Chiadeira desnecessária
julia 07/01/2014 16:30
Mexer uma peça que seja em uma instituição que reúne grande número de profissionais de uma das categorias mais corporativistas deste país – com suas exceções que só confirmam a regra, obviamente – não deve ser tarefa fácil. Por isso, provavelmente, tanto barulho de meia dúzia em torno das mudanças ocorridas recentemente na Faculdade de Medicina de Campos. A dispensa de uma dúzia de professores, dentro de um universo de duas centenas, deveria ser um ajuste normal. E é. Principalmente por ser mais uma dentre tantas outras medidas para renovar, enxugar, melhorar a estrutura de uma das mais tradicionais escolas de Medicina do país. Pena que a tradição, neste caso, tenha como efeito colateral um protecionismo retrógrado, desnecessário e repleto de dolo para tentar confundir os mais desavisados. Sorte que a comunidade acadêmica e a sociedade campista, dona deste patrimônio mantido pela quase secular Fundação Benedito Pereira Nunes, concorda, em sua grande maioria, que não dá para confundir manutenção de qualidade com o conservadorismo sem sentido que alguns insistem em defender. A velha máxima “ninguém é insubstituível” cabe como luva neste caso.

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