Emilson Amaral: "Não me considero polêmico"
julia 22/06/2011 20:25
Muitos são os personagens que protagonizam o cenário tenso – e intenso – do debate político em São João da Barra. Mas se a polêmica crônica que move esse mundo de paixões e desavenças tiver que ganhar nome e sobrenome, aí a figura é uma só: Emilson Amaral. Para concordar ou discordar, amar ou odiar, porque referências não têm que ser necessariamente unanimidade. Ele tem 28 anos de rádio, mas começou a acompanhar a política muito antes, há quase 40 anos. Foi vendedor de papa de milho e pamonha, tirou areia do Paraíba, trabalhou como auxiliar de padeiro e passou também pelas fábricas de tecido e de bebidas. Ganhou destaque com locução de eventos e no rádio passou pela Difusora, Continental e Cultura. Há mais de 20 anos é proprietário de uma empresa de sonorização e hoje apresenta o Bom Dia Cidade nas manhãs de segunda a sexta-feira na Barra FM, emissora comunitária de São João da Barra. Não é exagero dizer que na cidade Emilson está para o rádio como o rádio está para a política. Algumas das razões para o fenômeno são contadas nesta longa e reveladora entrevista ao blog. Você discorda da fama de polêmico ou gosta dela? Eu não gosto. Eu não me considero polêmico. As pessoas consideram assim, mas não faço nada que justifique a fama. Eu simplesmente procuro emitir opiniões sem medo e ser o mais sincero possível na minha visão. Mas existe a fama. Toda vez que você diz não para alguém e sim para outra pessoa acaba sendo considerado polêmico porque está discordando. Discordância gera polêmica. Se eu quisesse ficar água com açúcar bastava ficar em cima do muro e aí tudo bem. Por que o rádio é tão forte em São João da Barra? O rádio não é forte só em São João da Barra. É forte em qualquer lugar do mundo por causa da facilidade de estar sintonizado, desde o cortador de cana até o executivo da empresa, com o seu celular. Na tv você tem que estar com a atenção voltada só para ela. O rádio não. Você fica sempre alerta no que ouve e ao mesmo tempo no que acontece no entorno. Mas é inegável que os acontecimentos políticos ganham muita repercussão no rádio em São João da Barra, rendem muito no rádio, mais do que em outros lugares. Em que isso é bom e em que isso é ruim? Eu creio que foi algo semeado por mim aqui, no meu estilo de fazer rádio. Você se considera um precursor? No estilo sim. E por isso tenho medo de deixar o rádio, porque não estou vendo ninguém que siga aquilo que procurei fazer ao longo da minha vida. Eu não olho cara, condição financeira, nada que não seja a verdade. E coloco no rádio diariamente. Se erro volto atrás e tento me corrigir. Um exemplo muito claro foi a eleição que Carla ganhou do Ari Pessanha (em 2004). Eu briguei com Ari, ficando do lado do Adilson Almeida. Se houvesse a conotação financeira que às vezes tentam imputar, eu ficaria com Ari. Depois fiquei junto com a dupla (Ari foi candidato a prefeito e Adilson a vice). Mas e o lado bom e o lado ruim do debate político no rádio? O lado bom é forçar uma transparência. Forçar uma prestação de serviço como talvez não há em nenhum outro lugar no que se refere ao poder público. É lâmpada quebrada, fossa precisando de limpeza, médico que falta. A gente denuncia, manda alguém da rádio ir checar para poder aproximar o máximo da realidade. Esse é o lado bom. O lado ruim é a política se enveredar pelos caminhos que se enveredou a política de São João da Barra no momento. O radicalismo, as acusações fortes sem provas. Eu entendo que se tenho uma prova contra algum político devo procurar o Ministério Público. Ao acusador cabe o ônus da prova. Se eu digo que é corrupto, eu tenho que provar. Se não provo vira politicalha para prejudicar o município. Você é governista? Sou. Como fui no governo de Betinho (Dauaire), como fui no de Ranulfo Vidigal em um período. Acompanhei a cassação, que aconteceu de forma arbitrária (Ranulfo foi afastado pela Câmara em 1996, a poucos meses do fim do mandato). Se não