Frases nem tão soltas IX
Frases nem tão soltas IX
Um piscar de olhos e sentia-se bem novamente. Queria colocar para fora o que ardia. Às vezes era assim, pequena-pequena como um grão de areia fina, em outras se reconhecia gigante não cabendo no curto espaço que era o mundo.
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Há gestos que parecem pequenos abraços.
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Pode ser um pouco, quase nada, pode ser apenas a delicadeza de um sorriso. Pode ser que se ganhe o dia quando vemos no outro, em qualquer outro, carinho no olhar.
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E nem pense em me encontrar onde não quero que me ache. Estarei tão dentro de mim que me tornarei invisível.
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Algumas vezes coloco a máscara do sou forte para esconder a insegurança escancarada no rosto e na alma.
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Como um balanço de rede os pensamentos vêm e vão. Fogem e procuram. Não se acham.
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Com os olhos falo o que penso, o que quero, o que não deveria. Com os olhos enxergo o mundo com as cores da minha cartela.
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Refresco a língua, a boca, a alma. Quero o doce da vida e se em algum momento ela amargar, eu a reinvento.
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Porque o que carrego dentro de mim é só meu.
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Muitas vezes o problema não é como o outro fala, mas a forma como você escuta o que ele diz.
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Quero colocar os pés na grama e deixar que o cheiro de mato se misture ao meu. E quando estender a manta embaixo de uma árvore trarei um pouco da infância sentindo o vento da tarde no corpo. Vou querer banana cozida, broa de milho, pão de sal quentinho com muita manteiga e minha mãe servindo a todos com conselhos na ponta da língua e compreensão para entender e confortar o que parecia não ter solução.
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Preciso me buscar para que estando sozinha não me sinta só.
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E com as tintas da imaginação, porque esta não tem limite, Deus coloriu o mundo.
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Não sei chegar de mansinho com meus sentimentos. Se forem bons ou ruins, eles caem no colo do outro como uma bigorna.
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Venha assim, através de mim me mostrar caminhos que não vivi.
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Sem o sonho somos apenas a metade do que poderíamos ser.
18/03/2014