Equipe itinerante vai alertar outras localidades sobre doenças animais
rodrigo 12/12/2012 17:34
Depois de Morro do Coco, as secretarias de Saúde e Agricultura, Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e Defesa Sanitária, vão desenvolver ações de prevenção em outras localidades da zona rural de Campos para evitar doenças animais, que também acometem os humanos. A decisão foi tomada depois que foram registrados casos de varíola bovina na divisa da região Norte do município, inclusive em seres humanos.  A secretaria de Saúde registrou 10 casos da doença, de agosto a dezembro deste ano. Na noite da última terça-feira, a secretaria de Saúde, através da Superintendência de Saúde Coletiva, em parceria com outros órgãos, realizou o I Colóquio de Doenças Zoonóticas, reunindo produtores rurais de Campos na Escola Municipal Lulo Ferreira de Araújo, em Morro do Coco. Na ocasião, ficou definido que o evento será itinerante e acontecerá em outras regiões, como Serrinha, Rio Preto e Baixada Campista. De acordo com o secretário de Agricultura, Eduardo Alves, que participou do Folha no Ar desta quarta-feira, uma agenda de trabalho já está sendo preparada para que as ações comecem a ser desenvolvidas a partir de janeiro. —Vamos começar por outras localidades daquela região, como Espírito Santinho e Santa Maria. Mas, a ideia é levar este trabalho preventivo a toda área rural do município. Não há surto de varíola bovina, são casos isolados. O encontro com os produtores é para que possamos realizar um trabalho preventivo, de conscientização e de identificação de casos para tratamento higienizado com iodo glicerinado para não repassar para outros animais. Os sintomas da varíola bovina, em muitos casos, passam despercebidos. Mas aproveitamos também para alertar sobre outras doenças como a aftosa, manqueira, raiva e brucelose, cujas vacinas devem respeitar um calendário, além do Mormo, que é uma doença que acomete equinos e também o homem — destacou Alves. Já o superintendente de Saúde Coletiva, Charbell Kury, explicou que do ponto de vista da Vigilância Epidmiológica, a preocupação é com a subnotificação, já que as lesões provocadas pelo poxvírus, que transmite a varíola bovina para humanos, se assemelha a outras doenças de pele.  “O objetivo é transformar o trabalhador rural em uma sentinela em saúde, capaz de identificar zoonoses, como a varíola bovina, e ser um multiplicador das informações quanto às formas de prevenção, de contágio de animal para animal e de animal para seres humanos, além das medidas de controle, para que não ocorram surtos”, afirmou.

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    Rodrigo Gonçalves

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