não quer ser pressionada, não quer ser criticada, não quer que falem dela, não dá para ser presidente da República”. Mas, ontem, a mesma pressão que fez Marina chorar, fez a própria Dilma fraquejar ao passar mal.
Pressão em debate II
Minutos depois de participar de um debate tenso com o adversário Aécio Neves (PSDB), na noite de ontem, no SBT, Dilma Rousseff (PT) se sentiu mal no meio de uma entrevista, ao vivo, e precisou se sentar. A entrevista foi interrompida, e a imagem foi cortada para outro ponto do estúdio. Em seguida, a petista se recuperou e, segundo o jornal Folha de S.Paulo, agradeceu aos eleitores. Ela disse que teve uma queda de pressão, ressaltando que o debate sempre exige muito dela. E olha que ainda faltam dez dias de pressão alta.
Chumbo grosso
Com voto do ministro Dias Toffoli, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deferiu, na noite de ontem, liminar pleiteada pela Coligação Muda Brasil para suspender propaganda eleitoral veiculada pela candidata Dilma Rousseff que acusa o candidato Aécio Neves de perseguir jornalistas. O TSE entendeu que a propaganda é abusiva e determinou sua imediata suspensão.
Preço da terra
Para se ter uma ideia do valor do metro quadrado em Campos, quando cobiçado pelo mercado imobiliário, um médico dono em um alqueire, rejeitou uma proposta de R$ 3 milhões para vendar a área, onde se pretendia montar um condomínio. Pelas contas do médico o terreno vale bem mais do que isso.
Publicado hoje na Folha.