fossem interesses outros ele não teria sido cassado. Os vereadores estavam comendo quentinha na sala da presidência. Eu fui testemunha ocular. É difícil separar o joio do trigo. Você ter um negócio que trabalha com o poder público e politicamente ficar contrário. Por isso você é sempre governo? Para prestar serviços ao poder público? Eu nunca fui para o lado de político nenhum estando condicionado que minha empresa teria espaço. Em todas as vezes a empresa foi chamada para trabalhar e então vinha a convivência. Quando você está trabalhando com o governo é convidado a participar de reuniões, inaugurações, a levar sua família a um evento social com a presença de correligionários. Se você tem uma posição antagônica se sente deslocado. Quando Betinho ganhou, eu estive no palanque adversário. Fiquei com Ditinho (Campista, candidato de Ranulfo em 1996). Eu era o apresentador dos comícios. Quando Betinho ganhou fiquei sem espaço nos cinco primeiros meses. Um dia ele prometeu que eu iria trabalhar a partir de junho e isso aconteceu. Ele perguntou para mim uma coisa e gostou da resposta. Não vou dizer, mas não foi nada comprometedor. Ele disse que na próxima eleição eu iria votar nele. Na época não havia necessidade da licitação para cada serviço. Era mais carta-convite. E daqui do município minha empresa tinha as melhores condições. Hoje a licitação é publicada. Muitas vezes concorrem 12, 13 empresas. Hoje é como o concursado que se sente trabalhando pelo mérito dele. Em relação ao governo atual eu fiquei com Ari na primeira eleição que ele perdeu para Carla. E eu fiquei dois anos e três meses sem trabalhar para o poder público, fazendo uma oposição que eu reputo inteligente. Criticava batendo nas mesmas coisas que eu bato hoje. Só que hoje eu tenho acesso. Faço a crítica e tenho o telefone do secretário de Saúde para ligar. Quando fiquei dois anos e três meses não tinha como buscar uma solução. No terceiro ano do governo Carla, o Paulo Noel (radialista e empresário de sonorização) me disse que tinha autorização da prefeita para trabalharmos juntos no carnaval, dividindo o som de palco e o da avenida. Foi muito difícil acertar os ponteiros com tantas animosidades. Quem trabalha próximo passa por isso. Tem empresa que o dono nem aparece. E você inclusive fazia a locução dos eventos. Sim. Eu e o Luiz Melo, meu compadre e amigo de profissão, somos aposentados hoje do palanque, mas foram muitas festas, muitos anos de locução. Mas então depois do carnaval, estando distante de Betinho desde outubro, eu recebi o convite para ficar do lado da prefeita. Eu e Renato (Machado, radialista), para dar apoio ao governo através das ações que a Prefeitura desenvolvia, com a rádio recém-criada. Isso daria mais resolutividade para os problemas da comunidade. E a rádio sempre recebeu uma cota de apoio cultural da Prefeitura muito menor do que veicula de publicidade. De quanto é a cota? De R$ 5 mil por mês. Pagando os impostos, são R$ 4,4 mil aproximadamente. Nunca teve reajuste. Você virou governista pelo interesse da empresa e da resolutividade das ações comunitárias da rádio e não por concordar com a gestão? A empresa começou primeiro, não foi ao contrário. Isso seria ruim, se eu me aproximasse para ter a empresa trabalhando. Não foi o que aconteceu. Virei governista porque fui conhecendo mais de perto o trabalho que era desenvolvido. Longe você não tem noção do que se passa. Quando se aproxima um pouco mais, mesmo que a aproximação seja limitada, você conhece mais o trabalho. Eu não tenho tanta proximidade. Os contatos são mais via telefone. Falam em grampo, mas eu nunca tive medo de ser grampeado porque minha vida é muito clara. Mas comecei a perceber o quanto Carla estava trabalhando para um bom governo, fui vendo a dificuldade. Isso me fez vestir a camisa, pelo bem da minha cidade. Somos sanjoanenses. Não podemos querer que o governo dê errado porque isso vai ser bom para esta ou aquela facção política. Eu quero uma São João da Barra