Frases nem tão soltas VIII
Frases nem tão soltas VIII
Cândida Albernaz
Há silêncios que gritam tão alto que nos ensurdecem.
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São as horas. Elas me consomem, correm atrás de mim enquanto tento buscá-las.
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Coloca-me em seu colo, hoje o peito pesa com dores de vida real. Com dores de vida material. Com dores de sufocar.
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Porque menos que tudo é quase nada.
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Enquanto mulher, menina para sempre.
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Quer vir comigo? Alguns sonhos se perderam no caminho e resolvi voltar para buscar.
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Através da cortina o vento sopra sussurros. É a noite que chega com seus segredos.
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Não importa se chove lá fora. Eu quero é viver colorido!
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Sou muitas em uma só, para que me dividindo possa permanecer inteira.
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Quero poder pensar alegrias e distribuir “coloridices” pela boca.
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Resolvi acreditar em mim. Sou forte. Não tenho escolha, só posso ser forte.
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Vivo buscando não sei o que de não sei onde e não canso nunca.
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Quero portas onde eu possa passar. Portas fechadas me assustam. E afastam.
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Sempre gostei de acordar quietinha e ir me acostumando com a vida aos poucos.
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Se todos os sonhos fossem possíveis eu guardaria alguns para serem realizados aos poucos e outros para que permanecessem sonhos. Estes seriam guardados em meios sorrisos como segredos.
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Atrás de um livro o real se torna imaginário ou o imaginário se torna real?
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Medo de tentar é andar para trás.
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O para sempre é igual ao nunca mais. Os dois são tão longos que nos fazem desistir.
5/11/2013