Frases nem tão soltas IV
Frases nem tão soltas IV
Cândida Albernaz
Tenho urgência em ser feliz. E é então que me perco.
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Com olhos abertos tento ver o que me rodeia sem medo de quedas, já que agora possuo as asas que sempre desenhei na alma.
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Quando conhecemos bem o outro, aprendemos a escutar seu silêncio.
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Costumamos agir como se fôssemos eternos e não percebemos que o amanhã pode ser nunca mais.
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Não se deve ter tanto medo. Nada é pior do que escolher a solidão por medo.
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Escrevo, escrevo, escrevo. Penso muito mais do que escrevo. Escrever cansa. Pensar me deixa exausta.
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Não sou boa, não sou má. Sou.
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Devíamos ser seduzidos todos os dias. Sempre um pouquinho que é para não gastar tudo de uma só vez.
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Nunca pense que eu sou forte, qualquer sopro de criança me joga longe.
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O melhor e o pior da vida: ela passa.
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Estamos sempre entre a fome de viver e o medo da vida.
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Minha mãe costumava dizer que o que penso aparece descrito na minha testa. Talvez por isso seja tão franca. Não tenho escolha.
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Algumas pessoas pensam que vivem, mas apenas sobrevivem. Viver é enfrentar.
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Em minha casa tem que ter cor e alegria. Porque eu preciso. Ah! E tem que ter paz. Muita paz. Para que eu consiga respirar.
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Não consigo entender pessoas que não enxergam minha ansiedade e agem como se o tempo não passasse.
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Quero não temer a solidão. Consegui isso um dia, mas se perdeu nos medos que a vida me provocou.
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Porque só é necessário sentir ao redor do corpo, braços que abraçam com força.
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Menos que tudo é muito pouco.
21/05/2013