Câmara, rodeio e cavalgada
julia 17/09/2011 13:48
Voltando das férias e me inteirando das notícias. Em São João da Barra, pelo visto, o maior babado do momento no sempre chatinho cenário político é mesmo o aumento das cadeiras na Câmara de Vereadores. Conversei com um dos mais fortes candidatos governistas e um vereador do G-5 e vi que a bronca de quem quer entrar com quem já está é grande. A bancada da situação quer deixar tudo como está e a turma não se conforma com isso. Mas o assunto vai ficar para uma próxima postagem. Por ora, faço questão de deixar claro o repúdio do blog com mais um rodeio que vem por aí, desta vez na tão reivindicada exposição agropecuária, que finalmente sai agora, a um ano das eleições. Se o povo gosta de festa fazer o quê? Mas precisa incluir este horrendo espetáculo de tortura nos animais? Há muitas cidades proibindo rodeios, no Brasil e no mundo. É uma onda que começa como foi a dos circos sem animais, hoje uma prática de exploração totalmente superada. Há leis em várias cidades em relação aos circos. Para nós vale uma lei estadual. Bom seria se algum dos nossos políticos tivesse peito de levantar a voz contra esse absurdo dos rodeios. E pegando carona no tema, faço questão de transcrever aqui a opinião do economista Alcimar Chagas, sobre outro espetáculo que considero lamentável, as tais cavalhadas ou cavalgadas, sei lá. "Cavalhada" o que representa? Enfim! Uma substancial mobilização de pessoas. Um espetáculo que mobiliza, aglomera uma grande população que sai às ruas e aplaude um festivo momento no município de São João da Barra. Observo tratar-se de algo que não sei bem como conceituar. Só sei que costumam chamar de “cavalhada” a ou algo assim. Na verdade trata-se de um grande movimento envolvendo cavalos, carroças, pessoas e um monte de “bosta” fresca sujando as ruas. Tudo apoiado por políticos e pelo governo local. Carroças que aglomeram oito ou nove pessoas, ou mais ou menos meia tonelada, puxada por um único cavalo. Os cavaleiros, movidos a álcool, conduzem seus cavalos através de práticas de maus tratos, claramente visíveis. Fica muito evidente o padrão de ignorância de grupos participantes, o que contrasta com o momento propagandeado do presente desenvolvimento, em função dos altos investimentos por conta do complexo portuário do Açu. Será que estou exagerando? Não sei, só entendo que dizem que vivemos na era do conhecimento e da informação e que esse paradigma moderno não combina com esse quadro de horror. Será que não consigo entender práticas cotidianas? Estou preocupado. Aliás, tenho pensado que sou um verdadeiro idiota. Não entendo o senso comum e tenho feito coisas que a maior parte da população não entende. Será que preciso procurar um analista? Assino embaixo, Alcimar. E então também sou uma idiota e precisamos os dois de analista.

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