forte para meus filhos, minha neta e todas as famílias. Carla é apenas uma professora que aprendeu a ser a administradora do município que vive esse momento importante. Ela é uma pessoa forte que passei a admirar, que vi encarando as adversidades. Quando eu digo que as pessoas, quando fizerem acusações, devem ter provas e ir ao Ministério Público, eu digo que o dia que provarem que existe algo de errado neste ou naquele governo, e neste é Carla, eu vou estar noticiando. Rompendo também? Nada me obriga a ficar do lado de quem faz uma coisa errada. Como você dimensiona sua importância no processo político do município? Qual é o tamanho da sua influência, na sua opinião? Eu nunca tenho a noção exata disso. Porque eu nunca mudei a minha maneira de ser. Eu sou o mesmo Emilson Amaral de sempre. Tenho consciência de que existe uma influência e informações. Mesmo imprensado hoje por outras rádios na mesma frequência (a recém-criada Grussaí FM, também comunitária e, portanto, em 87,9) a caixa de ressonância ecoa para todo mundo. Qualquer pesquisa que se faz mostra isso. Agora teve a do Instituto GPP que nos deu a maior audiência no município. E a Barra não chega a Grussaí, a Barcelos, então isso quer dizer que a audiência aqui na cidade é tão grande que compensa. Você tem informação sobre quantos rádios ficam sintonizados no seu programa? Eu digo que de cada 10 casas com o rádio ligado, de nove a 10 estão ouvindo a Barra. Se tem um rádio ligado em outra emissora, tem outro sintonizado na Barra. Você é hoje um empresário, tem um faturamento. Então não é o salário de locutor que o motiva a continuar na profissão de radialista. Por que continua no rádio? Mais cedo eu disse para você que faço rádio de uma maneira peculiar e me preocupava não ter um seguidor para o estilo. Já pensei diversas vezes em parar, que está na hora de criar galinhas. Quando batem as insatisfações, as injustiças, bate a vontade de deixar o rádio. Mas aí eu acordo de manhã, com aquele frio, o corpo cansado, pesado, e penso na importância do que fazemos. Muitas pessoas procuram colocar na gente a marca de chapa branca. Eu digo a você com certeza que somos a maior rádio comunitária do Brasil, na essência do que é rádio comunitária. Pode ouvir qualquer uma em 87,9. Então o que me motiva é meu choro diário, é a emoção do trabalho. Não sou eu. São os amigos ouvintes que participam junto, que fazem esse trabalho comunitário. A rádio não está substituindo o trabalho que seria do poder público, da secretaria de Assistência Social? Eu diria que a rádio faz a pontinha que a secretaria fica sem fazer. Por que existe a pontinha se o orçamento é tão generoso? Tem a burocracia, o espaço entre um pregão e outro. E muita gente também não vai à secretaria, não procura. Na secretaria eu sei que quando podem eles atendem. Seu nome com frequência aparece nos debates políticos, para elogio ou crítica, como se você também fosse um político. Você nunca pensou em testar seu nome nas urnas, em ter um mandato? Eu fui cantado em verso e prosa muitas vezes para ser candidato. A vereador? Vereador e prefeito. Paulo Lisboa uma vez me chamou para ser candidato pelo PSB. O partido se juntou a mais alguns na coligação. A convenção foi na Portuguesa. Quando cheguei, com vários pré-candidatos, eu percebi que ia ficar sozinho. Reclamaram que iriam trabalhar para mim e quiseram sair. Eu achei uma precipitação. Eu posso ter uma surpresa agradável ou uma grande decepção, porque nunca fui candidato, nunca tive o nome testado. Uma vez, quando ainda era a Rádio SJB, clandestina, o Pappel fez uma pesquisa de rádio e colocou meu nome. Deu resultado espetacular. Minha saudosa amiga doutora Aideé (Amazoni Maciel van Horen, juíza de São João da Barra, já falecida), de quem tenho muita saudade, viu a pesquisa e disse que iria se aposentar para administrar minha campanha política. O marido dela está aí vivo para confirmar. Então por que nunca aceitou ser candidato? Porque eu acho que não tenho o perfil