Como será agora?
O advogado e Procurador da Câmara Municipal de São João da Barra, João Paulo Granja, participou do Folha no Ar de hoje. Com ele, tentamos entender a instável e conturbada política de Campos, marcada desde 2004 por decisões judiciais e afastamentos de prefeitos. Para o advogado, se mantida pelo TRE a decisão da juíza da 100ª ZE de Campos, Gracia Cristina Moreira do Rosário, pela cassação da prefeita Rosinha Garotinho e seu vice Chicão, é pouco provável que o TSE julgue o recurso até o fim deste mandato, impedindo assim o possível retorno da prefeita, que já havia sido afastada em maio do ano passado pelo TRE sob a mesma alegação de agora: “abuso de poder econômico e uso indevido de meio de comunicação”.
A avaliação foi feita por Granja, levando em consideração que o próximo ano é eleitoral e que no último afastamento da prefeita demoraram sete meses até que a ação fosse avaliada pelo TSE. Mas, o advogado fez questão de deixar claro que isso é uma possibilidade, já que ainda não conhecemos a decisão do TRE. Os mais de 30 advogados que trabalham na defesa da prefeita já entraram com um mandado de segurança no TRE, mas ainda não há sentença. Eles também já teriam acionado o TSE.
Com Rosinha afastada e seu vice também, o presidente da Câmara de Campos, Nelson Nahin terá que assumir mais uma vez a Prefeitura de Campos, caso contrário caberá ao seu vice no Legislativo, Rogério Matoso. E a prefeita Rosinha, seus familiares e os manifestantes que estão acampados na sede prefeitura? O que caberá a eles?