Prioridades e prioridades
Aquela velha historinha que tira dinheiro público de uma coisa para colocar em outra menos importante é, na maior parte das vezes, balela. Ora, o poder público tem várias coisas para cuidar, e não há uma só prioridade. Então não patrocina um evento porque tem que ter um pronto socorro melhor, não faz uma urbanização de praça porque ainda estamos longe de ter em São João da Barra, com tão farto orçamento, uma educação pública de qualidade, não faz a porque tem b para fazer e mais todo aquele bla bla bla dos reclamões? Não é bem assim.
Dá para fazer tudo e muito mais, mas o problema é equilibrar e hierarquizar as situações. Eu, particularmente, acho um show ou outro bancado com dinheiro público interessante para atrair visitantes, mas acho um exagero sempre a programação de verão, já há tempos e, mais recentemente, a do circuito junino. Aí sim, a gente pode dizer que na saúde dava para empregar muito e muito mais dinheiro.
O problema não são os investimentos. Tem dinheiro para isso. Os problemas são outros: primeiro, o custeio exagerado, ou seja, a máquina pública gigante, cara, e nem sempre eficiente; segundo, definir não prioridades, mas o que é urgente e o que é importante, o que pode esperar, o que pode segurar, o que pode investir com mais entusiasmo, o que deve segurar no freio. Sinônimo: planejamento.
Não estou dizendo para tirar dinheiro de nada, a não ser de irregularidades, obviamente, se existirem. Quer dizer, estou pedindo para usarem melhor e com honestidade o dinheiro dos meus impostos. Mas, sobretudo, o objetivo aqui é sugerir bom senso e equilíbrio nos gastos públicos e investimentos.
Mas além do que a gente já sabe da saúde, da educação, dos preços surreais dos contratos e tudo o mais, são dois os meus principais sonhos que este governo consiga concretizar em São João da Barra: calçadas planas e alinhadas, proporcionando acessibilidade de verdade, e internet wi-fi em todo o município.
Será que o dinheiro não dá?