certo para ser político. Pelo menos para ter mandato. A razão é muito forte: os políticos em São João da Barra entendem que para ter voto é preciso engolir sapo do eleitor. E eu não tenho saco para isso. Você é governista, como mesmo afirmou. Mas poderia citar uma falha da atual gestão? Não sei se é falha, porque já foi maior. Há uma necessidade de cada vez mais descentralizar o poder. Está chamando a prefeita de centralizadora? Não, porque já foi muito mais. É comum dizerem que tem a, b ou c que é de Campos no governo. Quando Carla começou o governo, e eu não estava do lado, ela prestigiou o sanjoanense. Montou uma equipe 100% sanjoanense. Por conseguinte, precisou intervir e se tornou centralizadora. A equipe 100% sanjoanense era fraca? Eu não posso dizer porque não convivi, mas acho que era inexperiente. Quando eu fazia críticas, que eram mal interpretadas, lembro que no primeiro ano da gestão tinha R$ 1 milhão para o verão. Gastaram na primeira semana. Foi um baita verão, mas eu dizia que seria difícil angariar recurso para suprir. O resultado é que ficou o resto do ano todo para pagar. Mas você justificou a falha. E sem justificativa? Apontaria uma? Toda administração tem falhas. Eu vejo como uma grande falha a omissão de muitos segmentos da própria administração. O problema está concentrado na palavra comprometimento. Eu digo que há secretarias, diretorias, sem citar nomes, que com mais comprometimento evitariam um desgaste desnecessário, que deveriam estar colocando mais a cara na reta. Você está falando de administração ou política? Das duas coisas. Você não consegue separar. Não consegue ser um grande administrador sem ser político. Tem gente fazendo corpo mole? Tem gente que não está se empenhando como deveria ou poderia. Está defendendo política partidária nas secretarias? Não. Mas cargo de confiança é uma função política. Todo cidadão que exerce um cargo de confiança deve semear isso. Caso contrário ninguém faria sucessor. Quando a Prefeitura lançou um programa recentemente, de ação nas praças, atendeu a todos os cidadãos. A Prefeitura é do povo. Não pode haver discriminação. Sou contrário a qualquer ação discriminatória por questão política. Tem que atender bem a todos. Isso você vê no rádio. Ninguém faz rádio como eu. Dou espaço para todos os segmentos. Mas não é obrigação fazer isso por ser uma rádio comunitária? Não é bem assim. Tem a legislação. A pessoa que se sentir ofendida deve procurar a direção e reivindicar o direito para usar o espaço no mesmo horário. Se o cara não for citado e quiser falar algo sobre a comunidade, tem direito de se expressar. É diferente. Falam que a rádio é chapa branca, descem o pau em outra rádio, ouvem a Barra, não aguentam e ligam para a Barra para nos criticar. Dos vários momentos de debates tensos no rádio, você já passou por alguma saia justa? Numa véspera de um Sete de Setembro, era dia 5 ou 6, Betinho chegou na rádio para gravar uma mensagem no estúdio de carro de som. A prefeita passou e, ao ver o carro dele estacionado, mandou o motorista voltar. O programa estava no intervalo e Betinho estava no estúdio, conversando comigo. Ela entrou e se dirigiu a ele desafiando: ´Você não fica dizendo que vai me dar conselhos, não quer ficar me ensinando? Então debate agora comigo´. Eu achei uma petulância dela e disse que ela devia perguntar antes se eu aceitava. Foi um momento tenso mas, logo depois, é claro que botei pilha. Sabia que seria um grande momento. Sugeri que ambos chamassem seus assessores e o debate acontecesse. Isso era de manhã. Foi até 19h e só parou porque a Voz do Brasil entrou no ar. E o momento mais difícil? O mais difícil, de maior emoção, foi quando era ainda a Rádio SJB, clandestina, e houve o acidente com o time de futebol em Macuco. Morreram nove pessoas. De crianças a idosos. Foi um momento marcante para São João da Barra. A rádio era a única referência. A gente tinha rádio amador e mantinha contatos para passar as informações. Mandamos um