Frederico da Coagro espera que situação seja revertida em instância superior
A Associação dos Plantados de Cana de Campos(Asflucan) e a Cooperativa Agroindustrial do Estado do Rio de Janeiro (Coagro ) vai impetrou um recurso nesta quarta-feira no Tribunal Regional de Justiça Federal do Rio para tentar derrubar a liminar concedida a Procuradoria da República, em Campos, pela Justiça Federal de Campos, proibindo as usinas de receberem cana com palha queimada. O presidente da Coagro, Frederico Paes, participou do Folha no Ar de hoje e disse acreditar na instância superior para a reabertura da usina, que está de portas fechadas desde o último domingo.
— Quero deixar claro que não somos a favor das queimadas, mas queremos que isso aconteça de forma gradativa como acontece em outros estados. Se isso não for revertido, corremos o risco de fechamento definitivo. Não venham dizer que não estamos fazendo nada pelo fim das queimadas. Desde que a Coagro surgiu, em 2003, já compramos cinco colheitadeiras, quatro de pequeno porte e mais uma grande. Um investimento de R$ 5 milhões. Além disso, assinamos um protocolo ambiental em com o Estado, que vinha sendo cumprido — destacou Frederico.
Ele ressaltou ainda que o melhor caminho é a aplicação da lei Estadual 5.990, que prevê a eliminação gradativa da queima da cana, sancionada na semana passada pelo governador .“Como uma lei aprovada por unanimidade na Alerj (Assembléia Legislativa do Estado de Rio de Janeiro) e que passou por aprovação de vários órgãos competentes pode ser considerada inconstitucional, como o MPF diz? Não estamos aqui defendendo as queimadas, estamos defendendo o emprego, porque, se a proibição imediata for mantida, cerca de 10 mil trabalhadores serão demitidos”, completou.
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