emissário para lá, o Paulo Rangel (radialista), que foi com o Adalberto Ribeiro (advogado, já falecido). Desde a hora que soubemos do acidente, por volta das 20h de domingo, começamos a informar. Viramos a madrugada e trabalhamos a segunda-feira toda. Meu irmão Cosme estava lá e sobreviveu, mas as notícias não chegavam rápido. Foi muito tenso, muito difícil. Você já se arrependeu de ter dito alguma coisa no ar? Quem faz rádio como eu faço, sem preparar nada — e eu nunca preparo texto, nem elaboro pauta, saio de casa com as mãos vazias — corre o risco de falar alguma coisa que depois, de cabeça fria, refletindo, pensa que poderia ser de uma maneira diferente, não com a agressividade que teve, ou que podia ter sido mais incisivo. Mas ao vivo é isso mesmo, e a emenda costuma ser pior que o soneto. Quem ou o que tira você do sério no rádio? A insinuação de que eu menti. E principalmente dizer que fiz propositalmente. Eu posso involuntariamente, por desconhecer o fato, mas sabendo vou corrigir. Não tenho razão para mentir. Você, como âncora, tem um ídolo, alguém que admira ou que seja uma inspiração? Eu conheci muitas pessoas no rádio. Vi muita gente orgulhosa, mas vi gente que até poderia ser, mas tinha humildade. Uma dessas pessoas que tive o prazer de conhecer, inclusive trabalhando na avenida, no carnaval de São João da Barra, foi Pereira Júnior. Era uma pessoa humilde. Ninguém é igual a Pereira. Lembro das suas duas palavras imortais: detalhes e minúcias. Qual foi o político sanjoanense que você mais admirou? E qual mais se decepcionou? Posso citar dois que mais admirei? Um Deus levou sem eu falar com ele, e por causa de futebol. Foi João Francisco de Almeida. O outro é Alberto Dauaire. Se eu pudesse escreveria um livro sobre a vida dele. Que mais decepcionou teve, mas não vou mencionar. Quando pensa em deixar o rádio? Pode ser a qualquer momento. E parar mesmo. Eu não sei. Curioso é que quando alguém fala em candidatura, aparece uma gama imensa de pessoas, que eu sinto que gostam muito de mim, que sempre me pedem para não ser candidato, não entrar para a política. Mas quando digo que vou deixar o rádio essas mesmas pessoas dizem para eu não fazer isso. É um paradoxo interessante. Como você analisa a concorrência das outras rádios do município? Eu não tenho medo de concorrência. Eu acho que ela é saudável. Não tem medo por se achar melhor? Melhor não, diferente. Eu tenho ofertas diárias para fazer sorteio de brindes no rádio, como forma de prender ouvintes. Ofertas de anunciantes, amigos, políticos. Quem ouve a rádio sabe que dificilmente eu faço. Quando faço compro uma caixa de bombom. Não me preocupo com o que os outros estão fazendo. Não ouço. Qual é a receita da audiência? Faço o que o povo gosta. Quer uma receita para ter audiência? Faz rádio para o ouvinte. E poderia ser para quem mais? Conheço um monte de egocêntrico que faz rádio pra ele próprio. As músicas são do gosto dele. Quando o ouvinte liga temos que fazer de tudo para atender. O segredo é a atenção com o ouvinte. Ele não quer se sentir preterido. Como você vê o cenário para 2012? Se a prefeita puder administrar os recursos que ela tem em mãos e, diga-se de passagem, é muito dinheiro, na minha opinião o candidato que ela apontar vai ser o próximo prefeito. Se ela tiver empecilhos, atrapalhos, pode ser que a disputa fique muito mais acirrada. A força de uma máquina administrativa, mesmo ficando na neutralidade, é muito forte. A oposição tem o nome do ex-prefeito Betinho Dauaire. E a situação? Quais os nomes mais fortes? Hoje há três nomes se desenhando. Tem o vereador e secretário Neco (PMDB, secretário de Assistência social), que todo mundo sabe, tem a preferência da prefeita; Alexandre (Rosa, vereador do PPS), hoje alinhado de novo com a prefeita e Aluízio (Siqueira, vereador do PTB), que tem se destacado nas ações como líder do governo. Mas não se sabe se surgirão outros ou esses deixarão de ser.

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